

Kinemeiete de Agosto





ANO DEZ Edição 480
Colin Firth, Chico Xavier, Família e Bons Costumes
> Semana fraca nos cinemas nesse feriadão... Temos a estreia de Direito
de Amar, com Colin Firth indicado ao Oscar, e do novo filme brasileiro
candidato a 'bloquebaster' tupiniquim, Chico Xavier, prometendo levar
multidões aos multiplexes. Um Segredo em Família e Bons Costumes,
depois de pré-estreias, entram em cartaz, junto com o policial Atraídos
Pelo Crime, com Richard Gere. A boa comédia Zumbilândia ainda exibe
somente no BOX Guararapes.
Pré-estreias interessantes são Soul Kitchen,
do alemão Fatih Akin, na Fundaj, e
A Vída Intima de Pippa Lee no multiplex
Tacaruna.
Em clima de Semana Santa, nada mais cristão que ir conferir
a sessão única para o belíssimo O Processo de Joana D'Arc de Robert
Bresson, domingo na Fundaj. Obra-prima maravilhosa do cinema.
Boa notícia é que o Cinema São Luiz está de volta com o bom Preciosa,
vencedor de dois Oscar.
Por fim, recomendamos, ainda em cartaz:
A Caixa, Ilha do Medo, Polícia, Adjetivo e A Mente que Mente.
Assista, opine, participe, comente para fernando@kinemail.com.br
DICAS DE CINÉFILO Filipe Marcena comenta Clamor do Sexo,
clássico
drama americano de Elia Kazan, lançado pela Lume Filmes. Leia AQUI
LEITOR VIP Ganhe convites para Ilha do Medo,
Direito de Amar e Um Segredo em Família AQUI


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UM PEQUENO ROMANCE
EUA/FRA | George Roy Hill | 1979
DIREITO DE AMAR ![]()
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A Single Man EUA 2009 1h41min
de Tom Ford com Colin Firth, Julianne Moore, Nicholas Hoult, Matthew Goode
por Fernando Vasconcelos
OPINIÃO Baseado num livro de Christopher Isherwood, escritor homossexual
inglês que, junto com nomes norte-americanos como Gore Vidal, ajudaram
no lento processo que a partir da revolução sexual dos anos 60 tirou
os homossexuais da vida marginal, quando era quase impossível viver
um relacionamento aceito pela sociedade, Direito de Amar conta a história
de um dia na vida do professor George Falconer, 52 anos, mais precisamente
o dia em que ele resolve suicidar-se, após meses de luto pela perda trágica
de seu companheiro por longos 16 anos, o bem mais jovem Tim
(Matthew Goode), morto num acidente de automóvel. É, portanto, uma
história sombria de perda, de desespero e falta de sentido em seguir
a vida após a perda do grande amor da sua vida. O problema é que,
embora Colin Firth faça um tremendo esforço para dar profundidade
ao personagem, fica difícil acreditar na sua história de amor e dor, muito
porque as cenas em flashback com Matthew Goode são apenas uma sucessão
de imagens publicitárias chiques com um rapaz bonito como um top model.
O filme é estreia (e, espero, única obra cinematográfica) do poderoso fashion designer
Tom Ford, conhecido por ter tirado o império da marca Gucci da falência nos anos 90,
com ousadas estratégias de mercado, revitalizando a imagem da marca. Depois que
leu o livro de Isherwood, Tom Ford decidiu levá-lo ao cinema, como produtor,
roteirista e diretor. É um feito e tanto para um estreante, tendo ainda
conquistado Colin Firth e Julianne Moore para o projeto. Não muito difícil de
adivinhar, o filme é um exercício virtuoso de puro narcisismo, com um trabalho
de desenho de produção absurdamente meticuloso e excessivo, resultando
numa experiência em que acompanhamos um protagonista com um forte
drama pessoal, literalmente sendo sufocado pelos móveis, figurinos,
automóveis, arquitetura moderna, cortes de cabelo, acessórios (óculos,
isqueiros) e, claro, rapazes bonitos que parecem anúncios publicitários em
movimento, resultando em uma experiência cinematográfica assustadoramente
vazia, onde estilo é tudo e os personagens não tem alma, emoção. Como
designer gráfico, não posso negar a excelência das imagens. Particularmente
a espetacular casa de George e uma agência bancária onde ele vai retirar
todo seu dinheiro e bens,
são mesmo um primor de direção de arte. Mas fico
a imaginar como melhor seria conhecer George Falconer lendo o livro, que só
tem o poder das palavras e, ainda bem, nenhuma imagem para apresentá-lo.
O filme mostra o corpo masculino nu de forma camuflada, maquiada, talvez
reflexo da percepção publicitária tomfordiana de nudez, onde a assepsia
estética prevalece sobre a beleza carnal verdadeira do corpo humano.
Temos o ideal filosófico grego de beleza traduzido em superficial produto de consumo.
Voltando ao filme, acompanharemos George, cuja impecável frieza externa
esconde seu sofrimento interno, algo que a boa atuação de Colin Firth teima
em sobressair aos caprichos estéticos de Tom Ford. Entre as influências claras,
parece que Tom Ford gosta muito de Amor à Flor da Pele, de Wong Kar Wai,
mas... ele só deve gostar mesmo pela parte estética (e sonora). Isso significa
uma trilha sonora de pianinhos e violinos floreados, câmeras lentas e alguns
tiques de montagem, além de um recurso bem mão pesada de saturar as cores
quando George vê alguma coisa bela em seu dia de via crucis, como o aluno
vivido por Nicholas Hoult (que anos atrás foi o garotinho de Um Grande Garoto,
com Hugh Grant). O rapaz, claro, é um primor idealizado de desejo pedófilo
em forma de modelo andrógino para fotos de editorial gay de moda. Ele será
um elemento chave nos desdobramentos que concluirão o dia fatal de George
Falconer, que ainda passará parte da noite na casa da amiga e ex-amante
dos tempos de escola, agora uma rica perua solitária, muito amiga de uma boa
garrafa de álcool, vivida por uma Julianne Moore inevitavelmente afetadíssima
mas que, de alguma forma, é um personagem que tem vida, como a problemática
mulher fútil que tem como homem ideal o seu melhor amigo gay. O infeliz título
nacional Direito de Amar tenta vender o filme como um novelão, o que ele
não é. Mas também está longe de ser o 'filme da arte' de extremo bom gosto
e qualidade artística que Tom Ford quis acrescentar ao seu portfolio empresarial.
Deu sorte de ter um ator correto, Colin Firth, que rendeu os únicos prêmios
e indicações que o filme realmente merece, na categoria de melhor ator.
Visto em 30/03 como convidado do Cinema da Fundaj
Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br
UM SEGREDO EM FAMÍLIA ![]()
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Un Secret França 2008 1h40min
de Claude Miller com Cécile De France, Patrick Bruel, Ludivine Sagnier, Mathieu Amalric
por Fernando Vasconcelos
OPINIÃO No que pode ser chamado de um gênero cinematográfico - o drama
de Holocausto em homenagem aos milhões de judeus mortos nos campos
de concentração - a impressão que Um Segredo em Família deixa é de
não acrescentar quase nada à nobre causa. Com um elenco francês de primeiro
time e rostos conhecidos, o veterano diretor Claude Miller adapta um best-seller
de Philippe Grimbert (sim, baseado em uma história real...) que conta
a história de duas famílias judias em uma intricada narrativa num vai
e vem entre várias décadas, usando o recurso estiloso e 'surpreendente'
de mostrar o presente em preto e branco e o passado em cores. O jogo
de flashbacks e flashfowards tem o objetivo de prolongar o mistério sobre
o tal segredo de família. Funciona até a metade, mas depois que o segredo
é revelado, o filme cria uma barriga novelesca interminável, onde nada
mais parece interessar ao espectador, até chegar ao final nobre já cansado
de mostrar um painel de infinitos nomes num Memorial Judeu da Guerra.
O ponto de partida é um garoto, filho do casal vivido por Patrick Bruel
e Cecile De France, que tem um 'amigo' irmão imaginário, que ele vê como
talentoso nos esportes atléticos, o que provoca o seu pai, pois o garoto,
introvertido e franzino, é justamente o oposto do ideal atlético esportivo.
Aos poucos, já que numa narrativa linear tudo seria muito mais previsível,
o roteiro quebra-cabeças vai revelando o drama da família, que envolve
outro casal, formado pelo irmão da mãe, casado com a instável garota
vivida pela bela Ludivine Sagnier. Mais não deve ser dito, mas eu gostaria
de comentar que o tal segredo do roteiro não me convence dramaticamente,
parecendo mais uma pulha forçada como a de O Leitor, filme que nem acho
bom lembrar. Acompanhamos o garoto virar rapaz e, por fim, adulto na pele
de um desperdiçado Mathieu Amalric, rumo ao final de sentimentalismo formulaico.
Visto em 20/03 como convidado do Cine Rosa e Silva
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CHICO XAVIER ![]()
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Brasil 2010 2h04min
de Daniel Filho com Nelson Xavier, Tony Ramos, Christiane Torloni, Ângelo Antonio
por Fernando Vasconcelos
OPINIÃO Não faz muito sentido fazer uma 'crítica' do filme Chico Xavier. A fita
é uma cinebiografia de um personagem popular do Brasil, e segue a cartilha
do formato 'veja tudo o que você já sabe
sobre o mito', nada a acrescentar. Não
há qualquer conflito, questionamento, dúvida, sobre a mediunidade do brasileiro
que saiu de uma vida sofrida e humilde no interior
de Minas Gerais para ser o líder
mais carismático do Espiritismo, morrendo aos 92 anos no recente ano de 2002.
O lançamento do filme coincide com o centenário do nascimento de Chico Xavier
e vem no rastro do inesperado sucesso do anterior Bezerra de Menezes, produção
modesta que, devagarzinho, conquistou mais de 300 mil espectadores.
Mais um produto de mercado que uma obra cinematográfica, Chico Xavier foi
planejado para preencher o espaço de filmes religiosos da Semana Santa, uma
tradição que existiu no Brasil, em tempos de Os Dez Mandamentos o do bizarro
A Paixão de Cristo nacional, exibidos todo ano durante a Páscoa.
O lançamento em 350
salas do país, com forte apoio de mídia televisiva, mostra a ambição dos produtores
em repetir os raros sucessos de milhões de espectadores do cinema brasileiro
recente. Daniel Filho, o diretor, sabe que o filão é promissor (pelo menos mais
2 filmes 'espíritas' ja estão sendo finalizados para estrear este ano), mas espera
algo perto de 1 milhão de espectadores, talvez um pouco mais. O filme tem todo
o apelo da linguagem televisiva: tudo é rápido, superficial, e nunca há tempo
para maior envolvimento emocional. Até os momentos de psicografia, que poderiam
render bom cinema, passam rápido e discretamente na tela, como se o próprio
filme não acreditasse muito no que está mostrando. Na narrativa que começa num
famoso episódio de um programa de TV dos anos 70, Pinga-Fogo, que exibiu
uma longa entrevista com Chico Xavier, temos o melhor do filme, onde Daniel
Filho mostar com leveza um ambiente que ele, um dos mais antigos homens
de televisão do Brasil, conhece muito bem. Daí pra frente é só mão pesada,
trilha sonora óbvia, atuações achatadas pela dureza do texto, e uma subtrama
com um casal de classe média, Tony Ramos (canastrão, canastrão... como é que
ele engana tanta gente como 'grande ator'???) e Christiane Torloni (com cara
de choro ou chorando em tom de novela das oito, o filme inteiro), que perdeu
o filho tragicamente e recebe uma carta dele psicografada por Chico Xavier,
gerando os momentos melodramáticos rasos finais para emocionar a plateia.
No meio de tanta mediocridade, é preciso dizer que a produção é bem acabada,
é um filme 'bem feito', o que se espera de uma produção nacional que custou mais
de 10 milhões de reais e, ao menos, temos um ator que transcende o tom inerte
geral do filme. Nelson Xavier, que interpreta o médium na fase madura, dá um show
de dignidade, numa atuação leve, simpática, e, sem trocadilho, espirituosa.
Pena que ele não consiga transmitir esse dom para o resto do elenco,
especialmente para o sujeito que vive o espírito Emmanuel, algo constrangedor
que o filme não precisava.
Mas Chico Xavier cumpre o que promete
para o seu público-alvo. Quanto ao restante dos espectadores, só os reais
arrecadados nas bilheterias dos multiplexes poderão confirmar se o filme funciona.
Visto em 30/03 como convidado da UCI Cinemas | Sony Pictures
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BONS COSTUMES ![]()
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Easy Virtue Inglaterra 2009 1h38min
de Stephen Elliott com Jessica Biel, Ben Barnes, Colin Firth, Kristin Scott Thomas
por Fernando Vasconcelos
OPINIÃO Bons Costumes é adaptação de uma peça do dramaturgo inglês Noel Coward,
Easy Virtue, que já teve uma versão em cinema mudo dirigida por Alfred Hitchcock
em início de carreira. Vale notar que a peça é verborrágica e musicalmente
estridente, e é um grande feito que Hitchcock tenha realizado um filme mudo
a partir do material. Essa versão moderninha do sumido diretor do coloridíssimo
Priscilla - A Rainha do Deserto, Stephan Elliott, basicamente faz uma versão
novela das seis de época, com rostos conhecidos não muito à vontade nos
figurinos dos anos 20, especialmente a protagonista Jessica Biel, como Larita,
uma americana que participa de um esporte predominantemente masculino,
as corridas de carros, e se casa repentinamente com o jovem dândi inglês
John Whitaker (Ben Barnes, o príncipe Caspian de As Crônicas de Nárnia).
Ao visitar a mansão da família inglesa do rapaz, começa então a grande
confusão, de diálogos rápidos e momentos de humor que não são lá tão
engraçados. O verniz de fleuma inglesa é dado pelos nomes de Colin Firth e Kristin
Scott Thomas no elenco, como os pais do rapaz. A comédia frívola de costumes
tem seus momentos, e ainda temos alguns desdobramentos dramáticos,
mas a tentativa de fazer um produto 'moderno', palatável ao público atual,
acaba sabotando o filme, que não funciona em quase nenhum nível, nem
mesmo na trilha sonora regada a Cole Porter. Ao final da sessão, você decide
se foi passatempo ou perda de tempo. Eu fiquei bem mais inclinado ao segundo.
Visto em 22/03 como convidado da UCI Cinemas
Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br
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Uma Mente que Mente e alternativas de bom cinema
Assisti Uma Mente que Mente. Que filme bacana! Leve, divertido. O que falar
da atuação de John Malkovich? No mínimo inusitada. O filho de Tom Hanks, Colin,
lembra bastante o pai que, por sinal, tem uma pequena participação afetiva
no filme. Não tem como deixar de elogiar a programação desse ano dos cinemas
'alternativos' da cidade. o Cinema da Fundação já iniciou o ano detonando,
com Deixa ela Entrar, A Fita Branca, Um Lugar ao Sol e Policia, Adjetivo.
O Cine Rosa e Silva resolveu assumir de vez o caráter alternativo, com exibição
de filmes que não tiveram oportunidade de entrar no circuito comercial.
São os filmes que ficam na zona de litígio, nem são 'de arte' (odeio essa expressão!)
nem são comerciais de sucesso para merecer o convite de exibição nos multiplexes e,
mesmo com certo atraso, filmes como O Desinformante!, Zumbilândia, Uma Mente que Mente.
Wlademir Moura | wladmoura@hotmail.com
Sim, e faltou citar os recentes Não Minha Filha, Você Não Irá Dançar
e O Que Resta do Tempo (tenho a impressão que quase ninguém viu esse
que já é um dos melhores e mais belos filmes de 2010...), ambos exibidos
na excelente programação do Cine Rosa e Silva. Quanto ao Cinema
da Fundação, além da ótima programação de sempre, temos a boa iniciativa
do Cineclube Dissenso e a volta dos clássicos do cinema aos domingos.
O Processo de Joana D'Arc é uma dessas sessões abençoadas e imperdíveis.
Zumbilândia
Zumbilândia é muito engraçado e politicamente incorreto, mas também cheio
de referências ao mundo do entretenimento. O roteiro é basicamente o mesmo
dos outros filmes de zumbi, mas com muito bom humor. A trilha é rock 'n' roll
do bom. Acho que eles foram espertos em não tentar fazer humor com os próprios
zumbis, o que poderia ficar ridículo. Além disso tudo, é um filme simpático.
Destaque para a ponta de Bill Murray tirando onda consigo mesmo. Não fosse
a dica do Kinemail, eu ia achar que era só mais outro filme idiota.
Heber Costa | hocs_x@terra.com.br
Lembranças
A princípio, jamais teria assistido ao filme Lembranças. Primeiro, por causa
da carinha bonitinha do 'garotão Crepúsculo'. Sim, ele é lindo! Mas já passei
da idade de ir ao cinema pra ver os bonitões... Na verdade, tenho um certo
preconceito com essa nova turminha de Hollywood. Com uma amiga carente precisando
de distração, fomos lá! O filme me surpreendeu, achei que fosse mais um daqueles
romances insossos... Pode parecer coisa de mulher, mas me emocionei bastante!
O sofrimento das pessoas se parece com o real, mais com o que conhecemos mesmo.
As experiências que passamos, e as que ouvimos de pessoas que conhecemos.
Uns personagens levam suas vidas em frente, outros superam, outros tentam
a todo custo manter memórias que dêem sentido a existência. Perdi mais
o preconceito com o Robert Pattinson, o garoto trabalhou direitinho.
Inicialmente, a história parece meio confusa, tudo dá a entender que o foco
será a garota Ally (Emilie De Ravin).Logo depois da primeira cena, já pensei:
"Iihh, vai ser mais um daqueles clichês onde o policial vai vingar a morte
da esposa" Mas a coisa vai mudando de foco pelo meio e o filme se torna mais
interessante. O desenrolar é meio lento, mas o fim é tocante. Ouvindo as conversas
no corredor após o filme, a impressão é que todos tem uma ligação com dores desse
tipo. Muita gente com lágrimas nos olhos... (inclusive nós!). Segundo minha amiga,
o roteirista é um sacana apelativo, um destruidor do bem-estar emocional, pois
no final, tira o chão da gente. Se quiser saber por que, vailá assistir!
Sophia Costa | sophiacosta@terra.com.br
Lembranças e A Caixa
Lembranças foi um filme que me surpreendeu e muito, pensava que iria
ver um filme chato, mas na realidade vi um filme emocionante que
traz recordações do passado de muitas vidas e que consegue reviver
o sentimento das pessoas. Um filme muito bom, pela sua essência e emoção.
Esperei o filme A Caixa estrear desde dezembro do ano passado, mas
o filme é igual ao trailer, sendo que alongado, não vi diferença nenhuma,
além de me deixar plantado na sala sem nenhuma emoção e muito menos
ação! Quase dormi no cinema, porque no começo é bom, aí vai batendo
um soninho... Ou seja, A Caixa deveria ser um curta metragem.
Hittalo Rodrigues | hittalo.rodrigues@hotmail.com
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