

Kinemeiete de Agosto





ANO DEZ Edição 496
Predadores, Tarantino, Allen e Kinemail 10 Anos!
> Não viu ainda À Prova de Morte?!? O melhor filme de 2007 no Kinemail
estreia somente no multiplex Recife. Sabe aqueles raros filmes que merecem
ser vistos no CINEMA? Pois é. Temos mais pré-estreias para a linda animação
de Hayao Miyazaki, Ponyo, somente no BOX Guararapes. Predadores
tem Adrien Brody e Alice Braga em boa diversão B.
E o cinema brasileiro
lança seu blockbuster global de férias O Bem Amado nos multiplexes.
O Cinema São Luiz
apresenta programação diversificada de qualidade
com Tudo Pode Dar Certo de Woody Allen em cartaz, Sessões Cinemateca
para Um Dia Muito Especial, joia do italiano Ettore Scola, sessão gratuita
para Cinema, Aspirinas e Urubus, um dos melhores filmes nacionais
dos últimos anos, e sessões infantis aos domingos. O filme de Woody Allen
também segue em cartaz na Fundaj, com sucesso fenomenal de público,
sessões lotadas.
O documentário No Meio do Mundo e a animação
Mary & Max permanecem na Fundaj. O Segredo dos Seus Olhos
também segue em cartaz com grande sucesso
no Cine Rosa e Silva.
Assista, opine, participe, comente para fernando@kinemail.com.br
DICAS DE CINÉFILO Filipe Marcena comenta O Serviço de Entregas
da Kiki, animação do japonês Hayao Miyazaki, de Ponyo. Leia AQUI
LEITOR VIP Convites e camisas O Bem Amado e Encontro Explosivo AQUI


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UM PEQUENO ROMANCE
EUA/FRA | George Roy Hill | 1979
À PROVA DE MORTE ![]()
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Grindhouse: Death Proof EUA 2007 1h54min
de Quentin Tarantino com Kurt Russell, Rosario Dawson,
Rose McGowan, Eli Roth
MULTIPLEX RECIFE | 19h15, 21h40 e 00h05*
* sessão saideira, somente sexta e sábado
por Fernando Vasconcelos
OPINIÃO Ohmygod! Revendo mais uma vez À Prova de Morte, tenho a certeza que
é mesmo o melhor filme de 2007, encabeçando nosso Top Ten Kinemail e, ao contrário
da fala final de Brad Pitt em Bastardos Inglórios (- Acho
que esta será minha obra-prima!),
tenho a impressão que a obra máxima, essencial e definitiva de Quentin Tarantino,
quando seu cinema for estudado por acadêmicos e teóricos de cinema no futuro,
será mesmo À Prova de Morte.
Eu adoro cada longa-metragem dele (Cães de Aluguel,
Jackie Brown, Kill Bill e Bastardos Inglórios), mas há algo aqui de particularmente
autoral, visceralmente apaixonado pela essência do que é fazer cinema, que torna
À Prova de Morte, apesar da aparência de brincadeira de cinéfilo, em algo poderoso,
grandioso, como um ataque aos sentidos, como uma experiência cinematográfica.
Depois do fracasso comercial da proposta de exibir dois filmes juntos, como o projeto
Grindhouse, tentando mimetizar a experiência da sessão dupla de filmes desprezados
pela alta cultura mas eletrizante diversão para os moleques cinéfilos dos anos 70,
o lançamento
internacional separa Planeta Terror de À Prova de Morte. Fica evidente que o filme
de Robert Rodriguez
vira poeira diante do filme de Tarantino. Além, muito além, de cinema
de citação e referência pop (e não se engane, temos aqui uma enciclopédia de referências
a outros filmes, inclusive os do próprio Tarantino), ele atinge um nirvana completo
de comunhão entre espectadores e imagens e sons projetados numa tela de cinema,
com um roteiro mínimo (Resumo: homem persegue e assassina garotas, novas garotas
são perseguidas e prometem vingança mortal), Tarantino ataca com cinema em seu
estado bruto: imagens em movimento, sons e diálogos hipnotizantes, diversão, humor,
sexo e violência naquele formato inconfundível que só e somente Tarantino sabe fazer.
À Prova de Morte não tem a pretensão épica de Kill Bill nem o status de filme
indicado a uma penca de Oscar como Bastardos Inglórios. Jamais os integrantes
caquéticos da Academia de Hollywood reconheceriam aqui 'grande cinema', mas
Tarantino e os fiéis que seguem a sua igreja sabem o quanto os obscuros
filmes B realizados nos anos 70, feitos com pouco dinheiro, muito tesão
e um chute na bunda do 'cinema intelectual' são essenciais para se entender
essa arte de cultura de massa conhecida como Cinema. E, para quem ainda não
sabe, À Prova de Morte é recheado de defeitos propositais de montagem, riscos
no celulóide e outras traquinagens cinéfilas que ganham nova dimensão agora
que o filme é lançado nos nossos cinemas realmente como um 'filme velho',
de três anos atrás. Seria Top Ten 2010 certo, se já não estivesse no Top Ten 2007.
Visto em outubro de 2007 como convidado da Mostra SP de Cinema
Revisto em dezembro de 2007 como convidado da Expectativa Fundaj
Revisto em 16/07 e 23/07 como convidado da UCI Cinemas
Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br
PREDADORES ![]()
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Predators EUA 2010 1h47min
de Nimrod Antal com Adrien Brody, Alice Braga, Topher Grace, Laurence Fishburne
por Fernando Vasconcelos
OPINIÃO Para uma franquia que já havia sido avacalhada com os dois
Alien X Predador, é uma boa surpresa que Predadores seja uma divertida
sessão de filme B à altura do filme original, Predador, realizado no auge
dos anos 80, estrelado pelo atual governador Arnold Schwarzenegger.
Com uma ótima sequência inicial que já gerou a piadinha de que temos 'um astro
de Hollywood em queda' literalmente, o oscarizado (e ator do primeiro time)
Adrien Brody despenca dos céus tentando abrir um paraquedas e cai numa
selva fechada. Assim como ele, mais um punhado de personagens clichês
(temos o oriental, o negro, o latino, a mulher, o médico, o russo etc.)
também caem no mesmo local. Qualquer semelhança com o início do seriado
LOST não é mera coincidência, pois Predadores está aqui para zerar a
franquia e começar tudo de novo para os espectadores contemporâneos.
E nossos protagonistas são todos, com exceção do médico, militares
ou assassinos de alta periculosidade. Adrien Brody torna-se o líder
do grupo rapidamente, com consciência e humildade de quem sabe que está
num filme genuinamente B, apesar do elenco caro, que ainda inclui Topher
Grace, Danny 'Machete' Trejo e participação de Laurence Fishburne.
Eles logo descobrem que não estão no cafona planeta azul Pandora
de James Cameron, mas sim no planeta dos predadores de dreadlocks
e fuça 'vagina dentada' que estiveram aqui no planeta Terra nos anos 80.
Por que? Pra que? Sem perder muito tempo com explicações, sabemos
apenas que eles estão sendo testados, em alguma espécie de experimento
militar secreto, para enfrentar os malignos seres predadores, e é cada
um por si. Apesar de uma queda de ritmo rumo ao final, a ação funciona,
não há exageros de efeitos especiais CGI e nem aquela histeria e barulho
excessivo do seu blockbuster de férias de sempre. O diretor Nimrod Antal,
numa produção da TroubleMaker (de Robert Rodriguez) leva o filme com
mão segura, montagem correta, sem ritmo de videoclipe, e, reparem, uma
excelente trilha sonora, que remete aos filmes B e seriados dos anos
60 e 70. Alice Braga garante de vez sua carreira no cinema hollywoodiano,
como segunda protagonista do grupo, falando um inglês ainda forçado
(mas que funciona, pois sua personagem não é uma ianque). E o magricela
homem-nariz Adrien Brody vestiu a camisa (ou melhor dizendo, tirou), exibindo
o muque e barriga tanquinho como novo e improvável herói de filmes de ação.
O filme teve orçamento modesto pro gênero e vai bem nas bilheterias.
Tudo indica que teremos continuação, e o final já deixa tudo pronto pra isso.
Visto em 21/07 como convidado da UCI Cinemas | Fox Filmes
Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br
O BEM AMADO ![]()
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Brasil 2010 1h50min
de Guel Arraes com Marco Nanini, Matheus Nachtergaele, Andrea Beltrão, Maria Flor
por Filipe Marcena
OPINIÃO A Globo Filmes finalmente decidiu investir nas adaptações cinematográficas
de suas populares novelas. Até que demoraram a perceber o filão que pode sair
dessa história. Fica o aviso: esperem por uma tonelada de versões de novelas para
os próximos anos. Guel Arraes, dos bem sucedidos O Auto da Compadecida e Lisbela
e o Prisioneiro e do pouco visto Romance, traz O Bem Amado para as telonas, novela
escrita por Dias Gomes (adaptado de sua peça Odorico, o Bem-Amado ou Os Mistérios
do Amor e da Morte) e que foi a primeira a ser produzida em cores no Brasil.
Fez muito sucesso em 1973/74 e tinha como protagonista Paulo Gracindo como Odorico
Paraguaçu, o corrupto e canalha prefeito da fictícia Sucupira, cuja principal meta política
era inaugurar o cemitério local. Na versão do cinema o enredo é o mesmo, assim como
os personagens. A principal mudança é a adição do estilo frenético de fazer cinema
de Arraes, que comprime toda uma novela em intermináveis 1h50min.
Não seria melhor lançar a novela original em DVD?
Agora estrelado pelo competente Marco Nanini, O Bem Amado esforça-se em
resumir a história de maneira coerente num curto tempo. Bom, até que a história
ficou bem clara, mas a sensação é a de que assistimos a um longuíssimo trailer.
Arraes não deixa cena alguma respirar, muito menos os espectadores. É diálogo
em cima de diálogo, ação atrás de ação. Nada difícil de acompanhar, mas, novamente,
não dá tempo para se empolgar com nada. Os atores são os mais prejudicados:
Matheus Nachtergaele (Dirceu Borboleta), Andréa Beltrão, Zezé Polessa e Drica
Moraes (as irmãs Cajazeira) têm de se contentar em dar berros estridentes
de supetão, já que os momentos de ligeira sobriedade devem estar no chão
da sala de montagem. José Wilker (Zeca Diabo) aparece com uma bizarra dublagem,
que eu torço para ter soado falsa propositalmente, enquanto Tonico Pereira (Vladimir)
faz a mesma persona que ele se acostumou a interpretar em A Grande Família.
Caio Blat (Neco Pedreira) traz um pouco de sanidade à confusão de excessos do filme,
e seu par romântico Maria Flor (Violeta), se basicamente refaz tudo o que Débora Falabella
fez como Lisbela, refaz com incrível beleza e sensualidade. A trilha pop constrangedora
(Mallu Magalhães?) é over como nas telenovelas atuais, nem sei se isso é algo negativo
ou positivo, em se tratando de uma adaptação de novela. E, se pra mim, que não
conhecia a boa história de Odorico Paraguaçu, o filme já me pareceu cansado
na primeira meia hora, imagina para quem já viu a novela! Como a Rede Globo
possui a mágica da propaganda massiva em horário nobre, O Bem Amado
deverá acabar por ser o sucesso nacional da temporada nos cinemas.
Visto em abril de 2010 como convidado do CinePE
Mande sua opinião para filipeap1988@hotmail.com
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Sessões extras
CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS ![]()
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Brasil 2005 1h39min
de Marcelo Gomes com João Miguel, Peter Ketnath, Hermila Guedes
SESSÃO CINECABEÇA | CINEMA SÃO LUIZ | sábado 24, 14h ENTRADA FRANCA
>A Federação Pernambucana de Cineclubes – FEPEC – traz para a sessão CineCabeça
deste sábado 24 o longa-metragem pernambucano Cinema, Aspirinas e Urubus,
de Marcelo Gomes. Um dos melhores filmes do cinema brasileiro contemporâneo,
recebeu vários prêmios nacionais e internacionais e está no Top Ten Kinemail 2005.
Após a exibição haverá um bate papo com o produtor João Vieira Jr. e convidados.
Mais informações em www.fepec.blogspot.com
Sinopse: 1942. No meio do sertão nordestino, dois homens se encontram:
Johann, um alemão que fugiu da Guerra, e Ranulpho, um brasileiro que quer escapar
da seca que assola a região. Viajando de povoado em povoado, eles exibem filmes
para pessoas para vender um remédio milagroso, A Aspirina. Continuando a cruzar
as estradas empoeiradas de um sertão arcaico, eles buscam novos horizontes
em suas vidas. Nesta jornada, os dois aprendem a respeitar as diferenças
e surge entre eles uma amizade incomum, que marcará suas vidas para sempre.
TURMA DA MÔNICA EM UMA AVENTURA NO TEMPO
Brasil 2007 1h20min
animação dirigida por Maurício de Souza
CINEMA SÃO LUIZ | SESSÃO INFANTIL | domingo 25, 10h e 14h
R$ 4,00 e 2,00 (estudante)
OLHARES SOBRE O OLHAR
CINECLUBE DISSENSO | CINEMA DA FUNDAJ | sexta 23 e sábado 24, 14h ENTRADA FRANCA
> O Cineclube Dissenso encerra a Mostra Olhares Sobre o Olhar com
dois filmes e debate na sala João Cardoso Ayres, logo após as sessões:
1. ONDE JAZ O TEU SORRISO?
Portugal/França 2001 1h44min
Sexta 23, 14h
Filmando Jean-Marie Straub e Danièle Huillet durante a montagem de Sicília!,
Pedro Costa consegue a proeza invulgar de expor o trabalho cinematográfico
como um real confronto com uma matéria tecida de imagens e sons. Feito
numa óbvia e tocante cumplicidade com o casal, este documentário saudavelmente
atípico é também um caso emblemático de utilização do video digital. 104 min.
2. SESSÃO SURPRESA
2h13min
Sábado 24, 14h
Numa sessão onde o público só conhece o filme na hora, as câmeras interrogam
qual o futuro do cinema, enquanto olhares e vozes do mundo inteiro se dividem
entre inquietação, desamparo, fé, desmitificação, finitude, necessidade
de filmar. Eis que tudo se concentra no humano.
THE BIG FOUR
4h00min
MULTIPLEX RECIFE | sexta 23 e sábado 24, 23h
> O multiplex Recife exibe o show The Big Four, apresentação histórica das bandas
Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax – o chamado G4. O concerto, com quatro
horas de duração, será exibido na sala digital e terá intervalo de 15 minutos.
Os ingressos custam R$ 40,oo (inteira) e R$ 20,oo (estudante).
O show foi exibido ao vivo pela UCI em São Paulo e Rio de Janeiro e agora chega
aos fãs de trash metal do Recife, do show filmado no Sonisphere Festival, na cidade
de Sofia, na Bulgária. Os fãs poderão curtir músicas clássicas e mais recentes
do repertório das quatro bandas. O show conta com bis final do Metallica e os
integrantes das outras bandas, que juntos tocam Am I Evil?, do Diamond Head.
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Correspondente Estrangeiro: Eclipse
por Helder Faria, de Portugal
Após sete meses da estreia de Lua Nova (2009), vemos mais uma vez
a ansiedade crescer por mais uma chegada, agora do terceiro capítulo,
daquele que é considerado por muitos a saga do momento. Agora pergunto-me
‘Sete Meses? Sete meses depois e mais uma sequela? Já sentem saudades?’
mas claro, isto do cinema Hollywoodesco tem muito pouco que se lhe diga.
Aliás devo confessar que aquando da chegada de Lua Nova me disseram
que alguns meses depois sairia Eclipse fiquei em estado de deprimência,
como se o cinema fosse uma arte comandada pelos espectadores, e afinal
os ‘artistas’, aqueles que na realidade o fazem, fossem os seus trabalhadores.
‘Ora lançam rapidamente a sequela, ou daqui a um ano pode já ser tarde demais’…
Mas a verdade é que actualmente é necessário haver estas pequenas coisas para
assegurar a sobrevivência do cinema, ou aqui sim, pode já ser tarde demais.
Falando agora do filme em si, todos nós sabemos que aquilo que deveria ser
uma história exuberante e fantástica, recheada de momentos de acção exuberantes,
acaba por ser principalmente uma história sobre um trio amoroso, Bella (Kristen
Stewart), Edward (Robert Pattinson) e Jacob (Taylor Lautner), em que a personagem
feminina, e pedindo já desculpas a toda legião de fãs por se tratar na minha
opinião de uma das piores personagens a passar no grande ecrã, totalmente ‘sem-sal’,
dividida entre estes duas personagens fantásticas (fantásticas referindo-me ao género
fantasia, claro). Basicamente todo o filme centra-se na criação de um exército
de recém-nascidos comandada por Riley (Xavier Samuel) a mando da Victoria
(Bryce Dallas Howard), que procura vingança pela morte do seu namorado James
(Cam Gigandet), aquele derrotado por Edward no primeiro capitulo da saga.
Apesar da suposta monstruosidade da história, devo confessar que o filme continua
com uma ordem de 70% romance e conflitos amorosos, e 25% de pura acção,
e um restante de 5% desnecessários ao ambiente fílmico. Mas em relação ao segundo
capítulo, Eclipse consegue evitar os diálogos exagerados, os dramas em excesso,
e todo aquele histerismo à volta de Bella, sendo que, neste filme, a sua indecisão
amorosa é ainda mais retratada, caindo mesmo um pouco no ridículo, nada que não
viesse suster a má personalidade e carácter ficcional da personagem interpretada
por Kristen Stewart. Uma vez que estamos a falar das personagens em si, devo dizer
que também se sente uma melhoria nas actuações dos actores, posso até mesmo
dizer que Robert Pattinson revelou ser na minha modesta opinião um actor capaz
de representar varias situações, fazendo por vezes um equilíbrio perfeito na relação
actor/personagem, suficientes para nos transmitir emoções sinceras em determinadas
cenas. Mas se por um lado o filme adquiriu positivismos, por outro continuo a não
perceber o tanto alarido que se gere à volta desta saga. A história continua demasiado
superficial, sem capacidades de inovar quer em termos técnicos quer em termos
de argumento, e sendo assim em nada nos consegue surpreender, e ao final destes
120 minutos, olhamos para trás e vemos que no final de contas esta sequela apenas
serviu para matar a personagem que ainda acrescentava alguma acção à saga, e para
transformar o vampiro Edward num pequeno ‘corno-manso’. Bem melhor que o Lua Nova,
Eclipse não consegue atingir o nível do primeiro capítulo, e eu, ainda com esperanças
de que algum filme possa ter umas verdadeiras doses de acção, começo a achar que
é uma quase perda de tempo ver isto, ainda por cima, num último capítulo dividido
em duas partes… Mas bem, como sempre, há que ver para criticar.
P.S. Tenho ouvido rumores de que possíveis realizadores para o último capítulo possam
ser Sofia Coppola ou até mesmo Gus Van Sant. Por favor, já chega desta saga menosprezar
a sétima arte, não manchem o fantástico currículo destes realizadores.
Helder Faria | helderfaria_1@hotmail.com
O Bem Amado
Meus amados e idolatrados Leitores do Kinemail! Meu povo e minha
pova!! Estou aqui mais uma vez, com a cara enxaguada, suorenta
e com a prioritária razão de afirmar que o filme O Bem Amado
encantou-me diante de vossas particulares e incontestes personalidades
e dizer que qualquer pessoa pode usar de entretantos difamatórios
e calunientes para tentar sucumbir esse fantástico e fabuloso filme
de Guel Arraes que encanta a todos por onde passa. E digo mais,
a minha honestidade revestida do mais puro desejo de que vocês,
leitores do Kinemail, assistam esse glorioso filme que será a
próxima avalanche dos cinemas, vencendo os opositores Eclipse e Shrek
e qualquer outro que se colocar no caminho dele. Tenho fé e a certeza
que vocês também irão gostar do filme e aplaudi-lo de pé!
Hittalo Rodrigues | hittalo.rodrigues@hotmail.com
Deixa eu ver se eu entendi direito:
Você está sendo irônico e cínico como Odorico Paraguaçu? Eh eh
Dica do leitor: A Rosa Púrpura do Cairo
por Pedro Henrique
É difícil no mundo atual, alguém que não tenha visto um filme
ou pelo menos ter ouvido falar em Woody Allen. Aquele sujeito
baixinho, de cabelos alaranjados com grossos óculos pretos...
que quase sempre atua em seus próprios filmes, fazendo seu alter-ego.
Um sujeito cínico, hipocondríaco e mais emotivo do que emocional.
Mas acima de tudo, um romântico assumido. Por isso mesmo, gerou
A Rosa Púrpura do Cairo (The Purple Rose of Cairo, EUA, 1985) que,
na minha opinião, ao lado de Cantando na Chuva e Cinema Paradiso,
é uma das mais belas e autêntica declaração de amor ao cinema.
O filme recebeu uma indicação ao Oscar de melhor roteiro e logo caiu
no gosto popular, por falar da paixão entre fãs de cinema para com
os filmes projetados na telona. Pois o que vai se desenrolar na trama
é a paixão do protagonista de um filme por uma espectadora, que pula
da tela para conhecê-la. Cecília (Mia Farrow, esposa de Allen na época),
é uma garçonete da Nova Jersey dos anos 30. Uma mulher de vida monótona,
infeliz no seu casamento com o bruto Monk (Danny Aiello). Cecília passa
os dias sonhando acordada no trabalho, com os filmes que viu no cinema
de bairro e vez por outra apanha do marido. Sua fuga para essa dura
realidade é o próprio cinema em si. Algo que na realidade não é muito
diferente. Pois, quantas vezes não nos escondemos naquela sala escura
para usarmos como uma válvula de escape dos problemas diários?
Cecília é apaixonada por filmes de amor, algo na qual ela sonha em ver
na realidade, um romantismo lírico como o dos filmes de sua época.
E é isso que vai acontecer com Cecília e o fugido explorador do filme,
Tom Baxter (Jeff Daniels). A Rosa Púrpura do Cairo funciona mais do que
uma comédia, é uma fábula maravilhosa, algo como um conto de fadas
de Hollywood. O que ajuda a tudo isso é que Woody Allen foge daqueles
temas mais intelectuais de suas tramas, fazendo o filme deslizar com
leveza diante dos nossos olhos, tornado-o num passatempo para todos
aqueles que gostam de comédias e principalmente, aos fãs da sétima arte.
Filme que enche a boca de sorriso, os olhos de lágrimas e o coração de esperança.
Pedro Henrique | phmmts@hotmail.com
Festa Kinemail 10 Anos
> E festejamos pra valer, no sábado 17, os 10 ANOS do Kinemail
no N.A.V.E. www.e-nave.com.br A farra começou às 22h e foi até
clarear o dia. Vejam abaixo um registro do que rolou na noitada:
Nossa produtora Ingrid Santos conversa com amiga, no telão Peter Sellers em Um Convidado Bem
Trapalhão (The Party, 1968). Todos dançam e o DJ convidado André Balaio diz para o colega
qual será a próxima música. Filipe Marcena assiste clipes dos Beastie Boys no telão do N.AV.E.
AGRADECIMENTOS ESPECIAIS
Flávio e Isa do N.A.V.E., que promoveram um aloprado sorteio de cervejas e uísques grátis no final
da festa; Leandro Guimarães e Felipe 'DJ Original Copy' Machado, que cederam o projetor
de vídeo; Bruno Lins, que trouxe champagne (!) para celebrar; André Balaio pelo reforço especial
no rodízio de DJs; as fotos clicadas por Aurélio Velho; os nossos produtores Ingrid Santos
e Felipe André, que garantiram a iluminação e decoração, além de discotecarem
como DJs Brazylina & Marker; Espaço/Z, Buena Vista e Lume Filmes, pelos brindes, DVDs
e cartazes distribuídos durante a festa;
e a todos os que foram e se divertiram conosco :)
Fernando Vasconcelos | Filipe Marcena
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