vicioo

001 À Prova de Morte
002 Zodíaco
003 Amantes Constantes
004 Cartas de Iwo Jima
005 BUG - Possuídos
006 O Céu de Suely
007 O Hospedeiro
018 Superbad
009 BORAT!
010 O Homem Duplo

001 Caché
002 Brokeback Mountain
003 Reis e Rainha
004 O Novo Mundo
005 As Chaves de Casa
006 O Homem-Urso
007 Miami Vice
008 O Labirinto do Fauno
009 A Última Noite
010 Munique

001 Marcas da Violência
002 Menina de Ouro
003 A Menina Santa
004 Antes do Pôr-do-sol
005 Oldboy
006 Cinema,Aspirinas e Urubus
007 Sideways
008 Closer - Perto Demais
009 O Virgem de 40 anos
010 O Abraço Partido

001 Encontros e Desencontros
002 Elefante
003 As Bicicletas de Belleville
004 Kill Bill
005 Sob a Névoa da Guerra
006 Na Captura dos Friedmans
007 De Corpo e Alma
008 Má Educação
009 Escola de Rock
010 Adeus, Lenin!
 

CARTAS DE IWO JIMA
Letters from Iwo Jima 2006 2h20min RT 9,1
de Clint Eastwood com Ken Watanabe, Shido Nakamura
OSCAR 2007: Efeitos de som


Opinião Esse filme é o complemento de A Conquista
da Honra
, mostrando a batalha de Iwo Jima do ponto
de vista dos japoneses. Cartas de Iwo Jima venceu
o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, mas concorre
ao Oscar como melhor filme. Afinal, é um filme japonês
ou americano? Definitivamente, é um filme americano.
Filmado no Japão, com elenco japonês e falado em japonês,
Cartas de Iwo Jima é um olhar autoral e comovente
de um grande diretor americano sobre a falta de sentido
da guerra. É meu filme predileto dos cinco concorrentes
à estatueta dourada, embora as chances sejam mínimas.
Exibido nos EUA com legendas e status de 'filme de arte',
faturou irrisórios U$ 10 milhões nas bilheterias
ianques, ou seja, foi ignorado pelo público americano.
E foi um grande sucesso nos cinemas do Japão.

Embora considere A Conquista da Honra bom, até mais
complexo nas questões abordadas e montagem descontínua
em três tempos distintos, o que eu adoro em Cartas de Iwo Jima é a sua clássica simplicidade, sua narrativa direta
como relato de guerra que remete aos grandes diretores
de um cinema que não existe mais. Ford, Hawks, Aldrich,
Lean e Kurosawa estão presentes não em citações explícitas,
mas numa forma de olhar o homem, o mundo, e no ofício
de fazer cinema. Isso me emociona de uma forma especial.

O roteiro simples começa com a descobertas de cartas
dos japoneses enterradas no solo árido e escuro da ilha,
em 2005. Através da leitura dessas cartas, Eastwood leva
o espectador a procurar conhecer e entender o 'inimigo'
a partir de alguns das centenas de soldados japoneses
que enfrentaram americanos num ataque assustadoramente
desigual. De um lado, mais de 20.000 soldados americanos equipados com o melhor suporte bélico imaginável.
Do outro, japoneses despreparados, lutando com poucas
metralhadoras, rifles, escondidos em cavernas estratégicas
do ousado plano do General Kuribayashi (Ken Watanabe,
excelente, uma injustiça não ter sido indicado como ator).
O que vemos é um espetáculo de horror, nos momentos
brutais como o suicídio de um grupo encurralado,
e delicadeza, nos flashbacks em que vemos garotos como
Saigo (Kazunari Ninomiya, astro pop no Japão) serem arrancados
de suas famílias para lutar pela pártria. Filmado quase
em preto e branco, direção de fotografia soberba de Tom
Stern (também não indicado ao Oscar!), Cartas de Iwo Jima
é mais um belo filme de um diretor veterano, que não
precisa mais provar nada pra ninguém, apenas faz os filmes
que quer fazer. Privilégio de poucos cineastas americanos.

Visto em 14/02 como convidado da UCI | Warner Bros
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