home arquivo quem faz
procure aqui




Kinemeite de Julho

1. Evan Rachel Wood
Tudo Pode Dar Certo
2.
Alice Braga
Predadores
3. Maria Flor
O Bem Amado
4.
As Garotas de Tarantino
À Prova de Morte


VOTAR

Kinemeião de Julho

1. Adrien Brody
Predadores
2. Kurt Russel
À Prova de Morte
3.
Caio Blat
O Bem Amado, Os Inquilinos
4. Kristen Stewart
A Saga Crepúsculo: Eclipse


VOTAR









Edições Anteriores

Edição 496
À Prova de Morte
Predadores
O Bem Amado
Kinemail 10 Anos - A Festa

Edição 495
Encontro Explosivo
No Meio do Mundo
Lissi no Reino dos Birutas
Um Dia Muito Especial
Kinemail 10 Anos
Top Ten Kinemail 2000

Edição 494
Shrek Para Sempre 3D
Cadê os Morgan?
Eternamente Sua

Edição 493
Tudo Pode Dar Certo
Os Homens que Encaravam Cabras
A Saga Crepúsculo: Eclipse
Sonhos Roubados
Paris nos Pertence
Kinemeiete & Kinemeião de junho

Edição 492
Brilho de uma Paixão
Mary & Max
Flor do Deserto
Amelia
Insolação
Em Teu Nome
Manhã Transfigurada

Edição 491
Kick-Ass - Quebrando Tudo
Toy Story 3

Os Inquilinos
Em Busca de uma Nova Chance
Os Incompreendidos
Delírio de Loucura

Edição 490
Cartas para Julieta
Esquadrão Classe A
Plano B
A Dança da Vitória
Pyassa

Edição 489
O Escritor Fantasma
O Segredo dos Seus Olhos
Príncipe da Pérsia
O Golpista do Ano
Tokyo!
Marmaduke
Quanto Mais Quente Melhor
As Bicicletas de Belleville

Festival Varilux Cinema Francês

Mais edições anteriores AQUI







ANO DEZ Edição 473

Preciosa, Percy Jackson e Lobisomem

> Semana de Carnaval não apresenta muitas novidades na programação.
Nada de novos 'filmes do Oscar', apenas a estreia de Preciosa depois
de duas semanas em pré-estreias. Os cinéfilos do Recife continuam
esperando Onde Vivem os Monstros e Zumbilândia na tela grande
e eu tenho a péssima impressão de que os distribuidores locais não estão
muito interessados em lançá-los nos cinemas daqui. Uma pena isso.

O Fantástico Sr. Raposo tem apenas duas 'sessões de arte', em plenos
domingo e segunda-feira de Carnaval. As grandes estreias do circuitão
são o decepcionante O Lobisomem e a divertida aventura Percy Jackson
e o Ladrão de Raios
, primeiro de uma série de filmes para adolencentes,
que deverá tomar o lugar de Harry Potter, que caminha para o final.
Para quem aproveita o Carnaval para colocar o cinema em dia,
recomendamos conferir ainda em cartaz os oscarizáveis Guerra ao Terror
e Amor Sem Escalas e o persistente romance 500 Dias Com Ela,
já há quase 2 meses em cartaz nas restritas 'sessões de arte' dos multiplexes.
Assista, opine, participe, comente para fernando@kinemail.com.br

DICAS DE CINÉFILO Filipe Marcena comenta Um Lobisomem Americano
em Londres, clássico moderno de John Landis, de 1981. Leia AQUI

LEITOR VIP Convites e brindes Percy Jackson e O Lobisomem AQUI









UM HOMEM SÉRIO
EUA | Joel & Ethan Coen | 2009



PRECIOSA - Uma História de Esperança
Precious: Based On The Novel 'Push' by Sapphire EUA 1h50min RT 9,1
de Lee Daniels com Gabourey Sidibe, Mo'Nique, Paula Patton, Mariah Carey
6 indicações ao Oscar: Filme, direção, roteiro adaptado, montagem, atriz e atriz coadjuvante

por Fernando Vasconcelos

OPINIÃO Baseado no livro autobiográfico Push da autora Sapphire, como
bem descreve o longo subtítulo de Preciosa, este é o primeiro filme de um
diretor negro a concorrer ao Oscar de melhor filme. O direor novato Lee Daniels
e suas duas atrizes principais, Gabourey Sidibe e Mo'Nique, todos negros,
também concorrem às cobiçadas estatuetas da Academia de Hollywood.
Nada mal para um filme pequeno, de temática difícil e bastante fora do padrão
do produto que normalmente é despejado na programação dos multiplexes.
Não fossem as chamativas 6 indicações ao Oscar, provavelmente Preciosa
estaria programado nas 'sessões de arte' dos shopping centers. A história
se passa em 1987, Nova York, bairro do Harlem. Claireece 'Preciosa' Jones
(Gabourey Sidibe) é uma adolescente de 16 anos que sofre uma série de
privações. Violentada pelo pai e abusada pela mãe (Mo'Nique), ela cresce
sem qualquer tipo de amor. O fato de ser pobre miserável e absurdamente
obesa também não a ajuda nem um pouco. Além disto, 'Preciosa' tem um filho
apelidado de Mongo, portador de síndrome de Down, fruto do abuso sexual
do próprio pai. Quando engravida do pai pela segunda vez, ela é suspensa
da escola. Consegue uma vaga numa escola alternativa, onde encontrará
um meio de fugir de sua existência traumática. Se você pensa que o enganador
título nacional abre uma janela para esperança de um mundo melhor para
'Preciosa', acredite que o sofrimento da garota ainda será maior, mas eu
não vou contar aqui mais desgraças que acontecerão na vida dessa coitada.

Por incrível que pareça, descontando a inevitável manipulação dramática
desse tipo de melodrama, Preciosa não é um filme para te deixar deprimido.
O que mais interessa ao roteiro é mostrar como 'Preciosa' sobrevive e vai
em frente, ainda que nenhuma luz de esperança esteja acenando pra ela.
Há na direção um certo ranço militante, de 'filme com mensagem' ao falar
de minorias, mas também uma honestidade e rara inventividade visual
ao contar os delírios visuais da garota, que sonha ingenuamente ser uma
estrela de videoclipe, uma deusa loura adorada pelos homens, em passagens
até bem humoradas, numa fluência narrativa peculiar, que garantiu ao filme
também uma indicação ao Oscar de melhor montagem. Mas acima de tudo
está um trabalho forte, cheio de energia, na direção de elenco. O novato
Lee Daniels conseguiu uma atuação extraordinária de Gabourey Sidibe,
adolescente que deverá voltar ao anonimato após perder o Oscar para
a favorita estrela Sandra Bullock, mas que você jamais irá esquecer na sua
memória de personagens do cinema, o que dificilmente poderá ser dito
do personagem de Sandra Bullock em Um Sonho Possível, também indicado
ao Oscar de melhor filme. Muito se falou também da surpreendente participação
da cantora sem noção Mariah Carey como uma psicóloga assistente social
que tenta ajudar 'Preciosa'. Mariah surpreende mais por estar fisicamente
irreconhecível, fora do visual extravagante de diva da música brega pop.
A outra força dramática feminina do filme está em Mo'Nique, aposta certa
ao Oscar de melhor atriz coadjuvante, no papel da mãe de "Preciosa', numa
atuação vigorosa, com direito a momento 'monólogo de Oscar', numa das
poucas cenas que tentam arrancar lágrimas do espectador. E conseguem.
Visto em 29/01 como convidado da UCI Cinemas
Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br

O LOBISOMEM
The Wolfman 2010 1h42min RT 3,2
de Joe Johnston com Benicio Del Toro, Emily Blunt, Anthony Hopkins

por Fernando Vasconcelos

OPINIÃO Por mais que as novas gerações sejam... humm... novas demais para
saber que esse filme é um remake-homenagem ao clássico B homônimo de 1941
da lendária série de filmes de mostros da Universal, o chamado 'filme de lobisomem'
já passou por tantas versões e adaptações (incluindo uma extraordinária, dos anos 80,
Um Lobisomem Americano em Londres de John Landis, DICAS DE CINÉFILO dessa semana)
que fica bastante difícil apresentar alguma novidade. Assim, O Lobisomem já começa
como um filme que você já viu. Apesar da boa intenção de fazer uma versão clássica,
um 'filme sério', o resultado dessa vez ficou, no máximo, inexpressivo e apático,
mesmo com um tom 'shakespeareano' como novidade, numa trama que envolve
uma linhagem familiar de lobisomens, com conflito maior entre pai e filho.
Uma impressionante quantidade de nomes graúdos de Hollywood estão não só no elenco.
Temos mestres como Walter Murch na montagem, Milena Canonero nos figurinos,
Danny Elfman na trilha sonora e o gênio da maquiagem e feitos visuais Rick Baker.

Com a presença de Benicio Del Toro como protagonista e produtor, O Lobisomem
era um projeto ambicioso, de início a ser dirigido por Mark Romanek (do muito bom
Retratos de uma Obsessão), previsto para estrear no Natal de 2008. Problemas atrasaram
a produção e afastaram Romanek. Joe Johnston (Jumanji, Jurassic Park 3) foi o novo
escolhido para comandar a fita. Produtores exigiram mais efeitos visuais e ação,
de olho no público adolescente, enquanto a fita em tom de homenagem prefere
utilizar nas cenas mais dramáticas o nostálgico truque do homem vestido com cabeça
de lobo, do filme original. Já nas cenas panorâmicas, numa Londres vitoriana digital
muito parecida com a de Sherlock Holmes, predominam os efeitos especias CGI.
É uma bagunça estética que prejudica bastante o filme, que ainda tem cenas
carniceiras demasiadamente explícitas, criando o problema do filme ter censura
18 anos no Brasil, uma ironia assassina, já que a bilheteria está de olho nos jovens.

Todos esses problemas poderiam ser superados pelo empenho do elenco classe A
ou um roteiro que injetasse emoção e empolgação à já tão batida estória de lobisomens.
Infelizmente, é aqui onde o filme falha miseravelmente. O Lobisomem é incapaz
de criar qualquer situação de suspense ou terror, tem romance que não convence
e um embate final entre pai e filho que pode provocar risadas, num filme que não
tem qualquer sinal de humor. Se Robert Downey Jr. resolvia em parte os problemas
do inerte Sherlock Holmes, Benicio Del Toro, sempre excelente e cativante ator,
aqui está nulo, mecânico, num protagonista que não cativa, nem emociona, nem
diverte. Sensação final de O Lobisomem é de desperdício em mais um remake inútil.
Visto em 09/02 como convidado da UCI Cinemas | Paramount
Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br

PERCY JACKSON E O LADRÃO DE RAIOS
Percy Jackson and the Lightning Thief 2010 2h00min RT 4,9
de Chris Columbus com Logan Lerman, Brandon T. Jackson, Alexandra Daddario,
Sean Bean, Catherine Keener, Uma Thurman, Steve Coogan, Pierce Brosnan

por Filipe Marcena

OPINIÃO Percy Jackson é o protagonista de uma série de cinco livros escritos
pelo americano Rick Riordan e inspirados na mitologia grega. Espécie de sub-Harry
Potter, Percy ganha chance no cinema graças ao sucesso desse filão voltado
para o público infanto juvenil, e nas mãos do mesmo homem que deu início
à saga do bruxo inglês, Chris Columbus. Em O Ladrão de Raios somos
apresentados à Percy, jovem rapaz que descobre ser um semideus filho de Poseidon,
deus do mar. A revelação é acarretada pela possível guerra que Zeus está prestes
a iniciar por causa do sumiço de seu Raio Mestre, e Percy é o primeiro suspeito
de ter roubado o artefato. Logo Percy precisa treinar seus poderes recém descobertos
e, junto a seus amigos Annabeth e Grover, descobrir quem é o verdadeiro ladrão.
Para isso, irá até o inferno e enfrentará todo tipo de criatura mitológica,
com a Grécia estranhamente migrando para os Estados Unidos da América.

Há boas intenções em Percy Jackson e O Ladrão de Raios, como o interesse
que pode vir a causar na criançada na mitologia grega e o ar descompromissado
de diversão, sem aquela 'seriedade' que os filmes pipoca modernos tanto buscam.
Na verdade o descompromisso é ligeiramente exagerado, como nos investimentos
em referências pop que não acrescentam em nada na narrativa. O filme só não
consegue passar de uma 'Sessão da Tarde esquecível' pela costumeira falta
de inspiração de Columbus, que tem bom humor mas mão frouxa na história.
O elenco juvenil é homogeinamente irregular (com excessão de Brandon T. Jackson,
como o divertido Grover), mas as participações adultas são sempre divertidas,
especialmente Steve Coogan e Rosario Dawson como Hades e Perséfone e Uma
Thurman como uma muito perua Medusa. Aliás, não saia quando os créditos subirem.
Percy Jackson tem uma estrutura muito parecida com a do primeiro Harry Potter,
e essa derivação frequentemente sabota o filme, mas alguns momentos bastante
criativos seguram a onda. Se você tem em torno de 15 anos vai se divertir muito,
e se tem bem mais vale pra rir dos grandes atores pagando de deuses.
Visto em 10/02 como convidado da UCI Cinemas | Fox Filmes
Mande sua opinião para filipeap1988@hotmail.com

___________________________________________________________________________________________

Crônicas cinéfilas, opinião, dicas etc


Siga o Kinemail no Twitter



>
Além das críticas e programação local completa aqui no Kinemail, agora você
também pode acompanhar as dicas de cinema, DVD, filmes na TV etc
que o Kinemail posta quase todo dia no Twitter. Follow www.twitter.com/kinemail

Nuvens e Invictus

O Homem que Engarrafava as Nuvens - Confesso, que documentário nunca
foi um gênero querido por mim. No entanto, esse de Lírio Ferreira foi bem
gostoso de ver. As tomadas antigas do Rio de Janeiro, para quem conhece
como ele é hoje, foi de enveredar o corpo de nostalgia. A atriz Denise Dummont,
filha de Humberto, entrevistando a sua mãe, foi de prender a respiração.
Para quem não lembra Denise fez o ótimo Os Vagabundos Trapalhões.

Invictus – Interessante como existem filmes que parecem que foram feitos
sob medida para concorrer ao Oscar. Esse é um deles. A atuação acima
da média de Morgan Freeman é sempre bem vinda. No entanto, o filme não
me emocionou, achei bastante linear. Assisti no Plaza e um fato engraçado
foi ver um grupo de adolescentes, após uma hora do inicio da sessão,
solicitar ao bilheteiro a troca do ingresso, pois achavam que o filme
era exclusivamente sobre futebol americano. O pior é que conseguiram.
Agora já sei, quando for ver algo ruim do tipo Efeito Borboleta 3,
peço pra trocar de sala, pois imaginava que se tratava
de um filme sobre o processo de metamorfose da lagarta.
Wlademir Moura | wladmoura@hotmail.com

Invictus, Escuridão e Loucura

Invictus: Filme sem sal esse do Eastwood. Não que seja ruim, mas o filme
não empolga, emociona, entristece, alegra, não exprime qualquer sentimento,
mesmo com algumas tentativas bem incisivas. Clint está indo muito bem nesses
últimos trabalho de direção, espero que esse seja só um pequeno deslize.

O Fim da Escuridão: Remake de um seriado dos anos 80, esse é outro que não
empolga, e o que é pior, faz de tudo pra não empolgar. Desde o ritmo inexistente,
até a fotografia sem nenhuma criatividade e a atuação apagada de Mel Gibson,
tudo no filme está errado. Martin Campbell deveria ter deixado sua minissérie
na TV, e nao ter estragado o material dessa maneira.

Delírio de Loucura: Filme genial de Nicholas Ray, fala sobre a paranóia que
dominou os americanos, fala sobre medicina, fala sobre educação, sobre religião,
sobre crise econômica. Um caldeira explosivo que com certeza inspirou gente
como Samuel Fuller e David Lynch. Genial e obrigatório. É um filme que
Martin Campbell poderia ter visto antes de fazer o seu O Fim da Escuridão,
quem sabe algum coisa tivesse melhorado?
Felipe André | f_andre2@hotmail.com

Oscar 2010: vamos ter justiça ou marmelada?

> Na útlima terça-feira 02 foram enfim anunciados os candidatos ao Oscar 2010,
com a maior novidade sendo os dez, e não cinco, filmes indicados a melhor filme.
Longe de apontar para um aumento na qualidade dos filmes, a proposta soa
mais como jogada de marketing muito sem vergonha. É sempre bom ter no hall
do seu multiplex o carimbo 'indicado ao Oscar de melhor filme' num cartaz de cinema.
'Curiosamente', os dez filmes indicados são de dez estúdios diferentes, o que talvez
justifique Star Trek ter ficado de fora - a Paramount preferiu investir em Amor Sem
Escalas
, assim como Invictus - a Warner preferiu investir no drama Um Sonho Possível,
que está faturando alto e é a maior bilheteria da carreira de Sandra Bullock,
a mais que certa vencedora do prêmio de melhor atriz. Vende bem o lançamento
do ainda inédito Um Sonho Possível com os carimbos de 'Indicado ao Oscar de Melhor
Filme e Vencedor do Oscar de Melhor Atriz', heim? A boa notícia do aumento
de vagas é que entraram Um Homem Sério, o novo filme dos irmãos Coen, Educação,
elogiado drama inglês e, boa surpresa!, Distrito 9, um filme bem fora dos padrões
dos queridos da Academia. A animação da Pixar UP - Altas Aventuras também está
no páreo, concorrendo ainda a melhor animação, roteiro original e trilha sonora.





Mas, como sempre, a concorrência real está nos cinco filmes principais, com mais
indicações e, principalmente, todos estes cinco indicados a melhor direção. Kinemail
já viu os cinco e não temos dúvida que o mais fraco deles, Avatar, com 9 indicações,
deve levar o Oscar de melhor filme, afinal é o filme mais visto do ano e a maior
bilheteria de todos os tempos. Oscar pra ele! Mas temos esperança de ver Guerra
ao Terror
ou Bastardos Inglórios levando a estatueta principal, somos sonhadores...
Guerra ao Terror, pequena produção de U$ 11 milhões de dólares, foi totalmente
ignorado pelo público americano e chegou a ser lançado no Brasil em DVD
com capa vagabunda e apelativa no meio do ano passado. Continua sendo um filme
pouco visto, o que deve mudar um pouco agora, com o povo atraído aos multiplexes
pelas 9 indicações ao Oscar, 'incluindo Filme, Direção e Ator' como estampa o cartaz.
O grande desafio de Guerra ao Terror é tirar a estatueta de melhor direção de James
Cameron e entregá-la com toda justiça a Kathryn Bigelow, que marcará historicamente
a premiação como a primeira diretora a ganhar um Oscar (e apenas 3 diretoras,
contando com Kathryn, já foram indicadas na categoria, sendo as outras duas
Sofia Coppola e Jane Campion). Essa é a maior torcida do Kinemail. Oscar pra Kathryn!

Bastardos Inglórios concorre a 8 estatuetas importantes, mas deverá ser o grande
perdedor da festa, certamente vencendo apenas na categoria ator coadjuvante
(Christoph Waltz) e provavelmente melhor roteiro original. É o nosso favorito para
melhor filme, junto com o impressionante Guerra ao Terror. Outro provável perdedor
será o simpático Amor Sem Escalas, com 6 indicações mas com boas chances
apenas para melhor roteiro adaptado. Por fim, temos Preciosa, o filme 'esquisito'
cuja exibição em multiplexes só é possivel graças ao selo de 6 indicações ao Oscar.
É um filme pequeno, nada recomendável ao paladar fast-food de shoppings, com
uma extraordinária atuação da jovem novata Gabourey Sidibe. Ao certo,
Preciosa
fatura, pelo menos, um Oscar de melhor atriz coadjuvante para Mo'Nique.
Crazy Heart recebeu 3 indicações, melhor ator para o favorito Jeff Bridges,
melhor atriz coadjuvante para Maggie Gyllenhaal e melhor canção.

Na aréa das premiações técnicas, Star Trek tem 4 indicações, mas deve perdê-las
para Avatar, imbatível nesse quesito. O Imaginário do Doctor Parnassus, o filme
de Terry Gilliam com a última atuação de Heath Ledger, foi indicado a melhor
direção de arte e melhor figurino. O Mensageiro recebeu indicações para melhor
roteiro original e ator coadjuvante para Woody Harrelson. Assim como o reconhecimento
da Academia ao poder de bilheteria de Avatar, as outras duas maiores bilheterias
mundiais de 2009 comparecem, mesmo que com uma indicação de consolo: Harry Potter
e o Enigma do Príncipe
concorre na categoria direção de fotografia e Transformers 2
A Vingança dos Derrotados
concorre na categoria efeitos de som. Por fim, para
o Oscar de melhor filme estrangeiro o favorito é o excelente A Fita Branca, de Michael
Haneke, já premiado com a Palma de Ouro em Cannes e no Globo de Ouro. Realizado
em preto e branco, A Fita Branca também disputa o Oscar de melhor direção de fotografia.
Boa surpresa nessa categoria foi a indicação de dois filmes latinos, A Teta Assustada (Peru)
e O Segredo dos Seus Olhos (Argentina). Se Beber, Não Case!, que dividiu o prêmio
de melhor filme com Avatar no Globo de Ouro, não foi lembrado no Oscar, mesmo
sendo uma das comédias de maior bilheteria de todos os tempos. No mais, ficamos
aqui torcendo contra Avatar, cujas 9 indicações tentam esconder a fragilidade
de que nenhum ator ou atriz foram indicados, nem mesmo o roteiro. Na tradição
da Academia, raramente (e obviamante) um filme sem roteiro indicado leva melhor filme.
Fernando Vasconcelos | 04.02.2009

Siga o Kinemail no Twitter



>
Além das críticas e programação local completa aqui no Kinemail, agora você
também pode acompanhar as dicas de cinema, DVD, filmes na TV etc
que o Kinemail posta quase todo dia no Twitter. Follow www.twitter.com/kinemail