

Kinemeite de Julho
Kinemeião de Julho



ANO DEZ Edição 453
Baader Meinhof, Bem-vindo, Apenas o Fim
> A programação dos cinemas essa semana tem filmes que merecem
ser conferidos por todos os jovens, de idade e espírito. Dê um tempo nos
trash-foods sem noção em cartaz nos multiplexes e descubra essas 3 fitas:
O melhor da semana está no Cine Rosa e Silva, com a estreia do filme
alemão indicado ao Oscar 2009 O Grupo Baader Meinhof, meticulosa reconstituição da história real dos famosos terroristas Andreas Baader,
Ulrike Meinhof e seu grupo, jovens de origem burguesa que decidiram desestabilizar o sistema capitalista na Alemanha Ocidental do final dos
anos 60 até 1977. Kinemail recomenda também o drama Bem-vindo,
sobre rapaz árabe de 17 anos que decide entrar ilegalmente na Inglaterra
atravessando o Canal da Mancha, com a ajuda de um professor francês
de natação. Belo melodrama, nas poucas sessões extras dos multiplexes.
Em pré-estreia na Fundaj,
um filme nacional sobre jovens, Apenas o Fim,
escrito e dirigido pelo carioca Matheus Souza, de apenas 20 anos de idade.
E Anticristo segue chacoalhando plateias na Fundaj e no multiplex Recife.
Assista, opine, envie comentário para fernando@kinemail.com.br
DICAS DE CINÉFILO Filipe Marcena comenta Sob Controle,
policial
bizarro dirigido pela filha de David Lynch, Jennifer Lynch LEIA
AQUI
LEITOR VIP Ganhe convites para O Grupo Baader Meinhof
e convites, camisas e brindes de Pequenos Invasores AQUI


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UM HOMEM SÉRIO
EUA | Joel & Ethan Coen | 2009

O GRUPO BAADER MEINHOF ![]()
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Der Baader Meinhof Komplex Alemanha 2008 2h30min RT 8,4
de Uli Edel com Moritz Bleibtreu, Martina Gedeck, Johnna Wokalek, Bruno Ganz
Por Fernando Vasconcelos
OPINIÃO Conheça os jovens rebeldes terroristas da RAF (Red Army Faction)
alemã, liderados pelos carismático casal Andreas Baader e Ulrike Meinhof que,
ainda no início dos anos 70, vislumbraram que o capitalismo liberal é o Mal
da civilização contemporânea, e tornaram-se mitos que até hoje perduram.
Ironicamente, não poderiam ser mais pertinentes e contudentes no atual cenário
da primeira crise financeira mundial do terceiro milênio.
O Grupo Baader Meinhof
nos chega como 'filme de arte' talvez por ser falado em alemão, nesses tempos
em que qualquer filme não vindo de Hollywood (ou do Brasil, com as suas gloriosas
bilheterias para comédias da Globo Filmes)
é jogado na vala comum das poucas sessões
restritas nas salas multipléxicas ou no famigerado circuito alternativo. Mais uma vez
vale aqui o elogio à excelente programação do Cine Rosa e Silva, que lança a fita
no Recife em horários completos numa sala, com 3 sessões diárias. O filme
é primo de Munique de Steven Spielberg, que teve mais sorte no circuitão
por ser de Spielberg e estrelado por aqueles atores de Hulk e 007, além,
claro, de algumas importantes indicações ao Oscar (vale lembrar que
esse bem bom filme de Spielberg não ganhou nenhuma estatueta).
Mesmo com alguns problemas como cinema, o filme é, sob qualquer outro parâmetro
um dos melhores e mais informativos filmes do gênero. Dirigido por Uli Edel, que depois
do sucesso dos anos 80 Christiane F. e do mico federal Corpo em Evidência, thriller
erótico com Madonna, fez carreira na TV com vários filmes e minisséries, O Grupo
Baader Meinhof tem roteiro de Bernd Eichinger (o mesmo de A Queda), baseado
num livro-reportagem de Stefan Aust, dando uma visão panorâmica do contexto
histórico de onde surgiu essa rapaziada incendiária e muito violenta, que combateu
ousadamente o sistema capitalista da Alemanha Ocidental e a política dos EUA
na Guerra do Vietnã, com assaltos a bancos e atentados bem objetivos, matando
ao menos 30 pessoas, entre inocentes, figurões militares e do poder vigente.
Narrado em ritmo de minissérie condensada, o filme tem 2h30 de duração mas parece
precisar de umas 6 horas pelo menos para contar a história para não iniciados
no assunto. A primeira metade é veloz, eletrizante e, para o bem e para o mal,
o filme escolhe uma narrativa seca, sem muito espaço para dramatizar os personagens
ou oferecer nuances que possam levar os espectadores a se emocionar com eles.
Na parte final, com a maioria dos integrantes do grupo na prisão e em históricos
julgamentos onde o povo presente nas sessões estava claramente do lado dos
terroristas, o ritmo desacelera e é nessa parte que temos fôlego para parar e tentar
entender as motivações dessa juventude pós-68, que ainda acreditava ser possível
barrar o avanço da máquina capitalista consumista que levou o mundo a ser
o que é hoje. O elenco tem os mais famosos e melhores atores do cinema alemão
atual. Moritz Bleibtreu (de Corra Lola Corra e Partículas Elementares) vive Baader
quase como um astro de rock, rebelde, cínico e sempre muito bem vestido.
Passa a impressão que o grande líder era muito mais força e energia do que
ideologia, sem ideia focada do tamanho e importância do que estava criando.
O lastro intelectual e politizado vinha mais das mulheres. Martina Gerdeck (a bela
morena de A Vida dos Outros, Oscar de melhor filme estrangeiro) como Ulrike,
a jornalista que decide entrar para o grupo, largando marido e duas filhas
por uma causa que ela acreditava e sabia não ter volta, e a sexy Johnna Wokalek
como a misteriosa Gudrun Ensslin, companheira de Baader. Do lado de lá da guerra,
mesmo sem julgamento ou maniqueísmo, todos os personagens são mostrados
como pessoas de ideias curtas, comportamento conservador, com exceção do chefe
da polícia alemã, vivido pelo veterano Bruno Ganz (o anjo de Asas do Desejo
e o Hitler de A Queda), que ao menos procura compreender os motivos dos terroristas.
Somam-se ainda ao elenco vários jovens bons atores e atrizes, mas nenhum deles
com tempo suficiente em cena para nos cativarmos por suas histórias e mortes.
Morte, aliás, é o que não falta. Violentos atentados são filmados de forma realista
e brutal, muitos deles com inserção de imagens reais dos noticiários televisivos
da época. No primeiro grande atentado com bombas a uma embaixada norte-americana
o estrago é tão grande que você apela para Batman chegar e controlar a situação.
Felizmente, não é filme de super-herói, e você fica chapado diante da ousadia
e coragem desse grupo que existiu e atacou o establishment durante longos dez
anos, inclusive com ramificações (as segundas e terceiras gerações do grupo)
organizadas por jovens terroristas que Baader e Meinhof sequer conheciam
e testemunhavam, já presos, a ação desses grupos em assaltos, atentados
e sequestros por toda a Europa. O maior mérito de O Grupo Baader Meinhof
além do seu valioso registro dos fatos e imagens dos anos 70 é, na sua despretensão
(ou superficialidade?)
como cinema 'cabeça', 'cerebral', assumir um ponto de vista
mais de documento jornalístico e, mesmo que seja transparente a simpatia
dos realizadores pelos protagonistas, o filme nunca glamouriza nem faz discurso
pró ou contra, deixando mais perguntas que respostas, e a certeza que a relação
entre o imperialismo e o terroristo é uma via explosiva de mão dupla, onde um
está sempre alimentando o outro e, mesmo que eliminem figuras de liderança como
Andreas Baader e Ulrike Meinhof, o contra-ataque ao poder sempre estará vivo.
Filmes com Edukators ou Clube da Luta são exemplos de filhos de Baader e Meinhof.
Pode um filme se redimir de um certo ritmo maçante, depois de duas horas e meia
de muita informação em uma narrativa seca, sem apelo melodramático e provocar
uma fagulha de pura emoção cinematográfica?
Definitivamente sim, com a precisa
e espetacular cena que encerra o filme, seguida de créditos sem os tradicionais textos
informativos que costumam fechar os filmes baseados em história real, e ao som de... sim,
eu sei, é meio óbvio, mas é perfeito: Blowing in the Wind, de e por Bob Dylan.
Não perca.
Visto em 23/09 como convidado do Cine Rosa e Silva
Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br

BEM-VINDO ![]()
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Welcome França 2009 1h50min
de Philippe Lioret com Vincent Lindon, Fyrat Ayverdi, Audrey Dana
Por Fernando Vasconcelos
OPINIÃO Essa é a história fictícia de Bilal, um iraquiano que sonha em ser jogador
de futebol do Manchester United e em reencontrar uma antiga namorada. Para
chegar à Inglaterra, o jovem terá que escolher a forma de entrar ilegalmente
no país. Ele decide atravessar a nado o Canal da Mancha. Nessa árdua missão,
entra em cena Simon, o professor de natação que ajudará Bilal neste desafio.
Bem-vindo foi o grande vencedor do Prêmio Ecumênico do Festival de Berlim,
prêmio
dedicado a obras capazes de sensibilizar o público ao tratar de questões sociais.
Mas não torça o nariz neste caso. Longe de ser o filme-denúncia da semana,
Bem-vindo é valorizado por ser um melodrama eficiente e muito bonito, de fazer
chorar. Chorar sem ficar com raiva do filme, por ter te manipulado pra isso.
Centrado
no personagem do professor francês (Vincent Lindon, excelente), um
homem entrando na meia-idade, em processo de divórcio depois de um longo
casamento, o filme desenvolve uma relação paternal bastante crível entre
o professor e o garoto,
sem qualquer insinuação homossexual, o que
é uma boa qualidade do roteiro. É uma relação que curiosamente remete
ao Gran Torino de Clint Eastewood e, fosse um filme de Eastwood, Bem-vindo
ganharia uma audiência maior, já que o público bitolado, mais uma vez, vai
ignorar o filme, perdendo de ver um dos mais honestos melodramas
em cartaz.
Filmado em planos fechados intimistas em largo CinemaScope no rosto dos
atores e apartamentos pequenos, o filme surpreende com belas imagens
ao final,
com o garoto atravessando o Canal da Mancha de madrugada. Imagens poderosas.
Lançado em março deste ano na França, Bem-vindo gerou um comentário negativo
do ministro de Imigração, Eric Besson. Para ele, as propostas apresentadas pelo filme
são 'inaceitáveis', por comparar a situação dos clandestinos hoje em dia na França
com a dos judeus na Ocupação Nazista. O diretor Lioret respondeu em carta aberta
no Le Monde. Por causa do longa, o Partido Socialista Francês redigiu um projeto
de lei batizado de 'Welcome', título original do filme, que propõe a supressão do 'Delito
de Solidariedade'. Tratam-se dos artigos do código de entrada e estadia de estrangeiros,
que penalizam com prisão de cinco anos e multa de 30 mil euros a quem ajudar, transportar
ou abrigar qualquer imigrante ilegal na França. Ferramentas estas pelas quais, no filme,
o professor de natação Simon é perseguido por ajudar o jovem iraquiano Bilal.
Visto em 20/09 como convidado da UCI Cinemas
Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br
PEQUENOS INVASORES
Aliens in The Attic EUA 2009 1h26min RT 2,6
de John Schultz com Carter Jenkins, Austin Butler, Ashley Tisdale
> Sinopse: Grupo de crianças está em férias em família e se vê obrigado
a combater um ataque de alienígenas de cerca de um metro de altura
que pretendem destruir o mundo – enquanto os pais dos garotos
permanecem sem a menor idéia da batalha travada.
JOGANDO COM PRAZER ![]()
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Spread EUA 2009 1h38min RT 1,3
de David Mackenzie com Ashton Kutcher, Anne Heche, Maria Conchita Alonso
> Comédia romântica massacrada pela crítica e de fraca bilheteria nos EUA
é algo como uma pornochanchada para mulheres, com Ashton Kutcher posando
de homem-objeto.
Sinopse: Para Nikki a vida é um jogo bem simples. Ou você
é a caça ou o caçador. Frequentando grandes festas nos melhores clubes
e nas maiores mansões de Los Angeles, Nikki passa os dias e as noites
aproveitando o melhor que a vida pode dar. Com Samantha (Anne Heche), sua
última conquista, ele ganha tudo que sempre sonhou. Porém ao encontrar Heather,
uma sedutora garçonete, descobre que as regras do jogo acabaram de mudar
e agora ele vai ter que decidir se vai querer continuar jogando.
Visto em 27/09 como convidado da UCI Cinemas
Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br
PACTO SECRETO
Sorority Row EUA 2009 1h41min RT 2,5
de Stewart Hendler com Briana Evigan, Rumer Willis, Leah Pipes, Carrie Fisher
> Sinopse: Grupo de amigas da faculdade comete um assassinato. Após jurarem
lealdade uma as outras, não comentando o acontecimento, um assassino aparece
disposto a se vingar colocando fim na vida de cada pessoa que esteve envolvida
no crime. Remake de filme pouco conhecido dos anos 80.
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Fernando Vasconcelos | 24.09.2009
Cartaz de Cinema
> Filipe Marcena filipeap1988@hotmail.com encontrou na web esse cartaz
para a melhor estreia da semana, O Grupo Baader Meinhof. Good pop design!

Anticristo de Lars von Trier
1. Fui ver o famigerado ANTICRISTO de Lars von Trier. Pra resumir, eu tenho
uma definição particular do que significa tal filme: Obra-prima da Misoginia.
Há tempos tenho tal impressão do mentalmente perturbado (com certeza
ele deve ter algum distúrbio sério) diretor, em todos os filmes dele que já vi:
Ondas do Destino, Dançando no Escuro e Dogville, que colocam a mulher
num papel de humilhação, de intenso sofrimento. Neste novo filme,
ele realmente se superou, se utilizou de diversos argumentos, alguns
retirados até mesmo de textos medievais para ratificar o quanto a essência
feminina é perigosamente má. Em Dogville, ainda acreditava que
von Trier fosse um bom diretor de visão diferenciada, mas nesse último
ele caiu completamente no meu conceito, eu já sabia o que iria acontecer
em diversos momentos, antevendo onde ele queria chegar com certas 'indicações',
ou seja, quebrando uma das grandes singulares da arte do que é cinema:ao contar
uma boa história, levar quem assiste a querer descobrir o porquê de tudo.
Lars von Trier é uma grande enganação e vem se repetindo há muito tempo
numa dedicação quase que obsessiva de transformar as mulheres em algo
que ele acredita. E o pior, que muitos compartilham do mesmo pensamento.
O papel de Willem Dafoe representa o próprio von Trier controlando
e manipulando, brincando de Deus! Com certeza, com o tipo de mente
que ele parece ter, essa é uma brincadeira bastante atrativa.
Elisangela Moura | elisangelamourag@gmail.com
2. Lars von Trier queria curar uma depressão e o fez com um filme. Com essa
afirmativa na cabeça, vá assistir ao ANTICRISTO, lembrando que ele tem muito
do que seria um exercício terapêutico do diretor. É possível ver que o filme foi
feito com desgosto e agonia, e conhecendo a obra de von Trier, isso é animador.
Muito resumidamente: um casal perde um filho e a mulher se culpa extensivamente
pelo fato; numa tentativa de ajudá-la, seu marido terapeuta vai com ela para
uma cabana na selva, onde descobre que sua mulher tinha mais que sofrimento
na cabeça. Dos filmes que já vi do Lars, esse talvez seja o mais árido, com toda
a filosofia e simbolismos que o permeiam. Talvez as provações de Bess (Ondas
do Destino) e Grace (Dogville) tenham um caráter dramático mais forte, mas
o sofrimento e a relação vítima/algoz criada por Charlotte Gainsbourg é impressionante.
Ela declarou que o grau de sexualidade e tensão que estiveram presentes em sua
atuação é uma coisa que não deverá voltar a acontecer. Mais uma vítima do no mínimo
controverso estilo do diretor. As tão faladas cenas de mutilação e violência são realmente
chocantes, mas nunca gratuitas; são elas que dão o fôlego que o filme perde aos poucos
até parecer sufocar completamente. A técnica é outro ponto de valor, já que o filme
se utiliza do zoom e camera na mão habituais do diretor mas inova com o preto e branco,
câmera lenta - usada de forma magistral -, efeitos visuais e formato de tela larga que
deixa tudo ainda mais bonito. A fotografia de Anthony Dod Mantle, parceiro constante
do diretor, que varia entre o sombrio e uma claridade brilhante, ajuda na composição do clima.
É com certeza um filme para ser visto por fãs de von Trier e por qualquer pessoa que goste
de bom cinema, mas não sem ressalvas. Quem não tem os nervos bem trabalhados deve fugir.
Felipe André | f_andre2@hotmail.com
3. Fiquei tão curiosa para saber a reação do público, no multiplex do shopping Recife
para ANTECRISTO. E aí, como foi? Na Fundaj, onde assisti no domingo, havia um público
bem atípico (varias senhorinhas, casais adultos e não muito do público alternativo
der sempre da sala), certamente motivados pelo auê em torno do filme.
E cheios de ui, ai, durante a sessão, he he Eu, particularmente, não achei nada
demais na pirotecnia do Sr. von Trier. Adoro a sequência inicial e acho que ele
sabe sim produzir boas imagens, mas está longe de saber contar histórias.
Silvana Marpoara | marpoara@hotmail.com
Ah, muito curioso rever o filme no multiplex Recife. Para uma plateia que parecia
estar ali para ver um Jogos Mortais 6, O Albergue 3 ou uma continuação
de O Exorcista, com os habituais casais e seus baldes de pipoca e refrigerante,
achei surpreendente o silêncio e a tensão palpável na sala. Ao meu lado estava
um casal que ficou literalmente congelado de medo na meia hora final. Quando
Charlotte
aplica o primeiro golpe em Dafoe, acho que o cinema inteiro fechou
as pernas ah ah ah e registrei o único espectador deixar a sala, resmungando.
Foi notável também o desconforto das mulheres na longa cena explícita
de masturbação feminina na floresta. Quanto às famosas cenas gráficas com
os pobres orgãozinhos sexuais dos protagonistas, a plateia não pareceu tão chocada,
acho que muito pela projeção sofrível da sala 5 do multiplex Recife, onde todo
filme fica mais escuro e, se a cena já é escura, imagine o tamanho do problema...
O som, recurso técnico magistral nesse filme, também deixou muito a desejar.
A boa notícia é que, uau!, um 'filme de Lars von Trier' dobrou a semana no multiplex
Recife, com horários completos e não apenas em últimas sessões. No Cinema
da Fundação, o filme confirma a tradição (Dogville é o maior sucesso da sala
até hoje): Anticristo fez incríveis mais de 1.500 espectadores em uma semana
e segue provocando muitos espectadores ainda, em segunda semana de sucesso.
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