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ANO DEZ Edição 487

Elly, Titãs, Quincas, Educação e Animação

> A fita mais interessante da semana é o lançamento Procurando Elly
no Cine Rosa e Silva, um tenso drama iraniano sobre um fim de semana
na praia onde um acidente provoca um desaparecimento misterioso.
Também estreia a comédia nacional Quincas Berro D'Água, baseada
na obra de Jorge Amado, com Paulo José e grande elenco.
AVISO AO CONSUMIDOR: o 3D de Fúria de Titãs é a maior enganação
do ano nos cinemas!! Melhor assistir em 2D, não faz a menor diferença.
Criação e Educação permanecem nas sessões extras dos multiplexes,
que estreiam ainda Deu a Louca nos Bichos e Surpresa em Dobro.

Na Fundaj acontece ainda a Mostra Jean Rouch e começa a maratona
da segunda edição do Festival Animage, com mostra competitiva, oficinas
de animação e seminários, acontecendo também no Centro Cultural Correios.
Para quem ainda não viu, bons filmes recentes do circuitão estão em reprise
no Apolo e Parque: Uma Noite Fora de Série, Zona Verde, Coração Louco
e Como Treinar o Seu Dragão (nada a ver com a campanha de Dilma!)
Assista, opine, participe, comente para fernando@kinemail.com.br

DICAS DE CINÉFILO Filipe Marcena comenta IF... de Lindsay Anderson
com Malcom McDowell, de 1968, em DVD pela Lume Filmes AQUI

LEITOR VIP Para ganhar convites e camisas de Robin Hood,
Surpresa em Dobro
e Deu a Louca nos Bichos, clica AQUI







UM PEQUENO ROMANCE
EUA/FRA | George Roy Hill | 1979



PROCURANDO ELLY
Darbarareye Elly Irã 2009 1h59min
de Asghar Farhadi com Golfishteh Farahani, Taraneh Aliddosti, Shahab Hosseini

por Fernando Vasconcelos

OPINIÃO Uma pena que, depois da moda alternativa dos anos 90, pouca coisa
do cinema iraniano contemporâneo chegue ao Brasil. Uma pena também porque,
pelos vários filmes iranianos que chegaram ao Brasil anos atrás, graças a muitos
prêmios em festivais internacionais, ficou o clichê de que filmes iraniano só
tem criança como protagonista em historinhas poéticas onde quase nada acontece.
Bem, no caso de Procurando Elly, não dá pra aplicar logo esse preconceito.
Esse filme do jovem Asghar Farhadi, 38 anos, recebeu um justo prêmio de melhor
direção no Festival de Berlim 2009, e é muito parecido com filmes ocidentais,
com uma trama de suspense e mistério e personagens urbanos como eu e você.
Apenas o fato de ser iraniano é que o reduz aqui ao universo do mercado restrito
de 'cinema de arte' e torna impossível sua exibição num multiplexes de shopping.
Graças ao Cine Rosa e Silva, temos a oportunidade de assistir Procurando Elly
numa tela de cinema, numa temporada em que os multiplexes estão um verdadeiro
esgoto de lixo industrial ianque. É impressão minha ou a programação geral
está abaixo dos limites mínimos de qualidade? (E ainda vai piorar, pois vem aí
a apavorante temporada de férias, onde são normalmente exibidos os piores
filmes do ano). Tergiversei... Voltando ao que interessa, continuando sobre o filme:

Procurando Elly começa com alegria solar, uma viagem de férias cheia de entusiasmo
de um grupo de amigos adultos que sai de Teerã para passar um fim de semana numa casa
na praia. Junto com os casais e crianças, vão dois solteiros, uma mulher, a protagonista Elly
(Taraneh Alidoosti), professora da filha de um dos casais, e um homem, recém-divorciado
que mora na Alemanha e está visitando amigos no Irã. Logo pensei que essa poderia
ser uma situação típica de classe média brasileira. Quem nunca dividiu uma casa de praia
alugada com um monte de gente em feriadão em Porto de Galinhas, por exemplo?
Mas cinema brasileiro simplesmente não consegue desenvolver um filme como esse...
Pequenas confusões, típicas nesse contexto, começam a acontecer, entre momentos onde
os amigos do divorciado armam todo tipo de situação para que ele e Elly possam
se conhecer melhor. Mais ou menos com meia hora de filme, com a naturalidade
de uma brincadeira de praia, enquanto as crianças brincam na areia e no mar,
um pequeno acidente acontece e o filme sofre uma guinada de clima radical,
ficando tenso, nervoso e incômodo. E, de repente, Elly desaparece. Ela já havia falado
antes que pensava em ir embora. Ninguém sabe exatamente o que aconteceu
e o filme torna-se mais frenético, agoniado, com os personagens, anteriormente
leves, revelando seus sentimentos mais confusos, agressivos e preconceituosos.

Desculpem pelos spoilers, mas o próprio título do filme já antecipa a situação
e, de qualquer forma, muita coisa ainda vai acontecer daqui pra frente.
Embora o filme tenha talvez uma demora desnecessária para resolver a trama
nas suas duas horas de duração, é na parte final que o roteiro mostra as sutis
diferenças da relação entre homens e mulheres naquela cultura. Sem sobrepor
suas intenções como diretor e roteirista, Asghar Farhadi deixa que a história fale
por si, onde as ações e os personagens naturalistas - que chegaram a associar
o filme ao neorrealismo italiano - crescem como subtexto de comentário social
de um país dividido entre a sociedade moderna e a tradição conservadora.
Mas isso são as entrelinhas, Procurando Elly pode ser visto como uma crônica
atual sobre pessoas de verdade que, graças a um roteiro e direção de atores
excelente, desenvolve-se como um suspense próximo do formato narrativo ocidental.
S ó não espere um final com tudo explicadinho tim-tim por tim-tim. Procurando
Elly
é bom cinema, onde histórias são contadas, mas deixam janelas em aberto.
Visto em 06/12/2009 como convidado da Expectativa Fundaj 2010
Mande sua opinião para
fernando@kinemail.com.br


FÚRIA DE TITÃS 3D
Clash of the Titans EUA 2010 1h46min
de Louis Leterrier com Sam Worthington, Ralph Fiennes, Alexa Davalos, Liam Neeson

por Filipe Marcena

OPINIÃO Geralmente, quando considero um filme muito ruim, acho fácil escrever
um texto explicando o motivo do meu desagrado. Nesses casos, as falhas e as más
intenções da fita saltam à vista, então organizar todos os fatores que me levaram
a rejeitá-la e estruturá-las num texto é uma tarefa prazerosa, quase uma expiação.
No caso de filmes que gosto é a mesma coisa, sendo a escritura do texto uma experiência
de evocação e troca, e não de purgação. Mas em se tratando de Fúria de Titãs,
remake
da aventura homônima de 1981 - um clássico da Sessão da Tarde - escrever
não é fácil, e tampouco é difícil. O filme é absolutamente ruim em todos os sentidos,
mas não há nada de especialmente ruim nele a ponto de chamar minha atenção. Sua
ruindade é homogênea, e nem nesse âmbito consegue furar a barreira da mediocridade.

O enredo, em miúdos: Zeus (Liam Neeson) teve um caso com a humana Danae, filha
do rei de Argos, e assim nasceu Perseus (Sam Worthigton). Órfão, o jovem é adotado
pelo pescador Spyros (Pete Postlethwaite). Um dia a guerra entre humanos e deuses
começa, e sobra pra Perseus ir atrás da cabeça da Medusa para poder lutar contra
a temida criatura Kraken, que Zeus vai soltar em cima do pessoal. Por uma hora
e quarenta minutos testemunhamos a saga de Perseus e companhia até que a batalha
final se suceda. É óbvio que o final é exatamente o que você espera desde os primeiros
minutos de projeção. Posso escrever o quanto o roteiro é imbecil, mal feito e entupido
de diálogos risíveis, falar de como os efeitos especiais são pobres demais para um filme
tão caro (pobre mestre Ray Harryhousen...), de como a direção de arte e cenários do filme
parecem ter saído de um clipe da Lady Gaga e os figurinos copiados dos Cavaleiros do Zodíaco,
de como os atores estão claramente em busca de um gordo cheque, ou de como as tão esperadas
cenas de ação são frustrantes e emperradas, mas esses comentários, assim como o filme,
não passam de lugar comum. Até os erros da Hollywood contemporânea são totalmente
previsíveis. Foi assim em Alice no País das Maravilhas, em Homem de Ferro 2, em Robin Hood,
agora nesse e em breve será em Príncipe da Pérsia (esse é produção de Jerry Bruckheimer,
não tem por onde!). Não dá mais nem pra se empolgar pra esculhambar o filme. Tédio.

Louis Leterrier, diretor do péssimo O Incrível Hulk, tentativa de reerguer a franquia depois do relativo
fracasso comercial do muito melhor Hulk dirigido por Ang Lee, mostra como ele não tem o menor
tato para construir o tempo de uma cena, nem mesmo as de ação. Não há ritmo, não há tensão,
só uma sucessão de acontecimentos previsíveis toscamente filmados. Sam Worthington é oficialmente
o astro mais sem sal de Hollywood, demonstrando carisma zero assim como em Avatar, e só deve
ter se destacado em O Exterminador do Futuro 4 porque Christian Bale conseguiu ser ainda mais
esquecível. Ele é incapaz de causar qualquer empatia. E já que nem filme nem personagens tem algo
a dizer, sobra o valor de entretenimento de Fúria de Titãs. Bom, então não sobra nada, já que
o investimento pesado em CGI na construção de criaturas e sets digitais e numa atrapalhada
mudança de última hora para o formato 3D (nada como ganhar uns trocados fáceis a mais) não
conseguem tornar o filme nem ligeiramente divertido. Como o filme não foi pensado para a terceira
dimensão, os óculos funcionam apenas como enfeite, já que não há uma tomada sequer em que
o 3D cause impacto, a única coisa realmente em 3D são as legendas. E o tal do Kraken, única e exclusiva
motivação para se aturar esse desastre até o fim, só não é brochante porque jamais houve excitação alguma.
E pra você, leitor já cansado de tanta tralha nos cinemas, fica a dica: pense bem antes gastar
seus suados R$ 20 para assistir à essa fita. Você pagará pra botar um óculos na cara para nada.
Visto em 18/05 como convidado da UCI Cinemas
| Warner Bros.
Mande sua opinião para
filipeap1988@hotmail.com


QUINCAS BERRO D'ÁGUA
Brasil 2010 1h44min
de Sergio Machado com Paulo José, Irandhir Santos, Marieta Severo, Mariana Ximenes

> Sinopse: Rei dos botecos, bordéis e gafieiras da Bahia, o ex-funcionário público
Quincas Berro D ’Água é encontrado morto em sua cama. Inconformados com
sua morte, seus melhores amigos roubam o corpo e o levam para uma última
noite regada a festa e muita bebida. Em meio a mil confusões, Quincas 'vive'
a sua segunda e definitiva morte, desta vez como sempre sonhou.

Adaptação da obra de Jorge Amado, Quincas Berro D ’Água tem grande elenco,
incluido os pernambucanos Irandhir Santos e Germano Haiut, em uma comédia
fantástica e espirituosa dirigida pelo baiano Sergio Machado, de Cidade Baixa.


EDUCAÇÃO
An Education Inglaterra 2009 1h40min
de Lone Scherfig com Carey Mulligan, Peter Sarsgaard, Alfred Molina, Rosamund Pike

por Filipe Marcena

OPINIÃO A estudiosa Jenny está na flor de seus precoces 17 anos. Enquanto passeia
e frequenta a escola com as amigas na Inglaterra dos anos 50, encontra dificuldade
em se relacionar com os rapazes de sua idade. Num dia chuvoso ela conhece David,
homem quase vinte anos mais velho que ela. Nasce um interesse recíproco, e o flerte
logo se torna algo mais sério quando David apresenta a Jenny um universo de festas,
restaurantes, artes e alta cultura que sempre alimentaram os sonhos da garota.
Mas abandonar a vida acadêmica almejada pelos seus pais e professores
em troca do romance será um dilema mais sério do que Jenny imaginou.

Educação é baseado nas memórias da jornalista britânica Lynn Barber, adaptado
pelo celebrado Nick Hornby, autor de Um Grande Garoto e Alta Fidelidade e aqui em
seu segundo roteiro (o primeiro foi adaptação de sua obra Febre de Bola em 1997).
Filmado com elegância pela dinamarquesa Lone Scherfig, Educação foi muito bem
recebido na última temporada de premiações, recebendo 8 indicações ao BAFTA e mais
3 ao Oscar, incluindo melhor filme nos dois eventos. Não era pra menos, o filme segue
à risca a cartilha que agrada aos acadêmicos (quem são eles mesmo?). Tudo é muito
correto quanto à técnica, e os atores tem bastante espaço para explorar seus personagens,
todos de presença marcante. Excepcional mesmo é a adorável Carey Mulligan como
Jenny, a inglesinha arranca suspiros com seu carisma e rouba todas as cenas em que
aparece, mesmo ao lado de atores como Alfred Molina. Rasgar seda pra ela parece nunca
ser demais. Boa parte do interesse que o filme causa do espectador deve-se a ela,
especialmente quando no terço final os caminhos ficam um pouco tortuosos.

Nas entrelinhas da trama principal, Educação derrapa ao não abordar questões antes postas
à mesa ou que mereciam maior atenção. Existe um etnocentrismo indulgente estranho,
especialmente quanto a David, personagem judeu interpretado por Peter Sarsgaard.
O preconceito de terceiros é rebatido com veemência por Jenny, mas no final o filme
parece tomar a posição dos racistas, devido à exagerada reviravolta. O mesmo acontece
com as idéias da garota, que opta por um estilo de vida livre de preocupações ao lado
de David e longe da escola, mas é traída pelo roteiro que noveliza os minutos finais da trama,
como se tentasse dar uma lição de moral simplista nela e em quem assiste. Longe de mim
crucificar um filme que pede para a juventude valorizar a educação, mas não precisava apelar
pro melodrama fácil. Ainda assim Educação é um filme bem humorado e delicioso para os olhos
e ouvidos, e conta com uma performance inesquecível de Mulligan. Só por ela o filme já vale.
Visto em 10/05 como convidado da UCI Cinemas
Mande sua opinião para filipeap1988@hotmail.com


DEU A LOUCA NOS BICHOS
Furry Vengeance EUA 2010 1h32min
de Roger Kumble com Brendan Fraser, Brooke Shields, Ken Jeong

> Sinopse: Depois de se mudar com sua família de Chicago para a floresta
de Oregon para supervisionar o trabalho de construção de uma casa ecologicamente
correta, Dan Sanders (Brendan Fraser) pensa que seu maior problema é lidar com
a fobia pela natureza de seu filho adolescente. Ou aguentar seu exigente chefe.
Mas quando sua atividade exige destruir o habitat local dos animais que ali vivem,
ele entra na lista negra dos bichos e está para descobrir quanta confusão um bando
de criaturas da floresta pode causar. Eles sabotam o trabalho de Dan, colocando sua
carreira em risco e iniciando uma divertida batalha entre homem contra a natureza.


SURPRESA EM DOBRO
Old Dogs EUA 2009 1h28min
de Walt Becker com Robin Williams, John Travolta, Kelly Preston, Seth Green

> Sinopse: Dois grandes amigos − um divorciado sem sorte no amor (Robin Williams)
e um solteiro divertido (John Travolta) − têm a vida virada de cabeça para baixo quando
ficam responsáveis por cuidar de gêmeos de sete anos, logo quando estão prestes
a realizar o maior negócio de suas vidas. Os dois, que não entendem nada de criança,
esforçam-se para cuidar dos gêmeos, o que resulta em uma confusão atrás da outra
e uma nova descoberta e compreensão do que é realmente importante na vida.

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Festival Animage


> Acontece dessa sexta 21 até quinta 27 de maio, a segunda edição do Festival
Internacional de Cinema de Animação de Pernambuco
, com mostra
competitiva no Cinema da Fundação e no Centro Cultural Correios, além
de oficinas de animação e seminários acontecendo na Faculdade Aeso
e no Centro Cultural Correios e exibições de filmes ao ar livre no Parque 13 de Maio
e no Morro da Conceição. O cinema de animação do mundo inteiro estará em toda
parte do Recife essa semana com ENTRADA FRANCA para todas as sessões.
A jornada começa hoje no Cinema da Fundação, a partir de 17h30, com destaque
para o longa australiano Mary & Max, às 20h30, com reprises durante a semana.
Confira programação completa em www.animagefestival.com

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Cineclube Dissenso


WE ARE THE LAMBETH BOYS
Grã-Bretanha 1958 53min
documentário de Karel Reisz narrado por Jon Rollason
CINEMA DA FUNDAJ | Sábado, 14h ENTRADA FRANCA

> Sinopse: Karel Reisz foi, ao lado de cineastas como Lindsay Anderson
(IF... no DICAS DE CINÉFILO), Tony Richardson e outros, um dos líderes
do movimento do novo cinema inglês da década de 60. Seu segundo filme,
o documentário We Are The Lambeth Boys, produzido para a TV britânica
em 1958 foi uma das primeiras experiências de filmagem fora de estúdios,
captando som natural. O filme é sobre um grupo de estudantes de classe
média operária que se reunem num clube londrino, com imagens que captam
com naturalidade e energia toda a vibração da juventude, especialmente
em cenas onde os rapazes dançam e também com urgência e inspiração
em close-up expressivos de rostos. Sem entrevistas, os rapazes sequer
olham diretamente para a câmera, mas Reisz captura suas personalidades
e sentimentos, apenas com a força das imagens cheias de vida.

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As Melhores Coisas do Mundo

Adorei sua crítica de As Melhores Coisas do Mundo em dez 'twittes'.
Eu concordo: apesar de lindo, Fiuk é realmente uma tragédia em cena.
Ele conseguiu dar uma carga maior de estereótipo ao personagem do que precisava
e ainda parece ser bem mais velho do que ele - total fora de encaixe.
Paulo Vilhena também não convence naquele papel e Denise Fraga ficou
muito aquém, atuação bem morna. Fui ver o filme já sem esperar muito
por conta dos comentários gerais, e apesar dessas coisas, até achei legal.
Agora, sobre os prêmios no Cine-PE e algumas críticas elogiosas, você
não acha que há uma tendência de a crítica ter critérios diferentes quando
se trata de filme brasileiro? Eu penso que a galera é mais condescendente
com os erros, faz mais vista grossa, baseada naquela vontade de que o cinema
brasileiro dê certo. Coisa que eu entendo, mas não acho nada bom,
acabamos avaliando os nossos filmes nivelando por baixo.
Márcia Lira | marcialira@gmail.com

A Hora do Pesadelo

A história do remake de A Hora do Pesadelo é praticamente igual a outras
de Freddy, na qual um grupo de jovens vão sendo sistematicamente mortos
em seus sonhos por Freddy Krueger. As vítimas não são escolhidas aleatoriamente,
tendo elas uma ligação misteriosa no passado. Em muitas cenas do filme novo
falta imaginação e não existem muitos raciocínios criativos. O filme esquece-se
de colocar qualquer sinal de inteligência ou carisma nas potenciais vítimas
de Freddy. Piadinhas sem graça durante o filme foi a faca nas costas que
precisava para nunca mais ir ao cinema assistir o Freddy. Nesse caso,
concordo com a frase: 'O original é mil vezes melhor que o pirata'.
Esse remake de A Hora do Pesadelo não está com nada.
Tania Maria | tania.mra@hotmail.com

Traição, Mundo e Fúria

O Preço da Traição é um bom filme, no começo parece ser mais um filme
com o mesmo roteiro de sempre mas, ao desenrolar da história, irá lhe
surpreender cada vez mais. Gostei e recomendo.
As Melhores Coisas do Mundo é um filme brasileiro que eu não me arrependi
de ter visto e que verei novamente diversas vezes e que traz realmente
as coisas boas, divertidas, ingênuas da vida. Conhecer e descobrir a fase
adulta da vida é algo que acontece apenas uma vez e o filme retrata muito bem
isso, como é o que realmente acontece com os adolescentes! Adorei.
Fúria de Titãs é Um filme sem graça e que não traz a ação esperada.
O filme em 3D ou em 2D não faz diferença alguma. Se você assistir em 3D,
pode ter certeza que o 3D que você vai ver é apenas a legenda do filme,
caso ele seja legendado, porque se você for ver dublado, melhor assistir
em 2D, não gaste seu dinheiro a toa. E o filme, para ser sincero, é bem chatinho!
Hittalo Rodrigues | hittalo.rodrigues@hotmail.com

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