

Kinemeite de Julho
Kinemeião de Julho



ANO DEZ Edição 449
Sexo e amor pra Cinema e pra TV
> Os três grandes lançamentos da semana nos cinemas versam sobre
relacionamento, amor e sexo e
revelam o imenso abismo que existe
entre
o cinema de qualidade e o caça-níquel televisivo. Da França vem
o delicado ensaio romântico A Bela Junie, filme de Christophe Honoré
que fecha uma Trilogia do Amor com Em Paris e Canções de Amor,
os três estrelados pelo jovem ator francês Louis Garrel. Dos EUA
vem mais um belo filme do novaiorquino James Gray, Amantes, com
Joaquin Phoenix e Gwyneth Paltrow, uma crônica romântica para adultos.
Vale recomendar ainda Desejo e Perigo de Ang Lee, agora em cartaz
no Cinema Apolo. Ao certo, um dos melhores filmes do ano.
E o Brasil joga nos multiplexes a comédia Os Normais 2. 'Joga' é a palavra
certa:
o filme tenta repetir o sucesso não só pelo apelo massivo televisivo,
mas também pelo efeito 'Parte 2', a mágica que funcionou tão bem com
Se Eu Fosse Você 2. Kinemail não viu nem vai ver. Veja você e comente.
No Cinema da Fundaj, pré-estreia para o japonês A Partida, Oscar 2009
de melhor filme estrangeiro.
Confira abaixo mais lançamentos da semana
e sessões 'de arte' nos multiplexes (agora também no Plaza Casa Forte)
para A Alegria de Emma e Inimigo Público - Instinto de Morte.
Assista, comente, participe, envie comentários para fernando@kinemail.com.br
DICAS DE CINÉFILO Confira Pink Flamingos, o clássico cult trash
cometido por John Waters e pelo travesti Divine em 1972
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LEITOR VIP Ganhe convites e brindes Se Beber, Não Case! AQUI


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UM HOMEM SÉRIO
EUA | Joel & Ethan Coen | 2009

A BELA JUNIE ![]()
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La Belle Personne França 2007 1h30min
de Chistophe Honoré com Louis Garrel, Lea Seydoux, Grégoire Leprince-Ringuet
FERNANDO Dando continuidade às suas crônicas românticas cinematográficas sobre
jovens apaixonados, como pouco se vê no cinema atual, o francês Christophe Honoré
completa com A Bela Junie uma trilogia iniciada com Em Paris e Canções de Amor,
os dois já exibidos aqui no Recife. Adaptação livre do romance La Princesse de Clèves,
de Madame de La Fayette, escrito no século XVII, pode-se dizer que A Bela Junie
tem parentesco com os hollywoodianos Patricinhas de Beverly Hills (que muita gente
não sabe que é uma esperta adaptação de Emma de Jane Austen) e 10 Coisas
Que Eu Odeio em Você (versão teen para A Megera Domada de William Shakespeare),
dois filmes muito legais exibidos em multiplexes. Mas o filme é francês e o diretor
Christophe Honoré faz em suas pequenas belas fitas homenagens aos mestres
da nouvelle vague francesa dos anos 60. Daí que, apesar de ser um filme sobre
adolescentes ambientado numa escola de segundo grau, o adolescente médio
espectador certamente vai ignorar o filme, já que A Bela Junie é acima
de tudo, um filme para quem ama cinema, os mais conhecidos como cinéfilos,
aqueles espectadores que adquirem um carinho por certos filmes, nunca
se cansam de revê-los e os recomendam apaixonadamente aos amigos. O cinema
de Christophe Honoré tem essa característica com seu público. O cara faz filmes
pelos quais você se encanta, não que sejam grandes filmes, mas que cativam.
A Bela Junie é protagonizado por uma moça de 16 anos, a Junie, interpretada
por Léa Seydoux, de beleza estonteante, que acaba de chegar a um novo colégio,
no meio do ano letivo, depois da morte de sua mãe. Ela se enturma timidamente
com os amigos de seu primo, namora com um deles, Otto (Grégoire Leprince-Ringuet),
e vira objeto de desejo obsessivo do professor de italiano Nemours (Louis Garrel).
Além desse trio, temos uma ciranda de personagens e desdobram-se várias pequenas
histórias de amores não correspondidos, com espaço até para um romance entre
dois rapazes, incluindo mexericos e fofocas a partir de uma misteriosa carta de amor.
O professor Nemours de Louis Garrel, quase tão jovem quanto seus alunos e talvez
mais imaturo em questão de amor, além do interesse pela misteriosa Junie, namora
ao mesmo tempo uma outra aluna e uma colega professora. Longe de querer
amarrar todas as historinhas, o roteiro e a câmera correm soltos pelos corredores
da escola e pelas ruas de Paris mais preocupados em registrar momentos
de delicadeza e encantamento enquanto os personagens vivem seus amores
juvenis. Para quem não conhece o cinema de Honoré, há uma certa dificuldade
em aceitar, acreditar nos relacionamentos, mesmo que o tom seja naturalista
e os atores todos bastante convincentes. Talvez isso aconteça pela
fragmentação narrativa que afasta o filme do formato 'novelinha' ou dos romances
teens americanos, onde cada personagem se resolve em cena, tim-tim por tim-tim.
Honoré também não foge dos temas desagradáveis que estão ligados
às paixões fulminantes, como a desilusão, a depressão, a decepção.
Além da influência da nouvelle vague no ritmo e na montagem, Honoré cita seu
próprio cinema, com as presenças constantes dos mesmos atores, como as rápidas
pontas de Chiara Mastroianni e Clotilde Hesme (ambas de Canções de Amor). Há ainda
algo em comum com um grande filme do italiano Valerio Zurlini, A Primeira Noite
de Tranquilidade, pois temos aqui também um professor (Alain Delon) apaixonado
por uma aluna de forma melancolicamente impossível. Mas é sempre bom lembrar
que Honoré não usa essas referências e homenagens como muletas de estilo.
Assim como um Quentin Tarantino, Honoré reinventa, reinterpreta, assimila
e cria um cinema muito pessoal, vivo, orgânico, encantador. Por fim, vale
falar da trilha sonora, novamente do mesmo Alex Beaupain de Canções de Amor,
somada a canções assinadas por Nick Drake. Mais uma vez, um dos mais belos
e tristes momentos do filme bota magicamente o personagem Otto (Grégoire
Leprince-Ringuet, o garoto bretão de Canções de Amor, novamente roubando
a cena) para cantarolar uma canção em citação musical à Jacques Demy. Love hurts.
Amar é sofrer. E ninguém entende melhor isso que os franceses. O plano final
de A Bela Junie, com Lea Seydoux decidindo o seu caminho é puro cinema.
Visto em 2008 como convidado da Mostra Varilux | Cine Rosa e Silva
Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br

AMANTES ![]()
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Two Lovers EUA 2008 1h50min RT 8,4
de James Gray com Joaquin Phoenix, Gwyneth Paltrow, Vinessa Shaw
> Filme aguardado ansiosamente pelo Kinemail desde a sua boa recepção
em Cannes 2008, Amantes não saiu premiado e nem chegou à Mostra SP
(foi exibido apenas no Fest Rio) e meio que caiu no esquecimento. Por um
desses milagres que acontecem raramente, a PlayArte adquiriu os direitos
e está lançando o filme nessa sexta em multiplexes de todo o Brasil. Curiosidade:
o ator Joaquin Phoenix declarou que não mais atuará como ator e está
iniciando uma carreira como músico rapper (!!?!), irreconhecível de barba.
Até onde se sabe, Amantes é seu último trabalho como ator. Se tudo
não passar de uma jogada bizarra de marketing, o cinema americano está
perdendo um dos atores mais talentosos de sua geração. Confira crítica
de Kleber Mendonça Filho, que viu o filme em maio de 2008 em Cannes:
OPINIÃO A valorização do cineasta americano James Gray por Cannes parece fechar-se
num círculo dos mais redondos com a apresentação em competição de Two Lovers,
crônica de amor delicada como pouca coisa, e que deverá se alojar na consciência
de muitos quando ganhar o mundo ainda esse ano. O mais curioso nesse filme é o quanto
ele é americano na sua essência, ao mesmo tempo em que revela-se peça tão rara
na produção de lá, especialmente na mais bela força do filme: a naturalidade sentimental
dos seus personagens. Numa atuação que deverá render pelo menos sérias considerações
dentro do júri, se não o prêmio propriamente dito, Joaquin Phoenix interpreta um homem
na casa dos 30, Leonard, que ainda encontra-se perfeitamente instalado no seio da sua
família, e família é um elemento que Gray parece entender bem, recorrência essencial
(Fuga para Odessa, Caminho Sem Volta, Os Donos da Noite) para sentir seus filmes.
Localização também é importante, e a Nova York suburbana de Gray é filmada com
um conhecimento de causa fascinante, neste filme em Brighton Beach, com pelo menos
uma ida luminosa a Manhattan. Esse universo de Gray também consegue transmitir
uma naturalidade das pessoas em ambientes domésticos igualmente verdadeira.
Reginald (Phoenix) mora com o pai e a mãe (Moni Moshonov e Isabella Rossellini),
judeus
do ramo da lavanderia, num apartamento nova-iorquino da classe média trabalhadora.
Típico 'estudo de personagem', onde o filme não te entrega instruções completas
já no início para entender quem ele é, Leonard revela-se aos poucos um personagem
masculino notável, com visão diferenciada de mundo e uma melancolia amorosa que
define quem ele é através da sua relação com mulheres. Porquê é tão raro ver na vasta
produção americana um homem de conduta normal, tentando lidar seja honesta
ou instintivamente, com seus problemas pouco, ou nada, espetaculares?
No caso de Two Lovers, não apenas Leonard, mas também duas garotas que ele
conhece chamam a atenção pela facilidade que têm para expressar o que sentem,
de maneira sempre aberta. E depois de um longo período de abstinência para
Leonard, eis que ambas, claro, surgem na mesma semana. Sandra (Vinessa Shaw)
é a filha de um casal amigo da família, os Cohens, e os dois patriarcas cogitam
juntar suas duas empresas do mesmo ramo, e seria perfeito para todos se Leonard
e Sandra se apaixonassem, noção ligeiramente perturbadora e, ao que parece, comum
entre americanos. A união amorosa casa com a de capital, e chama a atenção como
as duas famílias aparentam ser tranquilas e do bem, sem qualquer sinal de planejamento
manipulador ou vilania. O roteiro de Gray consegue fazer de Sandra uma garota maravilha,
bonita em todos os sentidos e ciente do que quer: ela quer Leonard. Já Michelle (Gwyneth Paltrow)
é um outro tipo de encrenca. É a vizinha que acaba de se mudar, transforma Leonard
num amigo e confidente, relação marcada pelo notório 'fator irmãozinho', e que parece
puxá-lo para uma queda gigantesca pela moça confusa. Ela fala com delicadeza sobre
a situação amorosa difícil na qual se encontra com um outro homem, e o efeito de Michelle
e sua doçura machucada revelam-se atordoantes para Leonard, que já não vê sentido
em manter a foto de um doloroso amor passado na sua cabeceira.
James Gray é jovem, 40 anos, um autor cinéfilo, e conheça um diretor pelos detalhes que ele
insere nos seus filmes que, curiosamente, nunca realmente me pegaram até este. Olhando
para Isabella Rossellini como a mãe de Leonard, lembrei da atenção que ele dá às presenças
maternas ao longo da sua obra, mães interpretadas por atrizes formidáveis, sempre.
Vanessa Redgrave em Fuga Para Odessa, Ellen Burstyn em Caminho Sem Volta, Rossellini agora.
O filme, aliás, será certamente vendido como 'romance', mas não é exatamente um 'romance
de mercado' que o público médio decodificará muito facilmente ou, se funcionar, situações
terão interpretação rasteira. Signatários de relações duplas não planejadas
nos seus históricos amorosos poderão ter o filme na mais alta estima. Muito bom.
Kleber Mendonça Filho | www.cinemascopiocannes.blogspot.com
OS NORMAIS 2 - A Noite Mais Maluca de Todas
Brasil 2009 1h15min
de José Alvarenga Jr. com Fernanda Torres, Luiz Fernando Guimarães
> A Globo Filmes já acertou na fórmula que leva o público médio aos cinemas:
Comédias inofensivas e previsíveis em formato televisivo, rodadas no próprio
Projac a custo baixíssimo e formatadas com duração nunca maior que hora
e meia. Formato é ideal para o sujeito levar a patroa ao cinema do shopping
e ainda dar tempo depois pra comer uma pizza promocional no Habib's.
Os Normais 2 chega como uma máquina caça-níquel de fazer inveja a Hollywood.
Com apenas 1h15min de duração, o filme emplacará até 7 (!!) sessões diárias
em cada sala de multiplex. Só aqui em Recife exibe em 11 salas. You do the math.
Mesmo curtinho, Kinemail não teve saco pra ver, já basta o trailer... Fui submetido
a uma sessão do horrendo primeiro filme (que fez mais de 3 milhões de espectadores),
e não vou perder mais de uma hora do meu tempo com esse aqui. Até porque
alguém precisa dizer que NÃO viu Se Eu Fosse Você 2 nem Os Normais 2. Presente!
Sem sombra de dúvida, Os Normais 2 será uma das maiores bilheterias do ano
(ele aqui e Transformers 2 lá fora... Ohmyholyshit! É o fim do cinema! Eh eh eh).
Convidamos os nossos leitores VIP, premiados com ingressos
para a pré-estreia, para comentar o filme aqui pro Kinemail. Lá vai:
1. Globo Filmes, você já sabe o que te espera... Normalmente não é um filme,
mas sim um especial de fim de ano da TV Globo ou um capítulo de seriado
um pouco mais longo. Os Normais 2 não foge a regra, então não tem esse lance
de sair criticando o seriado, digo o filme. Rui e Vani passam 75 minutos procurando
uma mulher (a mais engraçada é a Drica Moraes, que faz a prima da Vani) para
um ménage à trois como solução para a crise de 13 anos de casamento
pela qual estão passando. O segundo filme da franquia é mais engraçado
que o primeiro e com certeza vai ter um ótima bilheteria, pois na pré-estreia
tinham pessoas sentadas no chão do cinema, ou seja, daqui uns 3 anos
podemos ter outro episódio passando na tela grande. Fernanda Torres
cantou em excesso e a cena da paranóia fez o cinema rir bastante. Cotação: ![]()
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Sandra Moraes | sandramoraes19@hotmail.com
2. Os Normais 2 na verdade, são vários esquetes de humor ligados entre si pelo objetivo
que o casal Rui e Vani estão tentando alcançar – o tal do ménage a trois. O próprio diretor
falou que o filme se assemelha mais ao seriado da TV que a um longa de cinema.
Apesar de algumas situações não funcionarem, algumas piadas mais velhas que o Sarney
no Senado, o filme distrai e proporciona umas boas risadas – tem uma seqüência hilária
em um hospital, com Vani chapada, que lembra os filmes dos irmãos Zucker e Jim Abrahams.
Sem falar que Luis Fernando e Fernanda Torres estão impecáveis em seus papéis
e a sintonia entre eles é fantástica. No já conhecido desfile de caras globais na tela,
como de praxe nas produções Globo, destaque para Claudia Raia numa pequena,
mas agradável participação! É filme pra relaxar, deve fazer muito sucesso,
mais um pro cinema nacional! Agora, bem que poderia passar na TV, não precisavam
por no cinema pra arrancar nosso suado dinheirinho. Cotação: ![]()
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Jaylson Soares | jaylsonsa@yahoo.com.br
3. A julgar pelas risadas da plateia na pré-estreia de Os Normais 2 - A Noite Mais
Maluca de Todas, o filme deve seguir a trajetória de sucesso de público alcançado
por outra continuação - Se Eu Fosse Você 2. Isso não quer dizer nada, muito menos
que é simônimo de qualidade. Comédia fraca, assim como a continuação de Daniel Filho.
Os roteiristas acham que deve ser muito engraçado os atores falarem palavrões
ao bortotões durante boa parte do filme. Prepare-se pra escutar em bom português:
bunda, cú, porra e etc. Longe de querer ser puritano, mas Se Beber, Não Case!
soube ser politicamente incorreto sem parecer grosseiro. Parece mais preguiça
de se criar diálogos inteligentes sem ser vulgar. O diretor quer demonstrar
seu virtuosismo fazendo movimentos com a camera entrando pelo vidro traseiro
do carro, girando para os atores e saindo pelo para-brisa. Spielberg usou tal efeito
com mais realidade em Guerra dos Mundos... E nunca vi uma noite tão fake do Rio
como neste filme! O bom, se é que existe, é a duração. Mas o bom mesmo
é procurar algo melhor na sala ao lado. Coisa que poucos farão. Cotação: ![]()
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Jurandy Filho | dypromo@yahoo.com.br
4. Para quem tem riso fácil, Os Normais 2 será inesquecível. Para mim, uma comédia
tipicamente brasileira, com momentos engraçados e outros momentos mortos.
Os personagens Rui e Vani varam a madrugada carioca em busca de um terceiro
parceiro para esquentarem sua relação que após 13 anos anda em baixa.
Após uma noite atrapalhada da dupla acaba sem um parceiro, mas enfim juntos
e felizes para sempre. Oh! O amor é mesmo lindo... Cotação: ![]()
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Amaury Aguiar | amaury257@hotmail.com
A ALEGRIA DE EMMA ![]()
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Emmas Glück Alemanha 2006 1h39min
de Sven Taddicken com Jördis Triebel, Jürgen Vogel, Karin Neuhauser
> Sinopse: Após receber a pior notícia de sua vida, um homem desesperado
decide fugir de tudo, rumo ao lugar mais bonito do mundo: o México. Quando
ele acidentalmente aterriza na fazenda de Emma (Jördis Triebel), se dá conta
de que a felicidade verdadeira pode estar logo após a próxima curva.
CORAÇÃO VAGABUNDO ![]()
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Brasil 2008 1h11min
documentário de Fernando Andrade com Caetano Veloso
> Registro da turnê A Foreign Sound, de Caetano Veloso, por São Paulo,
EUA e Japão. Além das imagens das apresentações, o diretor Fernando Andrade
deixa o músico livre para dissertar sobre a saída de sua cidade natal, o sucesso
no exterior, sua relação com Pedro Almodóvar e a separação de Paula Lavigne.
Visto em 2008 como convidado de Mostra de Documentários na Fundaj
Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br
A PEDRA MÁGICA
Shorts EUA 2009 1h29min RT 4,4
de Robert Rodriguez com William H. Macy, Leslie Mann, James Spader
> Sinopse: Conta a história de Toby Thompson, 11 anos, que é o saco de pancadas
preferido dos mais implicantes vizinhos da comunidade de Black Falls, onde seus
pais (e os de todo mundo) trabalham para as indústrias Black Box, fabricante
de uma geringonça faz-tudo que é o maior sucesso no país. Durante uma horrível
tempestade, cai do céu uma pedra colorida que realiza os desejos de qualquer
um que a encontrar. Repentinamente, a comunidade que Toby julgava ser estranha
fica ainda mais esquisita. À medida que a Pedra Mágica anda pela cidade, de criança
para criança, de pai para pai, os desejos rapidamente se tornam realidade, em um
turbilhão que faz surgir de tudo, de pequenos alienígenas a melecas gigantescas.
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Sessão extra
NÃO ME DEIXE EM CASA
PE Brasil 2009 20min
Roteiro/Direção/Direção de Arte e Fotografia/Montagem de Daniel Aragão
Música de Ênio Perceval
Com
John Donovan, Marina Didier
CINEMA DA FUNDAJ | Lançamento segunda 31, 20h | ENTRADA FRANCA
> Sinopse: Quem ama se isola das crueldades da vida.
Seleção Oficial do Festival de Gramado 2009.
Debate após a sessão, com a presença do diretor.
> O CINECLUBE DISSENSO dá continuidade às atividades em parceria com
a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). As sessões, sempre aos sábados às 14h,
têm ENTRADA FRANCA e são seguidas de debate aberto ao público, sempre
apresentando obras pouco conhecidas, de difícil acesso ou inéditas comercialmente
no Brasil. Nesse sábado 29, BLOW JOB e FLESH, de Paul Morrisey e Andy Wharol.
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Crônicas cinéfilas, opinião, dicas etc
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Crônicas marcianas
> Além de um forte ataque de críticas pela imprensa brasileira, o 'primeiro filme
baseado na obra de Paulo Coelho', Veronika Decide Morrer, também morreu
cedo nas bilheterias. Grande fiasco de público, lançado com apenas 50 cópias no Brasil,
o filme saiu de cartaz em todos os cinemas do Recife com apenas uma semana
de exibição.
Curioso com a unanimidade das resenhas, Kinemail acabou conferindo
o filme na sua penúltima sessão do multiplex Recife. É mesmo bem ruim, mas esperava
coisa pior. Quer dizer, há algum esforço da diretora estreante
em tornar o material
palatável, mas o problema está na fonte, historinha tão tola, primária e dramaticamente
inócua que
dá a certeza que, nesse caso, o livro é pior do que o filme. E finalmente
já posso dizer que, graças a Hollywood, conheço uma obra obrada por Paulo Coelho.
Fernando Vasconcelos | fernando@kinemail.com.br
Brüno X Divine
O mais impressionante numa comparação entre PINK FLAMINGOS e BRÜNO
é perceber o quanto a sociedade atual é muito mais conservadora
e chata que a do começo dos anos 70. Gostei de Brüno, que é o máximo
de subversão permitido hoje em dia. Mas o filme de Sacha Baron Cohen
é Sessão da Tarde comparado ao cruel, amoral, pervertido e divertidíssimo
Pink Flamingos de John Waters, com o inacreditável travesti Divine.
André Balaio | andrebalaio@gmail.com
Curioso é que Brüno, um objeto estranho na programação plastificada
dos multiplexes,
emplaca aqui uma terceira (!!) semana em cartaz.
Assim como Borat, o filme Brüno tem um subtítulo quilométrico que acabou não
sendo usado na divulgação, que é BRÜNO - Delicious Journeys Through America
for the Purpose of Making Heterosexual Males Visibly Uncomfortable
in the Presence of a Gay Foreigner in a Mesh T-Shirt. Muito bom! Ah ah
The Hangover
Assisti essa pérola com título nacional ridículo SE BEBER, NÃO CASE! e posso dizer
tranquilamente que é a melhor comédia dos últimos anos. Roteiro redondo, ritmo acelerado
e politicamente incorreto. O grande destaque fica para Zach Galifianakis no papel
do gordinho estranho Alan, seguindo a tradição de personagens esquisitos que se tornaram
inesquecíveis, como Curtis Armstrong no papel de Booger (vulgo Melecão) na trilogia dos Nerds.
Ele rouba a cena com tiradas sensacionais e totalmente fora de tempo, principalmente
quando quer parecer descolado ('Vegas, baby!'). Até a hora do casamento tem seus bons
momentos, incluindo a banda, que satiriza veementemente o clichê do fim de festa.
Não há muito o que discutir, afinal, é só ótima diversão. E quem for assistir,
espere acabar os créditos, onde o gordinho se destaca mais uma vez.
Paulo Oliveira | pauloolivieri@gmail.com
Yeah! Se Beber, Não Case! é ótima diversão mesmo, mas minha comédia preferida esse
ano ainda é Eu Te Amo, Cara, já em DVD nas locadoras pra quem perdeu nos cinemas.