vicioo

001 À Prova de Morte
002 Zodíaco
003 Amantes Constantes
004 Cartas de Iwo Jima
005 BUG - Possuídos
006 O Céu de Suely
007 O Hospedeiro
018 Superbad
009 BORAT!
010 O Homem Duplo

001 Caché
002 Brokeback Mountain
003 Reis e Rainha
004 O Novo Mundo
005 As Chaves de Casa
006 O Homem-Urso
007 Miami Vice
008 O Labirinto do Fauno
009 A Última Noite
010 Munique

001 Marcas da Violência
002 Menina de Ouro
003 A Menina Santa
004 Antes do Pôr-do-sol
005 Oldboy
006 Cinema,Aspirinas e Urubus
007 Sideways
008 Closer - Perto Demais
009 O Virgem de 40 anos
010 O Abraço Partido

001 Encontros e Desencontros
002 Elefante
003 As Bicicletas de Belleville
004 Kill Bill
005 Sob a Névoa da Guerra
006 Na Captura dos Friedmans
007 De Corpo e Alma
008 Má Educação
009 Escola de Rock
010 Adeus, Lenin!
 

O HOSPEDEIRO
The Host/Gwoemul Coréia do Sul 2006 2h00min RT 9,2
de Bong Joon-Ho com Song Kang-Ho, Hee-bong Byun

Opinião Diversão e inteligência podem andar juntas, apesar
de Hollywood acreditar no contrário. Esse sensacional filme coreano, O Hospedeiro, já é uma das sessões mais divertidas
do ano, e também uma das mais originais. Hoje em dia,
um filme construído sobre um monstro, uma criatura gigante,
não se pode levar a sério. E, de fato, o filme do jovem Bong Joon-Ho tem surpreendentes elementos de comédia. Drama familiar também. Sem nunca esquecer que é um 'filme
de monstro', também tem terror, cenas de histeria coletiva
e suspense, tudo eficiente, embora possa causar estranheza
como o filme salta de um gênero para outro, o tempo inteiro.

Mas o que chama mais atenção aqui é como Joon-Ho (37 anos, diretor do elogiadíssimo Memórias de um Assassino, nas locadoras em DVD) é um cineasta de primeira. O filme garante boas surpresas sem NENHUMA cena de susto clichê que
o cinema americano usa ao nível de irritação. O primeiro
ataque do monstrengo acontece aos dez minutos de filme,
em plena luz do dia, já mostrando a criatura em todos os seus detalhes digitais, a ponto de o espectador perguntar: e agora, ainda faltam 1h40 minutos de filme? E Bong Joon-Ho oferece
o melhor do cinema de entretenimento até o último minuto
da fita. O filme também tem subtexto político afiado, com
temas tão variados como poluição ambiental, efeitos
da globalização no cidadão comum, a influência militar
maligna dos EUA, a corrupção na sociedade coreana e, como
se não bastasse, um olhar carinhoso sobre uma família
disfuncional, onde um pai fracassado perderá sua filhinha
para as garras do monstro e deverá resgatá-la nos esgotos
da cidade (e nas entranhas do bichão). Mas nada disso faz
de O Hospedeiro um 'filme-cabeça', muito pelo contrário.

Em entrevistas, Joon-Ho confessa, modestamente, ser fã
de Spielberg e Shyamalan. Pela elegância dos movimentos
de câmera e construção das sequências, acho que ele está
mais pra fã de Stanley Kubrick. Dá gosto ver os velozes travellings seguindo o monstro sob pontes e a brilhante
forma como são filmados os espaços abertos e fechados.
Há ainda uma esperta influência da estética 'videogame'
na forma como os personagens superam etapas, conectam-se uns com os outros à distância, via celular. Enfim, um filme
que mostra perfeitamente que é possível ser original, fugir
da mesmice idiotizada do cinemão americano. No mais,
pra quem achar os efeitos especiais 'capengas', você não entendeu nada, nadinha... Onde, no cinema americano, você
verá uma cena tão maravilhosa como o close na mão do pai, segurando uma lança ao atacar o monstrão? Bom demais!!!

Visto em 09/06 como convidado do Cinema da Fundaj
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Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br

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