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Toy Story 3D
Pandorum
Edição 474
A Fita Branca
Um Olhar do Paraíso
Ervas Daninhas
O Mensageiro
Idas e Vindas do Amor
A Erva do Rato
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Edição 473
Preciosa - Uma História de Esperança
O Lobisomem
Percy Jackson e o Ladrão de Raios
Edição 472
Guerra ao Terror
O Fantástico Sr. Raposo
Nova York, Eu Te Amo
Diário de Sintra
Amor Extremo
High School Musical - O Desafio
Premonição 4
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Invictus
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O Fim da Escuridão
Ah... O Amor!
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Amor Sem Escalas
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O Homem que Engarrafava Nuvens
O Fada do Dente
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A Inglesa e o Duque
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Vício Frenético
Gigante
Eric Rohmer 1920 - 2010
Edição 468
Sherlock Holmes
Alvin e os Esquilos 2
Contatos do 4º Grau
Atores e Atrizes de 2009
The Hurt Locker
Edição 467
Deixa Ela Entrar
Lula - O Filho do Brasil
Livro Easy Riders, Raging Bulls
Edição 466
500 Dias com Ela (2)
Encontro de Casais
Diário Proibido
Sempre ao seu Lado
Xuxa e o Mistério da Feiurinha
Top Ten Kinemail 2009
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Avatar
500 Dias Com Ela (1)
Sexo no Cinema em 2009
Edição 464
O Nome Dela é Sabine
Do Começo ao Fim
Embarque Imediato
A Princesa e o Sapo
O Amor Pede Passagem
Retro 2009/Expectativa 2010 (2)
Edição 463
Atividade Paranormal
Abraços Partidos
É Proibido Fumar
O Solista
FilmeFobia
O Sal da Terra
Retro 2009/Expectativa 2010 (1)
Edição 462
Casamento Silencioso
Julie & Julia
Hotel Atlântico
A Trilha
O Milagre de Santa Luzia
Planeta 51
O Intruso
Edição 461
Lua Nova
Se Nada Mais Der Certo
No Meu Lugar
Fordlândia
III Festlatino Internacional
Edição 460
Aquele Querido Mês de Agosto
2012
Paris
Garota Infernal
Crônica de Anna Magdalena Bach
Edição 459
Almoço em Agosto
Rinda à Toa
CHE 2 - A Guerrilha
Os Fantasmas de Scrooge
Jogos Mortais VI
Código de Conduta
Fama
Mostra Cinema Espanhol
Edição 458
Alô Alô Terezinha
Besouro
Michael Jackson - This Is It!
Matadores de Vampiras Lésbicas
Kinemail na Mostra SP
Edição 457
Confissões de uma Garota de Programa
Substitutos
Terror na Antárdida
Dia Internacional da Animação
Kinemail na Mostra SP
Edição 456
Distrito 9
II Janela Internacional do Recife
Garapa
Stella
Novidades no Amor
Te Amarei Para Sempre
Marge Simpson na PLAYBOY
Edição 455
Bastardos Inglórios
9 - A Salvação
Herbert de Perto
O Golfinho
Balsa
Curta Petrobras - Outubro
Top Ten Kinemail 2009 + 25 filmes!
Mais edições anteriores AQUI
Edição 432
Wolverine, Casamento, Tirador e Documentários
> O XIII CinePE promete sessões lotadas durante o feriadão, encerrando
no domingo 03/05 com divulgação dos premiados. Mande
sua opinião
sobre os filmes vistos e acompanhe tudo no site oficial www.cine-pe.com.br
A grande estreia do feriadão é o arrasa-quarteirão que é a maior roubada,
X-MEN Origens: Wolverine, só indicado para fãs devotos e sem cérebro.
Finalmente chega por aqui o muito interessante O Casamento de Rachel,
que rendeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz para Anne Hathaway,
em poucas 'sessões de arte' nos multiplexes. No Rosa e Silva, continuam
em cartaz Gran Torino e Um Conto de Natal, recomendados pelo Kinemail
assim como Eu Te Amo, Cara, adorável comédia que já está saindo de cartaz.
Na Fundaj, sessões extras para Tirador, do filipino Brillante Mendoza.
O Apolo e o Parque exibem o VI Panorama Recife de Documentários
com muitos curtas, médias e longas-metragens, de segunda 04 até sexta 08
de maio. Entre os filmes, Procedimento Operacional Padrão de Errol Morris, Serras da Desordem de Andrea Tonacci, longas do
mestre Chris Marker
e o polêmico Zeitgest Addendum, do americano Peter Joseph,
um sucesso
de divulgação alternativa pelo YouTube. Confira em DICAS DE CINÉFILO
a comédia romântica Nick e Norah - Uma Noite de Amor e Música.
LEITOR VIP Ganhe convites para ver Eu Te Amo, Cara AQUI
O CASAMENTO DE RACHEL ![]()
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Rachel Getting Married EUA 2008 1h53min RT 8,7
de Jonathan Demme com Anne Hathaway, Rosemarie DeWitt, Debra Winger
OPINIÃO A ex-viciada Kymberly (Anne Hathaway) é liberada da clínica
de reabilitação por alguns dias para que possa ir ao casamento de sua irmã
mais velha Rachel (Rosemarie DeWitt). Com humor sarcástico, ela tenta enfrentar
sua família depois de passar nove meses internada, nunca deixando de dar suas
alfinetadas em todos. As coisas desandam quando sentimentos reprimidos
e histórias enterradas vêm à tona. É a busca pela harmonia familiar que move
o novo filme de Jonathan Demme (Totalmente Selvagem, O Silêncio dos Inocentes,
Philadelphia), longe da ficção desde o remake Sob O Domínio do Mal, de 2004.
O Casamento de Rachel marca a estréia de Jenny Lumet, filha de Sidney,
como roteirista. Uma estréia promissora, pois o filme tem um texto afiadíssimo,
dos diálogos à dramaticidade, passando pela construção dos ótimos personagens.
E Demme muda seu estilo em prol do roteiro, adotando uma estética naturalista
que lembra muito o Dogma 95, num tom bastante adequado. Tudo, desde
as performances dos atores, desconhecidos em sua maioria, até a trilha sonora
diegética (a banda que tocará no casamento está sempre ensaiando) contribuem para
que O Casamento de Rachel pareça um documentário sobre uma família disfuncional.
E põe disfuncional nisso! Kym e Rachel são quase que opostas, a primeira não
quer ter o modo de vida que sua família deseja pra ela, enquanto a segunda dá
o máximo de si para ser a filha 'perfeita'. O pai Paul (Bill Irwin) está constantemente
preocupado com Kym, que se aproveita disso para o ódio de Rachel. E ainda tem
a mãe Abby (Debra Winger), divorciada de Paul, cuja causa de sua ausência revela-se
aos poucos e culmina numa discussão antológica entre ela e Kym. O elenco faz
um belíssimo trabalho aqui, especialmente Irwin, DeWitt e Anne Hathaway, nos fazendo
perdoá-la pelas bombas Passageiros e Noivas em Guerra e merecidamente indicada
ao Oscar de melhor atriz por uma atuação pulsante, cheia de vida.
Outro fator bastante interessante e particular do filme é que existe uma imensa
pluralidade étnica e cultural em cena, mas ela não é importante para a trama.
Há membros da família de todas as raças e credos, e o fato disso não se tornar
um mote ou um sub-arco dramático é um ponto positivo. A festa de casamento,
em particular, é uma salada de ritmos e cores totalmente inesperada. Toca música
africana, hip hop, rock, jazz e até um grupo de samba dá as caras. A festa é um
pouco longa e parece que o filme vai virar musical, mas não deixa de ser curiosa,
especialmente por mostrar como Kym se sente naquele momento à parte daquilo tudo,
mesmo se esforçando para ser sociável. O Casamento de Rachel é um filme 'difícil'
para o público multipléxico, talvez até mesmo para os fãs da 'sessão de arte', mas
é com certeza um dos melhores filmes em cartaz. É triste vê-lo relegado a poucas
sessões no Recife, enquanto bobagens pretensiosas e blockbusters sem cérebro
tomam conta das salas nessa temporada. Não perca esse casamento por nada.
Visto em 27/04 como convidado da UCI Cinemas
Mande sua opinião para filipeap1988@hotmail.com
X-MEN ORIGENS: WOLVERINE ![]()
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X-MEN Origins: Wolverine EUA/Australia 2009 1h49min RT 3,6
de Gavin Hood
com Hugh Jackman, Liev Schreiber, Ryan Reynolds, Danny Houston
OPINIÃO Ahh Estreia finalmente o filme que tantos fãs aguardavam aflitos desde
os primeiros trailers, como 'o filme do ano', a nova 'obra-prima' dos quadrinhos,
um
novo Batman etc Em defesa de Batman, o filme do morcego tem lá sua pompa
grandiosa, porque X-MEN Origens: Wolverine é decepcionante de tão genérico.
É mais um filme que parece existir exclusivamente para fãs que (não consigo
entender...) acharão tudo ótimo nesse filme cansado, previsível ao extremo,
onde nenhuma cena sequer merece destaque, é tudo apenas exatamente o que
o trailer mostrava, aliás, o filme parece um trailer esticado para longa-metragem.
Segue a trilogia milionária que já acabou pedindo pra não ser mais vista com X-MEN 3,
que foi a maior bilheteria do trio. Os produtores espertos, incluindo Hugh Jackman,
e os fãs desse 'cinema-bronha',
na secura por mais do mesmo, garantiram esse
novo caça-dólares como filme 'solo' para o mais popular dos X-MEN, o Wolverine.
Longe, bem longe do Wolverine bronco e disforme dos gibis, o personagem hoje é um
galã fortão descamisado e, desta vez, com cenas rápidas de mostra-não-mostra
a bunda de Hugh Jackman.
O filme conta como nasceu Wolverine, a partir da sua
relação com o irmão Victor, também mutante. Confrontos sangrentos (mas sem sangue,
nesses estranhos tempos de violência asséptica para a gurizada) entre os irmãos mutantes
deveriam ser as partes empolgantes da fita. O resultado está mais pra tédio repetitivo.
Com direção no piloto automático de Gavin Hood, o ritmo narrativo, a trilha sonora
bombástica
e a edição picotada (incluindo um prólogo nos créditos iniciais que atravessam
a Guerra Civil Americana, as duas Guerras Mundiais e a Guerra do Vietnã em uns
3 minutos) parecem
desesperadamente querer esconder que o filme realmente
não tem clima, charme, novidade, sequer uma história interessante pra contar, de tal
forma que eu repensei o quanto Watchmen foi um filme bem bom, dentro do gênero 'filme-gibi'.
Hugh Jackman
repete as caras e bocas e berros irados, só que agora soando mecânico, dejá-vù.
O ator-boneco Ryan Reynolds é quem paga o maior mico, aparecendo no começo do filme
soltando piadas sem muita graça e voltando no final transformado em super-vilão mutante.
Leve em conta ainda que, para uma produção desse porte, alguns efeitos especiais digitais
são meio fuleiros, feios, incluindo uma horrenda sequência final com cara de videogame.
Outro mico é a participação especial de Patrick Stewart, o Dr. Xavier, rejuvenescido com cara
de alienígena-travesti-careca
através daqueles efeitos esquisitos CGI à Benjamin Button. Medo...
Diante de tanta expectativa ansiosa dos fãs e pelos envolvidos na produção, X-Men
Origens: Wolverine é só muito barulho por nada, para fazer milhões mundialmente.
Ah, tem duas cenas extras após os créditos finais. Só fique pra ver se for fã roxo.
Visto em 28/04 como convidado da UCI Cinemas | Fox Filmes
Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br
TIRADOR ![]()
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Tirador/Slingshot Filipinas 2008 1h26min
de Brillante Mendoza com Coco Martin, Nathan Lopez, Kristoffer King
> Brillante Mendoza nasceu em 1960 nas Filipinas e começou a carreira como diretor
de arte em longas metragens, televisão, teatro e publicidade. Seu primeiro longa,
Masahista, ganhou o Leopardo de Ouro em 2005 no Festival Internacional de Cinema
de Locarno. Serbis, exibido em Cannes e na Mostra SP 2008, foi muito comentado pelas
cenas cruas de sexo, numa trama sobre família que gerencia e mora num cinema pornô.
O novo filme de Brillante Mendoza, Kinatay, está na seleção oficial de Cannes 2009.
Tirador estava programado na seleção de filmes do Festival Des 3 Continents, mas
a cópia não chegou a tempo. Teremos agora essas duas sessões extras do filme.
Tirador se passa em Manila, quando as festas da Semana Santa estão a todo vapor enquanto
a campanha eleitoral está começando. Nas ruas escuras das favelas, a polícia procura os tiradores,
batedores de carteira que operam no bairro comerciante de Quiapo. Entre corrupção
e devoção, os políticos subornam os cidadãos por um voto, outros rezam para uma
vida melhor. Tendo como pano de fundo uma guerrilha urbana, Tirador é uma
incursão quase documental e crua no cotidiano dos esquecidos da capital filipina.
Visto em 05/05 como convidado do Cinema da Fundaj
Mande sua opinião para filipeap1988@hotmail.com
RECÉM CHEGADA
New in Town EUA 2009 1h37min RT 1,8
de Jonas Elmer com Renée Zellwegger, Harry Connick Jr, J.K. Simmons
> Sinopse: Miami. Lucy Hill (Renée Zellweger) é uma executiva ambiciosa.
Ela imediatamente aceita uma oferta de trabalho temporário em uma fábrica
que passa por um processo de reestruturação, ao perceber que pode ser
uma grande chance para uma carreira promissora. Ao iniciar o trabalho,
ela percebe que nada é da forma que lhe prometeram.
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VI Panorama Recife de Documentários
CINEMAS DO PARQUE E APOLO | Segunda 04 até sexta 08/05
Cinema do Parque R$ 1,oo para todos, sessões a partir de 14h
Cinema Apolo ENTRADA FRANCA, sessões a partir de 14h
> De segunda 04 até sexta 08 de maio, os cinemas Apolo e do Parque exibem uma
maratona intensa de documentários, entre curtas, médias e longas-metragens do Brasil
e do mundo, com destaque para o cinema francês, incluindo obras do mestre Chris Marker,
como O Fundo do Ar é Vermelho, em duas partes, As Mãos Frágeis e As Mãos Cortadas,
realizado em 1977, sobre o resultado dos movimentos revolucionários de 1968, desde
a
China e Cuba até os movimentos estudantis e dos operários franceses. Também estão
na mostra o indicado ao Oscar Procedimento Operacional Padrão, de Errol Morris, que
examina o abuso e torturas realizadas por soldados americanos no famoso caso das fotos
que caíram na internet, na prisão de Abu Ghraib, no Iraque e o excelente documentário
brasileiro Serras da Desordem, que acompanha a incrível história do índio que passou
10 anos sozinho pelas serras do Brasil central, após escapar de um ataque de fazendeiros
que tocaram fogo em sua aldeia.
Entre inúmeros curtas-metragens, destaco Ser Tão,
que cobre o encerramento da peça teatral Os Sertões do Teatro Oficina em Canudos,
no sertão da Bahia, onde aconteceu a guerra documentada por Euclides da Cunha.
Estão na farta programação do Panorama desde Guia Prático, Histórico e Sentimental
da Cidade do Recife, do pernambucano Léo Falcão, até o provocante Zeitgest Addendum,
onde o americano Peter Joseph lança um olhar crítico sobre a fé Cristã e o Sistema Monetário
Internacional como os principais propulsores das guerras e conflitos atuais em todo o mundo.
O filme faz parte de uma trilogia de documentários
que virou fenômeno midiático,
com divulgação
alternativa pela internet e You Tube. A programação
inicia diariamente às 14h nas duas salas
e entra pela noite, encerrando com sessões de longas-metragens às 20h. No Cinema do Parque
permanece o tradicional ingresso R$ 1,oo para todos
e no Cinema Apolo todas as sessões
tem ENTRADA FRANCA. Confira a programação completa diariamente nos sites e jornais locais
e nos sites de órgão culturais da Prefeitura da Cidade do Recife. Folders com a programação
completa estarão disponíveis no Parque e Apolo a partir do primeiro dia do evento.
Agende-se!
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Crônicas cinéfilas, opinião, dicas etc
The Chaser e os filmes de bêbado
The Chaser é filme predominantemente noir, mas que tenta mesclar vários gêneros.
Em suas duas horas acompanha sem afetações a saga do policial e cafetão nas horas
vagas (ou seria o contrário?) Jong-ho, na caça do cliente sequestrador de suas 'funcionárias'.
Começa um pouco vacilante, oferecendo momentos de ação, violência gráfica genuinamente
asiática, mas em sua segunda hora... Há uma estudo do detetive Joong e seus valores
morais/humanos. Depois desemboca em uma possibilidade perfeitamente esperável.
Como poderiam ser várias outras, a gosto do diretor. Enfim, The Chaser
um filme que
prende a atenção, para quem isso é o que importa. E na lista
dos filmes de bêbado da EDIÇÃO ANTERIOR, cadê John 'Cachaçavetes'?
Joao Marcelo Duarte | caoandaluz@gmail.com
Claro, não dá pra falar de destilados no cinema sem citar a obra de John Cassavetes!!!
Mas a lista da PLAYBOY evitou os filmes 'sérios' e, no caso de Cassavetes, a gente
sabe que o negócio é sério, adulto, do tempo em que cinema era coisa de gente grande.
Kinemail e Kachaça
Gostaria de botar tua matéria PLAYBOY E O CINEMA ON THE ROCKS
do site 'pra quem é viciado em cinema' no nosso blog 'pra quem
é viciado em cachaça' www.butucanoboteco.blogspot.com
temos uma parte chamada Dando um Ninja que indica sites, blogs, etc
Pablo Gomes | dompablito@yahoo.com.br
Pode postar lá e... Se beber, não vá ao cinema dirigindo eh eh
Dúvida
Vi o filme Dúvida, gostei bastante e achei muito interessante os espaços vazios
criados pelo diretor, pois, como sugerido pelo próprio título, o filme não encerra
um determinado pensamento/ponto de vista, deixando para nós, espectadores,
a complementação da obra (cinematográfica), a produção de seu sentido.
A fotografia é muito bem cuidada e a cena da freira com a mãe é simplesmente
chocante. Bom, no mais, qualquer comentário anteciparia ao espectador as surpresas
do filme. No domiNgão queria ver um filme 'pipoca' com minha irmã, decidimos ir ver
Ele Não Está Tão a Fim de Você. Gostei do 'mote' do filme, embora cinematograficamente
seja bem fraco, com a pretensão de fusão entre o cinema ficcional e o documentário - Désolé!
Gostei da sua recomendação e vou checar o 'filme de menino' Eu te Amo, Cara.
Fernanda Martins | fernandapereiramartins@gmail.com
Natal e Batman
Cara, UM CONTO DE NATAL é legal. Mas 2h30 de filme? Tá de sacanagem...
Achei que você tinha dito que era curto. Pra mim, o grande defeito do filme.
Até gostei, mas dormi.
Cezar Martins | czrmartins@gmail.com
Eu falei que o filme era veloz, cheio de energia, sempre interessante nas duas
horas e meia de duração. Lento??? Não consigo entender como
adjetivar
Um Conto de Natal assim. Eu diria que o filme está mais, no ritmo e na dramaticidade,
para aloprado! eh eh E em tempos que Batman dura duas horas e meia...
Deixa de ser crítico de cinema, porra! O filme é lento. É legal, mas 2h30
é foda. Se o cara consegue dormir em Batman, melhor ir ao médico.
Ok, continuando como 'crítico de cinema', e abstraindo um pouco, eu diria
que Batman é rock de U2 e Um Conto de Natal é jazz do bom,
quer dizer, tem música e tem música, mas são duas coisas diferentes :)
Manoel de Oliveira
Na Mostra Manoel de Oliveira vi metade do filme Vou Para Casa. Digo 'metade'
porque tive de sair no meio da sessão por outras questões que não tem a ver
com o filme. Mesmo sabendo que não dá pra comentar meio filme, posso dizer
uma coisa: tive neste Vou Para Casa a mesma sensação que tive quando vi
Um Filme Falado há uns anos. O português tem um ritmo completamente diferente,
devagar demais para mim. Lembra o insuportável diretor israelense Amos Gitai,
só que menos pretensioso. Ao mesmo tempo, a espera nem sempre compensa
(no caso do filme que eu vi, Um Filme Falado). Queria ter dado ao centenário
diretor mais uma chance (a premissa do filme é bem interessante), mas parece
que o filme ia seguir o mesmo caminho. Talvez eu esteja muito aquém da compreensão
do estilo desse cineasta, e ainda não foi esse o dia que consegui digerir Manoel de Oliveira.
Heber Costa | www.cenasdaguerra.blogspot.com
Gran Torino, Dúvida, Sinédoque-Nova York
Gostei muito da sua resposta na ÚLTIMA EDIÇÃO sobre minha opinião para Gran Torino
e Dúvida. O humor é tudo de bom! Para mim o grande momento de Dúvida foi justamente
na cena de Viola Davis com Merryl Streep. Aquela mãe dá um show de sabedoria
(e de interpretação) ao contrapor o choque de realidade vivido por ela e o filho
com o pensamento da irmã Aloysius. E veja só: Nelson Motta escreveu um artigo
sobre Gran Torino, publicado no O Globo na última sexta-feira 24. O jornalista faz
uma análise estupenda do filme, toca em pontos primordiais, sobretudo a temática
abordada. A crítica está super favorável, só tem elogios. E eu concordei com tudo
que foi escrito, palavra por palavra, do começo ao fim. O que acontece? Tenho a
impressão que, com a passagem do tempo, vou gostar cada vez mais do filme, hahahaha
Tornei-me uma Kinemail-addict. Durante a sessão de Sinédoque-Nova York já estava
pensando no que provavelmente você teria escrito a respeito. Até meu marido perguntou
se o Kinemail já tinha se manifestado, hahaha. Sinceramente, ainda não sei o que pensar
do filme. Acho que gostei, muito embora seja depressivo, às vezes chato, incompreensível
em determinados momentos e interminável. Não dá para ver depois de um dia de trabalho.
Por outro lado, tem os atores maravilhosos, a história louca que foge dos parâmetros normais,
o inesperado. O único filme que vi com o nome de Charlie Kaufman nos créditos foi Adaptação,
onde a criatividade do roteiro impressiona. Seria, então, uma característica do Kaufman
esse jeito criativo meio non-sense de ser? Aguardo seus comentários esclarecedores.
Eliana Perrone | esperrone@yahoo.com.br
Ei, Kinemail não veio aqui pra esclarecer eh eh eh A gente só quer conversar, trocar
opiniões
sobre os filmes, hábito que as pessoas perderam (ou nunca tiveram).
Sinédoque-Nova York ainda não passou aqui. E acho que só passa em 'sessão de arte'.
Ah, e concordo que a cena de Dúvida citada por você é a melhor coisa do filme.
Che em Minas
Eu fui ao Usiminas Belas Artes, aqui em BH, para assistir Frost/Nixon, mas ao chegar lá
à tarde, tinha sessão apenas de 21h20. Para não dar viagem perdida, escolhi Che.
Não havia lido nada sobre o filme e mal sabia que havia sido produzido. Mas tinha
Benicio Del Toro no elenco. Não devia ser de todo mal. Primeiro medo: um filme
sobre Che, o clichê, a marca, o símbolo, a indústria de bottons, camisas e boinas
ao invés de Che, o mito. Passou. Segundo medo: seria o filme em inglês castellanizado?
Mania feia de Hollywood, essa de pegar os filmes e, não importando se são passados
no Texas ou no leste europeu, é tudo em inglês. Pior: inglês com sotaque do local.
Então rola aquele inglês com o RRRRR carregado do alemão ou, como a paródia
em Cheech & Chong, um 'Yo! Wasssssepenning?' Mas, graças ao bom Deus de quem
acredita nele, Che é em espanhol, exceto, claro, pelos trechos que acontecem nos EUA.
O evento da tomada do poder em Cuba foi um pouco mais longo que duas horas, então,
mais que normal que o roteiro se perca e se atropele. Pra quem não está familiarizado
com a história, um tanto pior. Benicio Del Toro É Ernesto Guevara, definitivamente.
A caracterização física foi perfeita, desde o cabelo ridículo da fase final da revolução
às falhas da barba do guerrilheiro. A atuação, perfeita. Infelizmente, novamente,
Rodrigo Santoro permaneceu como estagiário, trabalhando só meio expediente. No início
do filme, tem-se a impressão que ele vai aparecer bastante como Raul, o irmão de Fidel
(até pela importância do personagem), mas... depois disso, ele só aparece mais uma vez
até o final do filme. Uma pena. Não sei o que o coitado precisa fazer mais para conseguir
se estabelecer lá fora. Falar inglês e espanhol fluentes parece pouco pra eles.
Fotografia competente, alternando com o P&B nas cenas americanas faz tudo parecer
muito autêntico, real. Parece que Che ainda não chegou por aí, né? Solamento.
Paulo Oliveira | pauloolivieri@gmail.com
Che não chegou ainda por aqui. Aviso que você viu a primeira parte, são dois filmes.
Foram exibidos na Mostra SP, mas eu evitei. Benicio Del Toro estava presente
e a afetação dos moderninhos em torno da sessão dupla estava alta, cheia daquele
povo que vai pra evento pra tirar foto de celular com artistas famosos... Pulei fora.
Sob a Mesma Lua
Cara, pode me chamar de piegas, sentimentalista, mas... não é que
gostei de Sob a Mesma Lua? Aliás, gostei muito! Glória Perez perde
feio, inclusive o trecho do cruzamento da fronteira, lembra bastante
a 'inesquecível' Sol da também 'inesquecível' América. Bem, antes que você
imagine que eu gosto de novela ruim, lá vão meus argumentos: às vezes
vamos ao cinema pra relaxar e sair um pouco mais feliz do que entramos,
com a sensação de que o bem vence o mal, de que depois de quase duas horas
de desencontro, temos um final feliz, sensação de ver gente bonita na tela
(as duas atrizes principais, o menininho). Sob a Mesma Lua está longe
de ser uma obra-prima. Mas está bem acima da média dos filmes do gênero.
Coincidentemente, vi no Cine Rosa e Silva quatro dos melhores filmes desse ano:
Quem Quer Ser um Milionário?, Gran Torino, Sob a Mesma Lua e Um Conto
de Natal, que já está no meu Top 10. Filme surpreende, apesar do tema aparentemente
manjado de reunião de família, com as discussões e indiferenças entre parentes.
Wlademir Moura | wladmoura@hotmail.com
Quem é Sol? O que é América? Ah ah ah Parece que ninguém acredita mesmo,
mas eu NÃO vejo televisão!! É sério.
A última vez que vi Cid Moreira e Sérgio Chapelin,
eles eram jovens! Quer dizer... Ainda são vivos? Lembro que apresentavam o Jornal
Nacional da Globo. Eu também adoro ir pro cinema pra curtir, relaxar, e recomendo
o superbacana EU TE AMO, CARA, já saindo de cartaz aqui em Recife. Para as plateias
multipléxicas o filme deve ser uma 'sessão de arte', não tem barulho, não tem pipoco,
não tem gente levando queda nem batendo a cabeça em porta de vidro. Ainda, o filme teve
uma estreia esquisita por aqui:
Alguém viu trailer de Eu Te Amo, Cara nos multiplexes?
Foi literalmente arremessado nos shoppings. Deve ser porque é bom, né? Ninguém viu.
Enquanto isso, a boiada humana corre para as filas (baias) de Wolverine. Múúúú...
Participe do Kinemail, comente, mande e-mail para fernando@kinemail.com.br