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ANO DEZ Edição 474

Fita Branca, Ervas, Paraíso, Nova York e Mensageiro

> Após o Carnaval, as telas do Recife ganham programação respeitável,
começando pelo impecável A Fita Branca de Michael Haneke, Palma
de Ouro em Cannes 2009 e, agora, um 'filme do Oscar', forte concorrente
nas categorias melhor filme estrangeiro e direção de fotografia. Visto
pelo Kinemail em outubro do ano passado na MOSTRA SP DE CINEMA,
A Fita Branca já é Top Ten Kinemail 2010. Não perca, em cartaz na Fundaj.
No Rosa e Silva temos o novo filme de Alain Resnais Ervas Daninhas,
e no Box estréia O Mensageiro , com premiada atuação de Woody
Harrelson e duas indicações ao Oscar.

Nos multiplexes, mais um megalomaníaco projeto de Peter Jackson
nas telas, Um Olhar do Paraíso e os românticos Nova York, Eu Te Amo
e Idas e Vindas do Amor. Em tempo de Oscar, a UCI promove a Mostra
Oscar 2010
com debates sobre 6 filmes indicados aos prêmios da Academia, dessa sexta 19 até quinta 25. Kinemail estará presente para conversar
sobre Preciosa, na segunda 22. Confira a programação nesta edição.
Assista, opine, participe, comente para fernando@kinemail.com.br

DICAS DE CINÉFILO Filipe Marcena comenta Fome Animal, cultuada
comédia de terror trash de Peter Jackson, realizado em 1992. Leia AQUI

LEITOR VIP Ganhe convites para as sessões da Mostra Oscar 2010
no multiplex Recife e para Ervas Daninhas no Rosa e Silva AQUI









UM HOMEM SÉRIO
EUA | Joel & Ethan Coen | 2009



A FITA BRANCA
Das Weisse Band 2009 Alemanha 2h24min RT 8,3
de Michael Haneke com Christian Friedel, Ulrich Tukur, Ursina Lardi
2 indicações ao Oscar: Filme estrangeiro, direção de fotografia

por Fernando Vasconcelos

OPINIÃO Visto na Mostra SP em outubro de 2009, numa maratona
louca de 4 ou 5 filmes por dia, impressiona como A Fita Branca
fica vívido nas memória, após a sessão e até hoje. Escrevo essa
crítica sem ter revisto ainda o filme e parece que acabei de sair
do cinema, tamanha a força das imagens dessa nova fita do 'querido
pela crítica' Michael Haneke, austríaco radicado na França, que
levou a Alemanha, principal produtora do filme, a conquistar
a Palma de Ouro em Cannes 2009 e, finalmente a partir desse início
de 2010, como vencedor do Globo de Ouro e forte candidato ao Oscar
de melhor filme estrangeiro, talvez conquistar o público médio
que nunca teve conhecimento de filmes como Caché e Funny Games.

Sou dos que achavam o cinema de Haneke muito cerebral, 'cinema-cabeça'
como chamam. Opinião que mudei depois do magistral Caché, Top Ten
Kinemail 2006 e um filme em que Haneke finalmente me emocionou, indo
fundo nas memórias de infância do protagonista para tentar entender
a realidade não só da França, mas da condição da Europa no cenário político
e social atual. A Fita Branca, apesar de manter a linha de um cinema seco,
sem brecha para melodrama, sem uso de qualquer trilha sonora para contar
uma história sombria e misteriosa passada numa aldeia alemã do início
do século XX, também me parece bem acessível para espectadores comuns,
por ser uma história com suspense e mistério hipnotizantes (algo semelhante
à A Vila de M. Night Shyamalan) e uma beleza visual arrasadora, no capítulo
à parte da direção de fotografia em preto e branco digital de Christian Berger,
candidato ao Oscar e, de longe, o meu favorito. Com planos estáticos
(não lembro de movimentos da câmera) e enquadramentos meticulosamente
desenhados, o filme nunca se sobressai pela estética. Ao contrário,
a viga mestra é o roteiro e a impecável direção de atores, na maior parte
crianças, em cenas que você não consegue piscar os olhos, de tanta tensão
narrativa velada, sutil, mas sempre tensão. São essas coisas que resultam
em filmes que nunca se esquece.

Muito já se falou que A Fita Branca faz uma analogia clara com a gênese
do Nazismo, ao contar uma história de brutalidade na educação moral
e religiosa de crianças, que resultariam mais tarde nos adultos alemães
que permitiram e executaram a mostruosidade que foi o Holocausto da Segunda
Guerra Mundial. É claro que pode-se (e deve-se até) fazer essa leitura,
mas quanto mais eu penso sobre o filme, esta me parece uma leitura
reducionista, explicativa. O Mal que é gerado naquela comunidade
de camponeses obcecados por limpeza moral é algo maior, que pode ser
visto como gênese do Nazismo mas não só isso. É o mesmo Mal tão
atual que domina os fundamentalismos religiosos, disfarçados de pureza
moral. Os rigorosos castigos recebidos pelas crianças de A Fita Branca,
como a fita de brancura simbólica que dá título ao filme e cada garoto
deve almejar, tendo-a amarrada ao braço, são perturbadora referência
à marca aplicada na pele dos judeus nos campos de concentração, mas
também simbolismo para refletir sobre qualquer forma de intolerãncia
e punição de um carrasco superior, no caso do filme, os pais. Toda essa
ânsia em 'explicar' o filme, que eu até tento evitar aqui mas não consigo,
vem do fato do cinema de Michael Haneke oferecer mais perguntas que
respostas. Se Hollywood prefere dar sermões óbvios nas 'mensagens'
de seus filmes, Micheal Haneke sempre investiu num cinema muito mais
provocador, num sentido 'anti-pornográfico' em contraste com o cinemão
americano. Cenas fundamentais do filme acontecem fora do quadro,
o espectador é obrigado a imaginar. Cenas de violência acontecem
a todo instante, mas nenhuma delas é 'vista' em sua totalidade. Enfim,
A Fita Branca consegue provocar o espectador como pouca coisa do cinema
atual e causa um efeito duradouro, reflexivo, de não deixar o filme sair fácil
da sua cabeça. Desde já, A Fita Branca é um dos grandes filmes de 2009.
Não perca. Assista e comente. Eis um filme que vale a pena trocar ideias.
Visto em outubro de 2009 na Mostra SP de Cinema
Mande sua opinião para
fernando@kinemail.com.br


UM OLHAR DO PARAÍSO
The Lovely Bones 2009 2h15min RT 3,6
de Peter Jackson com Saoirse Ronan, Mark Wahlberg, Stanley Tucci, Rachel Weisz
1 indicação ao Oscar: Ator coadjuvante

por Filipe Marcena

OPINIÃO A jovem e linda Susie Salmon tem uma vida perfeita
em plenos anos 70. Seus pais são amorosos e presentes, seus irmãos
são companheiros, sua amalucada avó sempre a ajuda, ela adora fotografar
e o rapaz por quem está apaixonada também está interessado nela.
Numa tarde fria, Susie esquece o principal conselho da vovó: não fale
com estranhos. Seu vizinho de meia idade George Harvey a seduz para
um silo subterrâneo, estupra e assassina a garota. Sem perceber o que
aconteceu, o espírito de Susie fica preso num limbo, um mundo meio aqui
meio no céu, de onde ela ajudará sua família a descobrir o paradeiro
de seu corpo e de seu cruel algoz.

Peter Jackson é um diretor eficiente em abordar temas fantásticos
ou que mesclam realismo e fantasia, como fez no maravilhoso Almas Gêmeas.
Adaptar o livro 'Uma Vida Interrompida' (ou The Lovely Bones) de Alice Sebold
era um desejo forte do neozelandês, e ele angariou elenco talentoso, grana alta
e muita expectativa. Algo nas engrenagens cinematográficas de Jackson parece
ter pifado no meio da produção, pois Um Olhar do Paraíso é decepcionante
e Jackson comete erros banais demais para um diretor experiente. De início,
o filme é correto (ainda que exageradamente narrado) ao mostrar a bucólica
vida de Susie e família, e a cena do crime é bastante tensa, a melhor de todo
o longa. Quando a garota vai pro céu, é que Um Olhar do Paraíso pouco
a pouco desmorona. Jackson parece não saber que tipo de filme quer fazer,
uma fantasia espírita feminista, um thriller de caça ao psicopata, um drama
familiar ou um romance teen, e acaba fazendo todos desajeitadamente.
O paraíso de Susie é um festival de CGI que às vezes se torna intragável
de se olhar, mesmo que você aceite que a proposta ali é o paraíso do ponto
de vista de uma garota de 14 anos. É muito over, ultrapassa os limites
do cafona, sendo o auge uma árvore de passarinhos e uma rosa gigantesca
que desabrocha debaixo do gelo digital. Mas isso você supera se a história
contada (e como ela está sendo contada) valer a pena. O que não é o caso.

As várias linhas narrativas, todas diferentes em tom, se misturam com
a harmonia de um copo com água e óleo. O filme pede pra nos emocionarmos
com uma cena, de repente pede para nos assustarmos com outra, e pra rir
de outra, e no final ninguém consegue se envolver com cena alguma.
A personagem da vovó Salmon (Susan Sarandon) tem uma cena absurda
onde ela arruma a casa da família com uma música alegre, para subitamente
o filme cair na tristeza de novo. Aliás, a trilha de Brian Eno é quem mais sofre,
pois toda hora precisa dizer ao espectador o que está acontecendo é como ele
deve reagir, fazendo com que você pare de ouví-la. Pra piorar, o deserolar
da trama é atrapalhado, cheio de furos e flashbacks irritantes, sem falar
nas escolhas forçadas de roteiro: George Harvey (Stanley Tucci, que oscila
entre o convincente e o clichê) mostra-se um assassino de primeira,
você acredita que ninguém irá sequer desconfiar dele. Mas toda vez que
um membro da família Salmon passa na frente da casa do homem,
fica desconfiado sem o menor motivo para tal. Cheguei a conclusão de que
eles ouviram a trilha sonora dizendo que há algo de suspeito lá. E é melhor
não comentar o patético final, veja com seus próprios olhos a surpresa
que te aguarda. A câmera indiscreta e cheia de travellings de Jackson
parece querer que o espectador engula uma mensagenzinha supostamente
poética, mas que já é captada na primeira meia hora de projeção
e que não funciona. Soa arrogante.

Felizmente há algo de muito bom em Um Olhar do Paraíso, que é Saoise Ronan,
aquela menininha miserável de Desejo e Reparação que foi indicada ao Oscar.
Ela traduz a pureza de Susie Salmon com uma facilidade de mestre, tentando
justificar as trapalhadas do roteiro com esmero e se às vezes ela erra, é porque
o filme é todo errado. Atuar decentemente num filme desse tipo é um senhor
feito para uma jovem, bastar ver o desempenho de Mark Wahlberg, Rachel Weisz
e Sarandon, ótimos atores perdidos em personagens mais perdidos que eles.
Ah, e Ronan está cada vez mais linda. É o oásis desses ossos não tão adoráveis.
Visto em 10/02 como convidado da UCI Cinemas | Paramount
Mande sua opinião para filipeap1988@hotmail.com


ERVAS DANINHAS
Les Herbes Folles 2009 1h44min
de Alain Resnais com Sabine Azema, André Dussollier, Emmanuelle Devos, Mathieu Amalric

> Sinopse: Marguerite Muir (Sabine Azéma) é uma dentista solteira que
tem sua bolsa roubada ao sair de uma loja. Sem que ela perceba, sua carteira
é largada no chão do estacionamento. Quem a encontra é Georges Palet
(André Dussollier), casado e pai de dois filhos. Curioso, ele vasculha a carteira
e nela encontra uma foto de Marguerite, que resolve guardar consigo.
Inicia-se assim uma grande aventura amorosa para Georges e Marguerite.
Baseado no romance L'incident, de Christian Gailly, Ervas Daninhas é o
novo filme do mestre Alain Resnais, bem recebido em festivais ano passado.
Visto em 26/02 como convidado do Cine Rosa e Silva
Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br


O MENSAGEIRO
The Messenger 2009 1h52min RT 9,0
de Oren Moverman com Ben Foster, Woody Harrelson, Samantha Morton, Jena Malone
2 indicações ao Oscar: Melhor ator coadjuvante e roteiro original

> Sinopse: O exército norte americano mantém um setor, chamado de mensageiro,
que tem a função de dar a notícia da morte de algum de seus integrantes à sua família.
O sargento Will Montgomery (Ben Foster) foi recentemente nomeado para a função
e passa a trabalhar com o capitão Tony Stone (Woody Harrelson). Eles possuem
pensamentos bastante diferentes sobre como atuar na função, mas aos poucos
aprendem um com o outro sobre a melhor forma de lidar com os familiares dos mortos.
Filme ganhou dois prêmios no Festival de Berlim 2009, incluíndo melhor roteiro,
e supreendeu no Oscar conseguindo duas indicações. Grande sucesso entre
os críticos, O Mensageiro estréia no Box em cópia digital.
Visto em 20/02 como convidado do Box Guararapes
Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br


IDAS E VINDAS DO AMOR
Valentine's Day 2010 2h05min RT 1,5
de Garry Marshall com Julia Roberts, Bradley Cooper, Anne Hathaway, Shirley McLaine,
Jessica Biel, Jamie Foxx, Patrick Dempsey, Jessica Alba, Ashton Kutcher, Jennifer Garner,
Topher Grace, Taylor Lautner, Queen Latifah, Emma Roberts, Taylor Swift, Kathy Bates

> Sinopse: Em Los Angeles, vários casais e solteiros terminam e começam
relacionamentos quando o Dia dos Namorados se aproxima. Dirigido por Garry
Marshall (Uma Linda Mulher, O Diário da Princesa) e com elenco cheio de rostos
conhecidos. Parece uma versão 2010 para Ele Não Está Tão A Fim de Você,
com mais personagens/atores famosos ainda, atirando para todo lado,
da oscarizada Julia Roberts até Taylor 'Lua Nova' Lautner. Apesar de mal recebido
pela crítica, foi um sucesso estrondoso no final de semana de estreia nos EUA.


A ERVA DO RATO
2008 1h20min
de Júlio Bressane com Alessandra Negrini, Selton Melo
R$ 4,oo/2,oo (estudante)

OPINIÃO Filme é baseado livremente em dois textos de Machado de Assis,
A Causa Secreta e Um Esqueleto. Bem recebido no Festival de Veneza, o filme
é uma experimento literário e pictórico, com referências como Edouard Manet,
onde destaca-se o trabalho de fotografia e iluminação de Walter Carvalho,
trabalhando em formato largo de tela (CinemaScope). De dificílima digestão
para o público médio, o filme só terá carreira comercial graças aos atores principais,
Selton Mello e Alessandra Negrini. No filme, os protagonistas sem nome Ele e Ela,
conhecem-se num cemitério e iniciam um estranho relacionamento conjugal,
marcado por elementos simbólicos repulsivos, como ratos e esqueletos, além
do uso da própria imagem, em fotos eróticas que Ele realiza com Ela.
Para iniciados na fase atual de Bressane, o filme é uma experiência válida,
mas não tão interessante como Filme de Amor (2006), por exemplo.
Visto em 26/10/2008 como convidado da 32a. Mostra de Cinema de São Paulo
Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br

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Cineclube

COWARDS BEND THE KNEE
Canadá 2004 1h04min RT 9,4
de Guy Maddin com Darcy Fehr, Melissa Diosisio, Amy Stewart
CINECLUBE DISENSSO | FUNDAJ | sáb 20, 14h ENTRADA FRANCA

O cinema de Maddin representa uma experiência única no cinema contemporâneo,
marcada pela recuperação da estética do cinema pré-sonoro, notadamente
a do Expressionismo alemão e a do Surrealismo. Em Cowards Bend The Knee,
Maddin retrabalha um projeto autobiográfico dividido em dez episódios, numa
história de assassinato, aborto, vingança, amnésia e hockey no gelo,
com abundantes referências ao Canadá. Acompanha o curta de 6 minutos
The Heart of The World (2000) e debate após a sessão.

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Mostra UCI Oscar 2010

> O Multiplex UCI Ribeiro do Shopping Recife exibe entre os dias 19 a 25
de fevereiro a Mostra OSCAR 2010. O evento criado pelo produtor Rafael Nogueira
exibirá seis filmes com indicações ao Oscar 2010 e, após as exibições, promoverá
um debate com jornalistas e críticos de cinemas convidados, onde a plateia
poderá discutir o filme, conversar sobre curiosidades e indicações de cada filme.
Os ingressos terão valores variados, dentro do preço dos dias em que cada
filme será exibido, em sessão única do evento. Obs. As cotações em estrelas
para cada filme referem-se à cotação do Kinemail. A maior parte dos filmes
continua em exibição no circuito normal. Os horários unicos da programação
abaixo são para as sessões da Mostra Oscar 2010, seguidas de debates:

Sexta 19

21h - GUERRA AO TERROR
Debate com Léo Peixe e Bernardo Queiroz

Sábado 20

10h15 - A PRINCESA E O SAPO
Debate com Alexsandro Vasconcelos e Rafael Soares

Segunda 22

16h30 - PRECIOSA - Uma História de Esperança
Debate com Osvaldo Neto e Fernando Vasconcelos

Terça 23

18h50 - INVICTUS
Debate com Rafael Nogueira e Rodrigo Carrero

Quarta 24

16h50 - AVATAR
Debate com Léo Peixe e Ronilson Araújo

Quinta 25

19h40 - AMOR SEM ESCALAS
Debate com Rafael Nogueira e Luiz Joaquim

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O Lobisomem

1. Não entendi a razão da crítica em geral baixar a lenha em O Lobisomem.
O filme realmente pode não ser genial, mas promete uma sessão nostálgica
para quem se amarra em terror clássico no melhor estilo da Hammer.
Por vários momentos, me deliciei vendo aquelas imagens cheias de nevoeiro
e em tela pequena, o que dá ainda mais aquela sensação de um filme antigo.
No quesito efeitos especiais, adorei o fato de não abusarem das feras
em CGI como foi feito na continuação Um Lobisomem Americano Em Paris,
que ficou extremamente artificial. E sim, utilizando um excelente trabalho
de maquiagem. Já o Nine, achei um chute no ovo! E Sherlock Holmes, é o tipo
de filme que nem cheira e nem fede. Mas O Lobisomem me surpreendeu mesmo!
Em momento algum me desinteressei pelo filme, muito pelo contrário. E ainda
temos a presença da Geraldine Chaplin, que é uma atriz pela qual eu tenho
uma grande estima, e foi mais uma grata supresa que o filme me proporcionou.
Com certeza, essa foi a melhor sessão da meia-noite que eu já tive desde
Arraste-me Para O Inferno! Só faltou ter lua cheia para dar ainda mais um climão!
Pedro Henrique | phmmts@hotmail.com

2. Fui na esperança de até incluir o filme numa possível pesquisa que pretendo
fazer, mas O Lobisomem decepcionou e muito. A ideia de que 'o amor salvaria
o monstro' foi totalmente sem graça e a atriz inexpressiva. O filme 23 é muito
mais enfático nessa ideia, eu até pensei que no fim teria alguma emoção, mas...
Saí do filme com aquela sensação de que não tinha visto nada demais e fiquei
surpresa ao ver que a censura era 18 anos. Uma contradição, como você
mesmo comentou. Enfim, mais um filme dispensável.
Sophia Costa | sophiacosta@terra.com.br

Avatar

Depois de anos sem escrever para o Kinemail, pergunto a você se não acha
que os produtores de Pocahontas deviam processar os de Avatar por plágio?
Silvio Caldas | silvio_caldas@oi.com.br

Isso é o de menos eh eh Os desenhistas de capas de disco de rock progressivo
dos anos 70 também deveriam processar! Lembra daqueles álbuns duplos do Yes
com capas que se abrem (3D?) e mostram uma paisagem cafona à aerógrafo IGUAL
ao planeta Pandora? Aqueles dragões voadores e pedras flutuantes vieram de lá!!!
E pode apostar que essa cafonice toda vai ganhar Oscar de direção de arte.

Kathryn Bigelow e o Oscar

Enquanto filmes que parecem bons continuam inéditos, coisas terríveis
ficam passando sem fim: O Fada do Dente, Fim da Escuridão, High School
Musical - O Desafio
, Xuxa em o Mistério de Feiurinha? Socorro...
Sobre o Oscar, Kathryn Bigelow e Bastardos Inglórios merecem ganhar
com certeza, mas duvido, principalmente do último, infelizmente... :(
Vi Guerra ao Terror em DVD mesmo, não aguentei esperar. Quando li no
DICAS DE CINÉFILO do Kinemail falando sobre ele, aluguei logo e realmente
achei muito bom. Kathryn Bigelow mereceu ganhar todos os prêmios que
já ganhou, inclusive o futuro Oscar (por mais tolo que esse prêmio pareça
hoje em dia). É incrível imaginar que, se ela vencer, será a primeira
mulher vencedora, de apenas 3 indicadas, em 80 anos de Oscar!?!
Elisangela Moura | elisangelamourag@gmail.com

Invictus e Guerra ao Terror

Primeiro, acho que Invictus é um bom filme, bem feito e bem pensado.
Mas há grandes chances de ele passar na Sessão da Tarde daqui a um tempo.
Não há dúvida que Clint Eastwood é um bom diretor, e ele tentou fazer
de Invictus algo mais do que aqueles filmes de superação. No entanto,
é difícil fugir do estigma. A história é interessante por si só, e as
atuações estão muito boas. Acho que o Oscar foi bem justo nas indicações.

Assisti de novo Guerra ao Terror no cinema. Gostei tanto quanto da primeira
vez. Porém o que percebi é que a simplicidade e crueza do filme talvez não
agüentem o peso dessas 9 indicações ao Oscar. Em outras palavras, alguém
que vá ao cinema com essa expectativa de tantos prêmios talvez saia de lá
pensando que o filme 'não tem nada demais', esperando algo mais elaborado
do que um retrato de conflitos entre seres humanos que vivem no limite.
Heber Costa | hocs_x@terra.com.br

Percy Jackson = Harry Potter

Assisti Percy Jackson e o Ladrão de Raios e sai da sessão achando
que tinha ido assistir Harry Potter e a Pedra Filosofal e não sabia.
São muitas as semelhanças com Harry Potter!
Só pra começar, Harry, Ronny e Hermione são, respectivamente,
Percy, Grove e Annabelle. Há uma escola para semi-deuses, com chalés
que separam os filhos de cada deus em grupos que competem entre si
dentro do acampamento Meio-Sangue (em vez de Hogwarts).
Ao lado do acampamento tem uma florestinha com monstros, além
de que os dois querem salvar seus mundos da destruição.
E ainda vão ter os outros filmes, pois Percy Jackson são 5 Livros!
Hittalo Rodrigues | hittalo.rodrigues@hotmail.com

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