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ANO DEZ Edição 484

Estrada, Homem de Ferro 2, Atrizes e Mother

> Semana tem apenas o lançamento do blockbuster Homem de Ferro 2
que, junto com Chico Xavier e Alice no País das Maravilhas ocupam
quase todas as salas dos multiplexes. A Estrada, com Viggo Mortensen,
permanece em cartaz e Atrizes, dirigido por Valeria Bruni Tedeschi,
é o filme das sessões extras dos multiplexes Plaza, Boa Vista e Recife.

O Cinema da Fundação permanece com o documentário Utopia e Barbárie
e a comédia Soul Kitchen, exibe uma última sessão extra para o drama
de guerra Katyn, de Andrzej Wajda, e por fim mas não por último,
uma pré-estreia para o excelente Mother, do coreano Bong Joon-ho.

Temos ainda pré-estreia para Criação, drama sobre Charles Darwin,
com Paul Bettany e Jennifer Connelly. O Cinema Apolo reprisa o bom
Aconteceu em Woodstock de Ang Lee. No Cine Rosa e Silva, mais uma
semana para Coração Louco, Oscar de melhor ator para Jeff Bridges.
Assista, opine, participe, comente para fernando@kinemail.com.br

DICAS DE CINÉFILO Filipe Marcena comenta A Proposta de John Hillcoat
(diretor de A Estrada), lançado no Brasil direto em DVD. Leia AQUI

LEITOR VIP Esta semana não temos novas promos. Mas ainda temos convites
para Katyn e Soul Kitchen, em exibição na Fundaj. Participe AQUI








UM PEQUENO ROMANCE
EUA/FRA | George Roy Hill | 1979

HOMEM DE FERRO 2
Iron Man 2 2010 2h04min
de Jon Favreau com Robert Downey Jr, Don Cheadle, Scarlett Johansson, Mickey Rourke

por Fernando Vasconcelos

OPINIÃO Homem de Ferro 2 em 20 twittes www.twitter.com/kinemail

1. If you can't make ir good, make it 3D. Próximo? Homem de Ferro 3D, claro.

2. Entre uma cena de ação e outra, precisa ter umas 47 piadinhas nerds?

3. Sensação de que tem muitos astros e estrelas pra pouco personagem.

4. Gwyneth Paltrow, legal no primeiro filme, agora fica só ciscando pelas bordas.

5. Scarlett Johansson tão desconfortável como Viúva Negra, dá a impressão
que está desfilando modelitos para cintas Body Shape do Dr. Hollywood.

6. Scarlett Johansson, volta pra fazer filme com Allen e Sofia, naturalmente gostosa.
Você não combina com fantasia de látex, luta digital e blockbuster de quadrinhos...

7. Filme troca ação por muito bla-bla-blá para a Nerdilândia. Fiquei imaginando
que deve ser bem mais divertido ver dublado. Sessão da Tarde pronta.

8. Figurantes nas festas de Tony Stark, emprego garantido
pras as loiras da PLAYBOY e PENTHOUSE.

9. Homem de Ferro 2 dá a impressão que é um filme caro, muito caro. Caro pra caralho.

10. Mickey Rourke ridículo como vilão. Parece sempre que está numa comédia.

11. Pena ver um ator tão bom como Don Cheadle no automático, só pra receber o cheque.

12. C'amon, Robert Downey Jr, tu estás trilionário. Dá um tempo, tira umas férias. Saturou legal.

13. Surpresa! Filme não tem tanta ação barulhenta. Antes tivesse, pois tem hora que dá um sono.

14. O problema do roteiro é que, no fundo, não acontece nada no filme inteiro.

15. Sam Rockwell tá muito foda em LUNAR. Ah, ele também está no elenco
de Homem de Ferro 2. Vilão, né? -Galera, acabei. Com quem pego meu cheque?

16. Tem piadinha com CAPITÃO AMERICA e (atenção, nerds!) cena pós-créditos
anunciando THOR. OS VINGADORES is coming soon. Bora fazer em 4D?

17. Jon Favreau é um cara legal, não tem pinta de engenheiro de blockbuster como James Cameron.
Aposto que só emprestou o nome pra garantir que é do mesmo diretor do primeiro.

18. Isso é que é globalização! Homem de Ferro 2 em Garanhuns e São Lourenço da Mata ANTES dos EUA.
O filme é tão bom que eles querem que o Terceiro Mundo assista primeiro. NOOOOOT!

19. Só eu que achei que a pose de bailarina quando o Homem de Ferro levanta voo é super gay???

20. Pra terminar, ação eletrizante Transformers + Robocop + X-Men + sono e... beija a moça, rapaz!
Visto em 30/04 como convidado do Cine Rosa e Silva
Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br


A ESTRADA
The Road EUA 2009 1h51min
de John Hillcoat com Viggo Mortensen, Charlize Theron, Guy Pearce, Robert Duvall

por Fernando Vasconcelos

OPINIÃO
O cinema pós-apocaliptico já é hoje um gênero cinematográfico com sabor
de multiplex. Do apocalipse-pipoca de Roland Emmerich (2012 e O Dia Depois
do Amanhã
), aos apocalipses de ficção científica de Steven Spielberg (Guerra dos Mundos)
ou trilogia Mad Max, passando por inúmeros apocalipses com vírus, mortos-vivos
e vampiros (Eu Sou a Lenda, Extermínio) até o recente apocalipse-cristão
de O Livro de Eli ou ainda o apocalipse realista-câmera-na-mão de Filhos da Esperança,
o apocalipse simbólico de O Nevoeiro e o apocalipse auto-importante de Ensaio
Sobre a Cegueira
, todos eles são marcados por um senso de espetáculo visual,
uns mais desencantados outros mais piegas, mas onde há sempre algum tipo
de esperança no fim do túnel, um sinal seguro de que o mundo não acabou,
pode ser reconstruído, o que os tornam no fim das contas um porto seguro
para diversão e esquecimento. A Estrada, que guarda algumas semelhanças
com O Livro de Eli (troque a Bíblia por um Filho), não se enquadra muito bem
nessa proposta, sendo um filme onde de fato o mundo acabou (pra ser otimista,
está se acabando) após um caos de causa indefinida onde nunca sabemos o que
aconteceu, nem quando e, apesar de um final enganosamente otimista, o filme deixa
a certeza que o mundo chegou mesmo ao fim. Deprimente? Sim. E que boa surpresa
que um filme assim tenha garantido uma segunda semana de exibição nos nossos
multiplexes, para sessões em que não combina muito entrar na sala com um
balde de pipoca e outro de refrigerante. A Estrada merece ser descoberto
pelos espectadores, nessa semana tão árida de novos filmes nos cinemas.

Baseado num elogiado livro de Cormac McCarthy (mesmo autor do livro que originou
o premiadíssimo filme dos irmãos Coen, Onde os Fracos Não Tem Vez), o filme tem
sofrido críticas de que não é bom como o livro. Essa questão é antiga e, bem,
eu não li o livro, mas cinema é uma coisa, literatura é outra, eu evito comparar.
Assim como é cruel na sua visão do apocalipse, A Estrada é bastante árido como
roteiro. Não há uma história. Basicamente acompanhamos os protagonistas sem
nome, Pai e Filho, numa jornada rumo ao mar, aqui mais simbólico que nunca,
mas sem um objetivo muito claro. Eles apenas se deslocam, evitando o desespero
e fugindo de outros poucos humanos que restaram e aderiram ao canibalismo como
forma de sobrevivência. Os momentos de suspense em que Pai e Filho quase são
capturados dão uma sensação angustiante de que todos os outros humanos são da
mesma família canibal de O Massacre da Serra Elétrica e, uma sequência em especial
envolvendo um porão trancado, é realmente assustadora. O visual sombrio
e devastado pra valer, uma hora cinzento outra mais cinzento ainda, também
contribui para a sensação geral de hecatombe sem volta. O que faz a diferença
é que, apesar de todo esse universo realista bem desenhado, o diretor australiano
John Hillcoat (de A Proposta, resenhado por Filipe Marcena no DICAS DE CINÉFILO
dessa semana) investe mais na leitura simbólica da relação entre Pai e Filho,
deixando claro que o filme é sobre a condição humana e não o Fim do Mundo.

Curioso ainda que a Mãe (Charlize Theron, em flashbacks) abandonou sua cria
em momento de desespero e cabe ao Pai manter essa unidade mínima da Família,
no amor incondicional e também animal, irracional, que os une. Munido de uma
arma com apenas duas balas, o Pai ensina ao Filho como suicidar-se com um tiro
na boca, em caso de situação limite. Também ensina-o o senso moral e ético
de ser uma boa pessoa, estar do lado dos 'bons', num mundo onde é difícil
definir o que é alguém 'bom' ou 'mal'. Com tanto estofo 'sério' na sua trama
mínima, A Estrada carece de alguma amarração dramática, ou até mesmo de uma
'mensagem' mais clara. Talvez seja o que está no livro e o filme não conseguiu
passar de forma satisfatória. De qualquer forma, é um bom filme, que vale conferir.

Até agora não falei do elenco, deixei pro final. Viggo Mortensen (excelente tanto
em Marcas da Violência quanto em Senhores do Crime, ambos de David Cronenberg)
é um desses atores raros que desprezam o sucesso fácil como galã de Hollywood
(O Senhor dos Anéis) para abraçar com intensidade projetos no qual acredita.
E isso é mais uma vez visível em A Estrada, no papel do Pai. Muitas cenas do filme
não se sustentariam sem a presença de Mortensen. O garotinho que vive o Filho
(Kodi Smit-McPhee) não se sobressai muito no início, mas a caminho do final
segura bem a onda em cenas dramáticas difíceis, de partir o coração dos
espectadores mais duros. Ainda há a participação excelente de Robert Duvall,
sob pesada maquiagem como um andarilho velhinho, responsável pelos
questionamentos existenciais mais bonitos do filme, como quando o Pai pergunta
a ele se não era melhor já estar morto. Veja a resposta no filme. Tente ainda
descobrir aonde está Guy Pearce, irreconhecível em rápida participação. Uma nota
negativa apenas para a trilha sonora intrusiva, do rock-dark-star Nick Cave (também
roteirista de A Proposta), que insiste em comentar dramaticamente as cenas,
dizendo o que o espectador deve sentir e quase tornando piegas cenas mais
dramáticas, além de forçar um tom esperançoso ao final, qua as imagens não
pedem. Sem essa trilha sonora, talvez ficasse um filme melhor, mas aí também
já seria um 'filme de arte', de tão seco, minimalista e desolador que se tornaria.
Visto em 23/04 como convidado do BOX Guararapes
Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br


ATRIZES
Actrices França 2007 1h47min
de/com Valeria Bruni Tedeschi com Valeria Golino, Louis Garrel, Mathieu Amalric

> Sinopse: Marcelline é uma atriz assombrada por seu papel como a heroína
de Um Mês no Campo, de Ivan Turgenev, que está ensaiando com dificuldade.
Embora o diretor a incentive e diga que fará dela uma estrela, nada faz Marcelline
esquecer que já é uma quarentona, solteira e sem filhos, até que ela ser
apresentada a Nathalie, assistente do diretor. As duas mulheres então
percebem que se conheciam desde os tempos de teatro na escola,
há mais de 20 anos, e se dão conta que são muito parecidas.

Filme é dirigido pela bela atriz italiana Valeria Bruni Tedeschi (irmã de Carla Bruni),
já vista em filmes como A Rainha Margot, Munique (de Spielberg), mais conhecida de
dois filmes recentes de François Ozon, O Amor em Cinco Tempos e O Tempo que Resta.
Atrizes ganhou prêmio especial do Júri em Cannes 2007 e foi exibido na Mostra SP 2007.
Visto em 12/11/2008 como convidado do Cine Rosa e Silva
Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br

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Utopia e Barbárie

Senti-me afrontado com o tom deste Utopia e Barbárie que, transvestindo-se
de documentário, tem a intenção de ser uma aberta propaganda comunista para ingênuos.
Contrafaz a análise crítica da história mundial a partir de 1968 e prefere adotar a visão
romântica da revolução e dos regimes comunistas. Se naquele ano as manifestações
políticas eram um ideal almejado por setores da população de países ocidentais,
este sistema transformou-se em um pesadelo - a verdadeira barbárie. No entanto,
esta é atribuída na nefasta influência dos EUA no mundo, às ditaduras (militares, apenas),
responsabilizando o capitalismo por todas as mazelas do mundo, desde a construção
da bomba atômica até o holocausto. Além de dar espaço a depoimentos de Dilma Roussef
em tom de campanha, elogios a Lula como herói dos oprimidos, o filme extrapola
e faz apologia a Che, Fidel, Evo Morales e caterva. Conclama os jovens de hoje
a dar prosseguimento ao projeto dos revolucionários do passado com a mensagem
que se repete incontáveis vezes: 'O sonho não acabou'. Lamentável a invasão
de um espaço cinematográfico para interesses políticos.
João Marcelo Duarte | caoandaluz@gmail.com

Alice no País de Tim Burton

Narrativa no estilo conto de fadas bizarro protagonizada por alguém inseguro
e um tanto atormentado; visual mezzo gótico, mezzo fantasia colorida; Johnny Depp
e Helena Bonham Carter no elenco; trilha sonora de Danny Elfman. Em outros tempos,
todos esses elementos nos fariam vibrar de alegria: 'Lá vem o novo filme de Tim Burton!'.
No entanto, Alice no País das Maravilhas revela-se como mais um passo no declínio
criativo do diretor. Assim como outros filmes recentes seus, a gente sai da sessão
um pouco com a sensação inversa: 'Porra, mais um filme de Tim Burton…'.

Sim, Burton está se repetindo. Infelizmente, é um fato. Woody Allen passou por isso,
mas a diferença entre os dois é que Burton continua gerando hype, e como expectativa
alta é coisa para quem está se garantindo, eis o problema. A eficiente campanha
de publicidade de Alice cumpriu bem o papel de nos fazer acreditar que a adaptação
de Burton para o clássico de Lewis Carroll seria o casamento ideal. E o resultado
é que o diretor caiu novamente em sua própria armadilha: o perfeccionismo visual
não veio acompanhado de um estofo – roteiro, atuações e direção – à altura.

Nada contra deixar o filme bonito, muito pelo contrário. E este é realmente o maior
mérito do longa. Em live-action, não me lembro de ter visto melhores representações
do Chapeleiro Louco, Rainha Vermelha, Lebre de Março e outros coadjuvantes do famoso conto.
Sem contar os cenários incríveis e figurinos bem cuidados – achei apenas que Alice
trocava de roupa demais, como se já estivessem fazendo o briefing pro Oscar.
Mas a bela lataria não encobre os problemas das peças internas. A começar pela decisão
de mixar o País das Maravilhas com Alice Através do Espelho – afinal, a Rainha é a Vermelha
do Espelho, não a de Copas do Maravilhas, mas usa o símbolo Copas em tudo que é
lugar – acrescentados de outras novidades Burtonzísticas, como fazer a garota adulta
retornar àquele lugar do qual não se lembra. A trama trava bastante por conta disso.

Alice deixa de ser uma visitante deslumbrada para se tornar uma heroína predestinada
a enfrentar o monstrão Jabberwocky (que é apenas um personagem de poema no original)
e só isso já tira boa parte da graça do clássico. Também senti falta de atmosferas mais
psicodélicas, oníricas ou assustadoras, coisa que não se resolve apenas fazendo bons
cenários e caracterizações. Tudo parecia bem linear e explicadinho demais, tirando
os inspirados diálogos nonsense da Mad Tea Party. Depp e Carter, já calejados nas produções
de Burton, cumprem muito bem seus papéis, tentando trazer emoção à caricatura em alguns
momentos, como no citado trauma da Rainha ou na nostalgia do ofício do Chapeleiro.
Mas Mia Wasikowska não traz muito carisma como Alice, o computadorizado Valete de Crispin Glover
parecia um vilão de Shrek, a Rainha Branca de Anne Hathaway só chama a atenção pelos seus
bracinhos levantados sem motivo, e as demais criaturas digitais são bonitinhas, mas ordinárias.
Entram e saem quando o roteiro pede, sem deixar nenhum tipo de interesse. Como tais
personagens estão um tanto marcados na cultura pop, a produção não sentiu necessidade
de mexer no time que ganha. Bem típico de um filme Disney, aliás.

A direção segue basicamente a mesma falha do roteiro freak: somos apresentados à entediante
vida real de Alice, mas vai saber porque uma adulta desesperada para não se casar com um sujeito
chato resolve de repente seguir um coelho com relógio sem um mínimo de questionamento. As cenas
tranquilas e agitadas se alternam com pouca harmonia, embora não tenha visto tanto problema
no excesso de ação da sequência final. Como cena de ação em si é ok, mesmo sendo quase nada
fiel à obra de Carroll. Mas ali já era tarde: era o grilo falante dos blockbusters dizendo:
'Pessoal, não importa o que aconteceu antes, precisamos acabar isso com uma grande luta, ok?'.

E o que dizer do forçado climinha romântico entre o Chapeleiro e a loirinha? Eu também iria querer
sair logo dali, se fosse ela… Não deixa de ser sintomático também um filme de Tim Burton para Alice
no País das Maravilhas
se mostrar tão… careta. Não bastasse a burocracia que é aquele mundo tão colorido
quanto previsível, Alice sai dali e não se casa com o rapaz chato, ok, mas se torna uma executiva. Fim.
Mas e aí? Se o visual gótico do filme está legal, se as atuações de Depp e Carter estão elogiáveis,
e até a trilha de Elfman está bem acima da média, não seria culpa do repetitivo processo criativo
de Burton que faz o filme decepcionante, correto? Sim e não. Porque é difícil achar que seja uma grande
coincidência Sweeney Todd, A Fantástica Fábrica de Chocolate e esta produção serem igualmente
desinteressantes e conterem esses elementos, além do fato de todas serem adaptações. O último
live-action legal de Burton foi justamente Peixe Grande, que apesar de trazer Elfman na música
e Carter no elenco, foge bastante dos tiques góticos e investe nas boas atuações de Ewan McGregor
e Albert Finney. Pelo visto, é chegada a hora de Tim Burton dar um tempo nos amigos, encontrar um novo
Coelho Branco e cair em outra toca. Quem sabe ele sai de lá voltando a criar filmes mais ousados?
Marcio Padrão | http://quadrisonico.wordpress.com

Rapaz, concordo bastante sobre Alice. Só comento que gosto bastante de Sweeny Todd,
uma adaptação de musical que pra mim é o maior acerto de Tim Burton nos seus filmes
mais recentes, e acho A Fantástica Fábrica de Chocolate legal, ou pelo menos melhor
que Alice. Já Peixe Grande, projeto mais pessoal de Burton, acho fraco, esquecível.


Top Ten Kinemail 2010

> Com quatro meses já corridos de 2010, temos novidade no Top Ten Kinemail,
com a estreia - enfim aqui no Recife - do espetacular Mother - A Busca Pela Verdade
que vai direto para as primeiras posições da lista, num excelente pódio com
O Que Resta do Tempo e A Fita Branca. Apesar de bons filmes hollywoodianos
entre os dez títulos (incluindo dois oscarizados), os melhores do ano até agora
vieram da Palestina/França, Alemanha/Áustria e Coreia do Sul, tendo sido
exibidos aqui no Cinema da Fundação e no Cine Rosa e Silva. Triste constatar que
o cinema brasileiro cada vez menos tem chances de entrar aqui no Top Ten Kinemail...
Fica o registro dos bons tempos em que filmes nacionais apareciam nos nossos Top Ten:
Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), O Céu de Suely (2007) e Jogo de Cena (2008).





01. O QUE RESTA DO TEMPO de Elia Suleiman
02. MOTHER de Bong Joon-ho
03. A FITA BRANCA de Michael Haneke
04. POLÍCIA, ADJETIVO de Corneliu Poromboiu
05. VÍCIO FRENÉTICO de Werner Herzog
06. GUERRA AO TERROR de Kathryn Bigelow
07. NÃO MINHA FILHA, VOCÊ NÃO IRÁ DANÇAR de Christophe Honoré
08. ILHA DO MEDO de Martin Scorsese
09. PRECIOSA de Lee Daniels
10. ZUMBILÂNDIA de Ruben Fleischer

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