

Edições Anteriores
Edição 575
Millenium - Os Homens Que
Não Amavam as Mulheres
J. Edgar
L'Apollonide - Os Amores
da Casa de Tolerãncia
Os Descendentes
Margin Call - O Dia Antes do Fim
Amanhã Nunca Mais
Edição 574
As Aventuras de Tintim
O Espião que Sabia Demais
A Música Segundo Tom Jobim
A Chave de Sarah
2 Coelhos
Mostra 5 Filmes de Yasujiro Ozu
41º Festival de Roterdã
Edição 573
O Garoto da Bicicleta
Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras
A Hora da Escuridão
Edição 572
Cavalo de Guerra
As Canções
Se Não Nós, Quem?
Borboletas Negras
Aventuras de Agamenon - O Repórter
Alvin e os Esquilos 3
Além da Estrada
Filhos de João
Edição 571
Um Dia
Imortais
Dicas de Cinéfilo Top Ten 2011
Edição 570
Missão Impossível - Protocolo Fantasma
Compramos um Zoológico
A Condenação
A Fera
Edição 569
Tudo Pelo Poder
Roubo nas Alturas
Um Conto Chinês
Kinemeiete e Kinemeião Novembro
Edição 568
O Gato de Botas
Noite de Ano Novo
Desaparecidos
Kineclube Saraiva - A Conversação
Retrospectiva 2011/Expectativa 2012
TOP TEN KINEMAIL 2011 Definitivo
Edição 567
Os Muppets
Operação Presente
Os Especialistas
Kineclube Saraiva - Cada Um Vive
Como Quer
Retrospectiva 2011/Expectativa 2012
TOP TEN KINEMAIL 2011
Edição 566
Medianeras
Happy Feet 2 - O Pinguim
Late Bloomers - O Amor Não Tem Fim
180 Graus
Assalto em Dose Dupla
Não Sei Como Ela Consegue
Kineclube Saraiva - Lua de Papel
Edição 565
Copacabana
Amanhecer - Parte 1
Meu País
Os Monstros
Bollywood Dreams
A Alegria
Jardim das Folhas Sagradas
35ª Mostra SP de Cinema - O Listão
Kinemeiete e Kinemeião Outubro
Edição 564
Um Sonho de Amor
Uma Doce Mentira
Reféns
11.11.11
Kineclube Saraiva - Alice Não
Mora Mais Aqui
IV Janela de Cinema do Recife
Edição 563
A Pele Que Habito
O Preço do Amanhã
Terror na Água 3D
A Casa dos Sonhos
IV Janela de Cinema do Recife
35ª Mostra SP de Cinema
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ARQUIVO 2010
ARQUIVO 2009
ARQUIVO 2008
ANO DEZ Edição 497
Angelina, Uma Noite em 67 e Um Homem Sério
> Ainda em temporada de férias, poucos filmes interessantes em cartaz
nas telas essa semana. Nos multiplexes, o grande lançamento é Salt,
filme de espionagem com Angelina Jolie. No Cinema da Fundação estreia
o documentário Uma Noite em 67, sobre a histórica final de Festival de MPB
da TV Record, com músicas de Chico Buarque, Roberto Carlos, Caetano
Veloso, Gilberto Gil, Os Mutantes e Edu Lobo. O Cinema São Luiz exibe
últimas sessões para Um Dia Muito Especial de Ettore Scola, sessão
gratuita para Cartola - Música Para os Olhos e
resgata um filme pouco
visto, o premiado É Proibido Fumar, com Glória Pires e Paulo Miklos.
Nos multiplexes, pré-estreias para a animação Meu Malvado Favorito
e
para o elogiado Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, suspense
sueco baseado nos best-sellers da Trilogia Milênio, do autor Stieg Larsson.
Confira nesta edição a dica do leitor para Corrida Contra o Destino,
cult dos anos 70 que inspirou Quentin Tarantino em À Prova de Morte,
que está em cartaz somente em sessão única, 22h, no multiplex Recife.
Vote na Kinemeiete e no Kinemeião de julho e leia especial sobre revistas.
Assista, opine, participe, comente para fernando@kinemail.com.br
DICAS DE CINÉFILO Filipe Marcena comenta Um Homem Sério dos irmãos
Joel e Ethan Coen, que não passou pelos cinemas do Recife. Leia AQUI
LEITOR VIP Convites para Predadores e Uma Noite em 67 AQUI
OPINIÃO O novo veículo de promoção da estrela Angelina Jolie é o filme Salt,
divertido pastiche de referências aos Bournes com Matt Damon e aos novos
007s, só que com uma mulher como protagonista. Você pode lembrar então
da série de TV Alias. E falando em TV, a gente tem ainda a série 24 Horas.
Voltando um pouco no tempo, tem espaço pra homenagear McGyver, numa
cena em que Angelina transforma tubos de metal e um extintor de incêndio
numa arma perigosa. Adicione ainda que o roteiro é um anacrônico jogo
de gato e rato de Guerra Fria, com vilões soviéticos como agentes
infiltrados nos EUA, conforme o absurdo exemplo de que o assassinato
de John Kennedy foi cometido por agentes russos. A boa surpresa da trama
é que Evelyn Salt (Angelina), agente da CIA, talvez seja ela mesma uma
espiã russa, o que dá partida à ação, quando ela foge de um QG da CIA,
desmascarada por um velho agente russo que a avisa que sua nova missão
é matar o presidente russo, em visita pacífica aos EUA, em Nova York.
Com o andamento do imbroglio, reviravoltas virão, deixando a dúvida
proposta pela frase de divulgação do filme, Quem é Salt? O que importa
é que, russa ou não, ela é Angelina Jolie e salvará o mundo de uma
hecatombe nuclear, que envolve até o Oriente Médio (!), quando o grande
vilão da fita é revelado. O nome dele é Nicolai Tarkovski (!!), o que
rendeu uma gargalhada coletiva na cabine de imprensa, valendo notar
que bom humor e comédia não são o tom de Salt. O filme foi escrito
por Kurt Wimmer, que já cometeu Ultravioleta, e ficou sob a direção
do veterano Phillip Noyce que, felizmente, prefere uma narativa
e estética tradicionais, sem câmeras chacoalhando nem edição epiléptica,
muito menos efeitos CGI. A ação se resolve no braço e nos dublês
e, na maior parte do tempo, você percebe quem está fazendo o que
contra quem, nas cenas de luta corporal. Isso é bem bom, torna o filme
agradável de ver, apesar de uma trilha sonora genérica irritante.
Se algo merece um elogio maior, é a presença de Angelina Jolie, talvez
a única estrela da Hollywood atual que tem presença real de estrela.
Do rosto anguloso à famosa boca, a câmera adora Angelina - algo que
Clint Eastwood sabe muito bem, vide A Troca, que rendeu uma indicação
ao Oscar de melhor atriz para ela. Mas o filme não está à altura dela,
cometendo cenas ridículas, como quando depois de uma exaustiva perseguição
de carros, caminhões e motos, Salt escapa do FBI andando na rua, literalmente
desfilando numa passarela, caras e bocas e modelito. Esse tipo de cena
destrói qualquer possibilidade de levar o filme a sério. Então, resta se divertir,
com balde de pipoca e refrigerante, e acreditar que, apesar do final sugerindo
Salt 2 em breve, esse Salt está mais para episódio piloto de uma série de TV.
Visto em 27/07 como convidado da UCI Cinemas | Columbia Pictures
Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br
UMA NOITE EM 67 ![]()
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Brasil 2010 1h33min
de Ricardo Calil e Renato Terra com Chico Buarque, Edu Lobo, Caetano Veloso, Gilberto Gil
por Fernando Vasconcelos
OPINIÃO Mesmo se você já está cansado de ver documentários brasileiros sobre músicos
de décadas passadas, quando se fazia boa música popular no Brasil (e eu lembro logo
aqui do precioso Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei), Uma Noite em 67, de Renato
Terra e Ricardo Calil, é mais um que merece ser visto. Estamos em 1967, nos
primeiros anos da ditadura militar no Brasil. Nomes que seriam logo depois
marcantes na luta contra a ditadura, como Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano
Veloso (esses dois últimos, alguns anos depois exilados em Londres) eram
jovens músicos que, ao lado de Edu Lobo, Elis Regina, Roberto Carlos e tantos
outros talentos, concorriam aos primeiros lugares do Festival da Música Popular
Brasileira, um programa da TV Record, gravado incrivelmente ao vivo, numa
época em que os programas de TV eram em preto e branco e transmitidos
ao vivo, ou 'na tora' como se diz hoje. A edição de 1967 foi a terceira e premiou
músicas como Ponteio (Edu Lobo), Alegria, Alegria (Caetano Veloso) e Domingo
no Parque (momento lindo, com Gilberto Gil e Os Mutantes, com a canção exibida
na íntegra). Uma das coisas mais interessantes de Uma Noite em 67 é perceber
como a televisão era algo ao mesmo tempo meio tosco e incrivelmente profissional,
o que se revela nos depoimentos dos diretores e técnicos da equipe da TV Record.
Em tempos em que música popular brasileira é Ivete Sangalo, Banda Calypso,
Ana Carolina, Jorge Vercillo e Maria Gadú, nem precisa dizer que a viagem
no tempo para uma outra música brasileira é fascinante, emocionante eu diria.
E talvez a maior qualidade do filme (o que muitos logo chamaram de superficialidade)
são os depoimentos tranquilos, despretensiosos de Chico, Caetano, Gil, Edu Lobo,
nos dias atuais, além de criticos como Nelson Motta, onde não são feitos comentários
sociológicos ou políticos, análises nostálgicas ou, o que era mais de se esperar, revisionismo
crítico dos anos da ditadura. O foco se mantém na música, no formato do programa de TV
e em curiosidades muito interessantes, como a famosa marcha de protesto de vários
músicos conta a guitarra elétrica (Gilberto Gil entre eles, olha só!) de um nacionalismo
capenga contra o imperialismo americano e a entrada do rock no Brasil; ou a sugestão
de que naquele festival já se refletiam as mudanças culturais mundiais que levariam
um grupo de artistas brasileiros a lançar o movimento Tropicália, exatamente pela
participação de Alegria, Alegria de Caetano, apresentada sob uma confusão de vaias
e aplausos e da maravilhosa Domingo no Parque, com Gilberto Gil e Os Mutantes
confundindo todos com uma mistura então inédita de baião, batuque e guitarras
elétricas, antenados com toda uma revolução musical popular que aconteceria
não só no Brasil, mas no mundo. Não por acaso, numa das cenas mais marcantes
daquela noite, o músico Sério Ricardo é desclassificado polemicamente,
após discutir e desistir de tocar, atirando o violão na plateia que o vaiava.
Visto em 27/07 como convidado do Cinema da Fundaj
Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br
É PROIBIDO FUMAR ![]()
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Brasil 2009 1h30min
de Anna Muylaert com Gloria Pires, Paulo Miklos, Marisa Orth, Paulo Cesar Peréio
> Sinopse: Baby (Glória Pires) vive sozinha no apartamento que herdou da mãe.
Ela dá aulas de violão para alguns alunos e vive em atrito com as irmãs. Quando
o músico Max (Paulo Miklos) se muda para o apartamento vizinho, Baby vê nele
a grande chance de voltar à vida. Para que o romance dê certo ela está disposta
a enfrentar qualquer desafio, inclusive seu vício compulsivo por fumar.
Boa oportunidade para checar na tela grande esse simpático filme dirigido por
Anna Muylaert (Durval Discos), que também assina o roteiro. O filme, apesar
dos prêmios e Glória Pires no elenco, foi pouco visto e mal lançado por aqui.
Fica em cartaz no Cinema São Luiz
somente até a quinta-feira 05/08. Grande vencedor
da 42ª edição do Festival de Brasília 2009, premiado nas categorias de melhor filme
pelo júri e pela crítica, melhor roteiro, melhor ator e atriz, melhor trilha sonora
e melhor direção de arte. Um raro bom filme nacional de ficção, vale conferir.
QUERIDO JOHN
Dear John EUA 2010 1h48min RT 2,8
de Lasse Hallstrom com Channing Tatum, Amanda Seyfried, Richard Jenkins
> Sinopse: Filme conta a história de John Tyree (Channing Tatum) e Savannah Curtis
(Amanda Seyfried). Durante sete tumultuosos anos, o casal é separado pelas missões
cada vez mais perigosas de John. Apesar de se encontrarem apenas esporadicamente,
o casal mantém o contato por meio de inúmeras cartas de amor. Essa correspondência
acaba por provocar uma situação com consequências nefastas.
'Melodrama-calcinha' baseado em livro do escritor Nicholas Sparks, mesmo autor
de Diário de uma Paixão e Um Amor para Recordar, também adaptados para cinema.
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Sessões extras
CARTOLA - MÚSICA PARA OS OLHOS ![]()
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Brasil 2006 1h28min
documentário de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda
SESSÃO CINECABEÇA | CINEMA SÃO LUIZ | sábado 31, 14h ENTRADA FRANCA
> A história de um dos mais importantes compositores da música brasileira, o Angenor
de Oliveira – será mostrada neste sábado 31 na tela do Cinema São Luiz, através
do projeto cineCabeça. Na programação organizada pela Federação Pernambucana
de Cineclubes está o longa-metragem CARTOLA – Música para os Olhos, dirigido
pelos pernambucanos Lírio Ferreira e Hilton Lacerda. Após a exibição haverá
bate papo com a presença de convidados. A sessão começa às 14h, com entrada franca.
Mais informações em www.fepec.blogspot.com
SESSÃO SURPRESA
CINECLUBE DISSENSO | CINEMA DA FUNDAJ | sábado 31, 14h ENTRADA FRANCA
> Aproveitando a programação da Semana de Videoarte, o Cineclube Dissenso exibe
neste sábado 31/07 às 14h, uma seleção de obras em vídeo do acervo da Fundação
Joaquim Nabuco. São dez vídeos curtos produzidos em 2003 por alguns dos mais renomados
artistas trabalhando com o meio na atualidade. Respeitando a regra de toda última sessão
do mês, a lista dos vídeos permanecerá em segredo! Depois da sessão, uma novidade:
os debates agora acontecerão na sala Edmundo Morais, no térreo, em frente à escada.
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Kinemeiete e Kinemeião de julho
> Nesta edição você vota on line na escolha da Kinemeiete e do Kinemeião de julho.
Temos 4 opções para cada um, para atrizes e atores nos filmes exibidos aqui no Recife
durante o mês de julho. A enquete está na coluna esquerda, no topo do Kinemail.
Lembre-se: o parâmetro de escolha não é só beleza
e sex appeal, mas uma
combinação destes com talento, carisma e presença
nos filmes exibidos no mês.
Como curiosidade do mês, uma das opções para Kinemeiete é bem especial: TODAS
as garotas de À Prova de Morte de Quentin Tarantino! Quem já viu sabe que não
tem como escolher, todas estão espetaculares: Rosario Dawson, Vanessa Ferlito,
Zoe Bell, Sidney Poitier, Tracie Thoms, Jordan Ladd, Mary Elizabeth Winstead
e
Rose McGowan. Já no Kinemeião, não resistimos em incluir a estrela de Eclipse,
Kristen Stewart, a menina é mais 'macho' que Robert Pattinson e Taylor Lautner juntos!
Vai lá no topo, clica nas bolinhas ao lado do nome dos seus escolhidos e depois em VOTAR.
Dica do leitor: CORRIDA CONTRA O DESTINO
por Pedro Henrique
Muito se falou da demora de À Prova de Morte chegar ao circuito comercial.
Um atraso de três anos fez com que muitos fãs do cinema de Quentin Tarantino
baixassem o filme pela internet. Muitos talvez não saibam que o diretor
de Bastardos Inglórios além de ter se inspirado nos filmes exploitation
de ação dos anos 70, tenha pego carona também num filme bem cult de perseguição
da mesma década, CORRIDA CONTRA O DESTINO (Vanishing Point EUA 1971)
de Richard Sarafian. A rebeldia que conquistava os jovens no final dos anos 60
com o movimento hippie acabou não apenas mudando o comportamento de toda
a sociedade norte-americana: a influência da geração sexo, drogas & rock'n'roll
chegou a atingir toda a indústria cinematográfica do final daquela década,
influenciada pelo movimento da contracultura. A Hollywood clássica encontrava-se
ali já nos seus últimos dias, com o público interessado em saber de trabalhos
mais ousados e que retratassem da melhor maneira possível aqueles loucos dias
de euforia psicodélica. Sarafian já era considerado um diretor cult quando
realizou esse clássico da cultura pós Woodstock. Tornando então este o seu
trabalho mais conhecido, que é um brilhante retrato social de uma época.
No filme, acompanhamos o ex-piloto de corridas Kowalski (Barry Newman), que corre
contra o tempo numa viagem que deve levar apenas 15 horas de Denver até São Francisco,
a bordo de um carro modelo Dodge Challenger 70 (o mesmo modelo usado pelo personagem
de Kurt Russel em À Prova de Morte). O motivo que faz Kowalski correr alucinadamente
pelas estradas nunca fica claro - quanto mais Kowalski acelera, fugindo das barreiras
policiais, mais ele chama a atenção da mídia e da população. Isso devido ao radialista
cego chamado de Super Soul, que pretende transformá-lo em algum tipo de fenômeno,
algum modelo de comportamento transgressor daquela época. Super Soul serve como uma
espécie de Messias para Kowalski. Sempre alertando-o que ele pode fugir da polícia,
mas não pode escapar do deserto. É o único que compreende que Kowalski está fugindo
de si mesmo: nunca sendo um criminoso, mas talvez um herói ou anti-herói.
A galeria de personagens que irão surgir nessa jornada são no mínimo curiosos,
como uma hippie que anda nua em sua motocicleta; um velho caçador de cobras;
uma comunidade religiosa que entoa hinos evangélicos no meio de um deserto
e um casal gay que tenta assaltar Kowalski quando o mesmo lhes dá uma carona.
O destaque do filme fica mesmo nas ALUCINANTES sequências de perseguição a toda
velocidade, as quais fazem com que o espectador fique grudado na cadeira, quase
sem fôlego. Vale ressaltar também a excelente trilha sonora que conta com muito
funk, soul, blues e rock. Com destaque para o tema Freedom of Expression, utilizado
com louvor numa das cenas de perseguição (Lembra do tema de abertura do Globo
Repórter? Pronto!). Apesar de ter passado por uma refilmagem descartável e deturpada
em 1997 com Viggo Mortensen no papel do protagonista, o original ainda é bastante
superior pelo seu emprego de uma filosofia de vida visionária. Filmaço!
Pedro Henrique | phmmts@hotmail.com
MARY & MAX
Tenho poucas palavras a dizer sobre Mary & Max. Uma visão delicada
que consegue abordar igualmente bem o que há de melhor e pior nas pessoas.
Basta dizer que é tão belo que seria um crime tagarelar sobre ele.
Heber Costa | hocs_x@terra.com.br
Correspondente Estrangeiro: ENCONTRO EXPLOSIVO
por Helder Faria, de Portugal
Tom Cruise (Magnólia, 1999) e Cameron Diaz (Jogo de Amor em Las Vegas, 2008)
voltam a encontrar-se nove anos depois de Vanilla Sky (2001). Mas desta vez não
é o drama que os une, mas sim uma comédia de acção, realizada por James Mangold.
Tom Cruise, actor infalível e marcante no género de acção, interpreta neste
filme o papel de Roy, um agente federal que dizem ser vítima de um esgotamento
nervoso, e é sobretudo neste factor que todo o filme se desenrola. Não que seja
a intriga principal claro, mas é partir desta situação que teremos uma Cameron
Diaz dividida entre a própria agência e o seu melhor agente, já que estes
últimos estão à procura do mesmo objectivo: o cypher, uma espécie de fonte
inesgotável de energia sob a forma de uma pilha. E como se tudo isto não desse
acção que chegasse para aproximadamente 110 minutos, temos ainda um
fabricante de armas espanhol (Antonio Quintano) no alcance do objecto.
A história inicia-se com as duas personagens principais no aeroporto. June Havens
e Roy Miller, ainda desconhecidos entre si, preparam-se para embarcar no avião,
mas é neste contratempo que temos duas situações de pura 'coincidência' ou não,
das personagens se conhecerem. O que parecia à primeira vista serem dois incidentes
normais, em que as personagens se esbarram naturalmente, revela-se mais tarde como
uma manobra de Roy diante da segurança do aeroporto. Nada que surpreendesse o espectador.
Após termos um Roy atento às personagens femininas do aeroporto, e após de duas coincidências,
era de esperar que algo dali resultasse, e se isto era suposto revelar-se como um autentico
twist, devo dizer que não cumpriu o seu objecivo, e se não o era, digamos, graças a Deus.
Após isto, temos primeira sequência de acção de Encontro Explosivo e era seu dever causar
o melhor das impressões ao espectador de forma a nos assegurar para todo o filme.
Todos nós vimos sequências de acção num avião em pleno voo, e devo dizer, que se esperam
de algo inovador, não se apressem, porque aliás, inovador é algo que este filme não é,
mas nem é esse o seu dever. É exactamente esta sequência que define todo o filme, uma mistura
de comédia e acção. Enquanto vemos June Havens a preparar-se na casa de banho do avião
de uma forma bastante cómica, já que todo o clima de romance nos sugere um possível
relacionamento, Roy Miller pelo contrário, encontra-se a combater os agentes da sua agência
ali presentes, sem que claro, June descubra. Tal como Tom Cruise referiu: ‘o mais dificil
foi encontrar o equilíbrio perfeito entre comédia, acção e romance sem cair na paródia’
e este filme assim desenvolve-se de uma maneira suave ao longo de toda a história, capaz
de entreter o espectador. Temos pois um Roy a fazer de tudo para impedir que a agência
e o fabricante espanhol alcance o Cypher, e por outro uma mulher normal que se viu arrastada
para esta situação, que se quer sobreviver tem que se manter com Roy lado-a-lado, e isto p
or vezes literalmente. Acção envolvendo romance, situações de pura comédia, por vezes forçadas,
a cair mesmo na paródia dos filmes de acção, perseguições exuberantes a alta velocidade,
enormes tiroteios, enfim, uma mistura de Anjos de Charlie (As Panteras, em Portugal) e Missão
Impossível é isto que podemos encontrar neste filme. Ideal para aqueles que nesta altura
do ano, com cartazes recheados de filmes bem melhores, preferem uma história leve e suave,
apenas com o intuito de entreter, sem quererem abdicar claro da companhia das pipocas.
Helder Faria | helderfaria_1@hotmail.com
Opinião sobre os últimos filmes vistos
Tarantino é o cara! Anos atrás havia me impressionado com a linguagem
de Pulp Fiction - Tempos de Violência. Posteriormente, a saga Kill Bill
trouxe velhos astros, velhas músicas e referências cinematográficas que
seriam um prelúdio do que estava por vir. Mais recentemente, Bastardos Inglórios
fez-me acreditar que ainda é possível inovar, readaptando a História e fazendo
uma verdadeira louvação ao cinema. Eis que surge À Prova da Morte, antecessor
ao seu irmão concorrente ao Oscar. É um filme com a marca do criador, com seus
diálogos característicos, trilha sonora resgatada e homenagem aos filmes B dos
anos 70, que vai desde as marcas de cigarro aos carros utilizados. Cenas bem
filmadas, referências, referências e tome referências. Emblemática a cena
do delegado com o filho, puro saudosismo. Tarantino chega a brincar com ele
mesmo com o toque de celular com trilha sonora de Kill Bill. Sem falar
do final característico de suas obras, sempre com um tom apoteótico.
Interessante ver À Prova da Morte em uma sala do multiplex Recife, abarrotada
de adolescentes que escolheram o filme apenas por ser o que tinha horário mais
próximo, ou pelo título chamativo ou até mesmo por um erro da bilheteria, que
trocou Shrek pela Prova. Essa turma estava inicialmente reclamando que haviam
vendido o ingresso errado e posteriormente, impacientes com os longos diálogos.
No entanto, quando a ação começa, todos ficam presos nas poltronas. O fato é que
ao final do filme os mesmos adolescentes soltaram a frase: - Valeu muito à pena!
Palmas para Tarantino, que sabe domar todo tipo de público.
Tudo Pode Dar Certo mostar que Woody Allen ainda está em forma, principalmente
depois do fraquinho Scoop - O Grande Furo. Ele já havia se regenerado com
Vicky Cristina Barcelona e volta com essa deliciosa comédia incrustada no antigo
ambiente do diretor, a controvertida Nova York. Vale ressaltar os personagens
e atuações impagáveis, que vão desde o casal (?) principal aos pais da garota.
Poucas ocasiões presenciei um tipo tão sarcástico, ignorante, arrogante e pernóstico
como o tal do Boris! Sem contar com a deliciosa ingenuidade da também deliciosa
Melody. Destaque para o São Luiz com um bom público, em sintonia com a comédia,
rindo na hora certa, o que fez a sessão mais gostosa ainda.
Talvez o maior mérito de Sonhos Roubados seja a direção de atores, bem como a escolha
das protagonistas, meras desconhecidas do público. Essa sacada produz um efeito documental
que nos faz passarmos a realmente acreditar na história que nos é contada.
Kick-Ass, Esquadrão Classe A e Encontro Explosivo, foram as melhores ação/comédia
do ano, até agora. Cruise brinca com ele mesmo, não se levando a sério, coisa que Cameron
Diaz já faz há algum tempo. Kick-Ass é uma releitura às avessas dos filmes de super-heróis.
Divertido, original e taratiniesco (trilha sonora, sangue e 'A Noiva' mirim). Maior surpresa do ano!
Wlademir Moura | wladmoura@hotmail.com
Especial revistas de agosto - Parte 1
> Quem me conhece sabe que eu sou um apaixonado por revistas impressas, essa coisa
meio fora de moda em tempos de internet. Mais do que nunca, o mercado editorial mundial
de revistas e jornais está inovando para sobreviver. Aqui no Brasil, caem vertiginosamente
as tiragens, mas cada dia tem mais revistas novas nas bancas. Agora em julho, tivemos
a notícia de que o Jornal do Brasil, um dos mais antigos do país, cancelou a versão impressa
e segue apenas em versão on line na internet. Já a Folha de São Paulo lançou novo projeto
gráfico com campanha de marketing anunciando 'o jornal do futuro'. Aqui no Kinemail,
o grande choque aconteceu em 2007, quando a Premiere americana fechou as portas
às vésperas de completar 20 anos, permanecendo apenas em versão on line na internet.
As versões internacionais da revista, incluindo França e Portugal, continuam sendo editadas
em papel.
A SET brasileira passou por um longo processo de 'fecha ou não fecha', mudou
de editora e continua sendo publicada, irregularmente, completando neste mês 23 anos.
Caso interessante é o da PLAYBOY americana - a revista masculina mais vendida do mundo,
editada em mais de 20 países -, que passou por uma crise em 2008/2009, perdendo leitores
e enfrentando uma queda mensal de vendas nas bancas, apesar de hoje ainda ter uma tiragem
em torno de 2.000.000 de exemplares mensais, graças a uma sólida carta de assinantes.
Em 2009, boatos de que a revista iria declarar falência e uma redução inédita nos seus 56 anos
de existência
para 11 exemplares anuais - condensando a edição de aniversário em uma única
double issue janeiro/fevereiro - agravaram a situação. Em 2007, eu migrei da versão impressa para
a versão digital, formato já adotado por várias revistas, oferecidas no www.zinio.com, onde hoje
sou assinante de PLAYBOY, Esquire e Spin.
Graças ao novo diretor de redação Jimmy Jellinek,
que ousa bater de frente com a visão conservadora do fundador Hugh M. Hefner,
uma linha editorial
nova e criativa fez a PLAYBOY voltar a ser notícia e objeto de desejo de colecionadores
a partir da já
histórica edição com a personagem de desenho animado Marge Simpson na capa (novembro 2009).
De lá pra cá, Jimmy Jellinek vem mandando muito bem e a revista voltou a ser comentada
mensalmente na mídia. Em JUNHO, a grande sacada foi um poster em 3-D com a Playmate do Ano,
que virou notícia e me fez adquirir uma edição impressa, algo que eu não fazia desde 2007.
A edição, em parceria com a série de TV em animação Neighbors From Hell, veio com
outra capa interna, numa versão desenho animado, outra boa sacada editorial. O poster em 3-D,
com óculos inclusos, foi feito em parceria com a série de TV True Blood, que rendeu a capa
do mês seguinte, JULHO, para Natasha Alam, atriz coadjuvante da série, numa edição que
também tem um dos 'vampiros' da série, Stephen Moyer, entrevistado no 20 Perguntas.
A PLAYBOY encontrou um nicho potencial de atrações (garotas nuas e reportagens) nas
atuais séries de TV que, além de enorme sucesso, têm
fãs de uma faixa etária mais jovem,
que a revista procura cativar para formar novos leitores, diminuindo a impressão de que é uma
revista 'antiga, séria, velha'. Para a edição de AGOSTO temos uma nova surpresa: edição sai
com duas capas diferentes - ambas reproduzindo layouts clássicos de capas dos anos 60 -
com
a atriz e comediante Crista Flanagan, do seriado Mad Men, que é ambientado na época de ouro
de PLAYBOY. O ensaio de nu é discreto, com estética vintage, acompanhado de reportagem
sobre a série de TV. Crista Flanagan, linda com seios naturais e corpo 'cheinho' típico dos anos
50/60 é o oposto (Amém!) do padrão atual de tetas de silicone e corpo malhado em academia.
Por fim, apesar de destacar aqui apenas as capas, PLAYBOY segue com uma linha editorial única,
oferecendo todo mês sólido conteúdo de reportagens, ilustrações, cartuns, entrevistas, ficção
e serviço, como nenhuma outra do gênero. Continua sendo a melhor revista masculina do mundo.
Já a PLAYBOY brasileira, depois de um primeiro semestre sofrível, tenta recuperar a credibilidade
com a edição especial de 35 anos, com 2 capas e 50 páginas com a atriz Cleo Pires, nas bancas
em agosto, apostando numa ousada tiragem inicial de 625.000 exemplares. É aguardar pra ver.
A RollingStone e a DETAILS dão capa de AGOSTO para os astros do filme da temporada,
A Origem (Inception, de Christopher Nolan), Leonardo DiCaprio e
Joseph Gordon-Levitt.
Na VANITY FAIR, capa para Angelina Jolie, em cartaz nos cinemas com Salt.
Na capa,
a chamada Farewell, Angelina? anuncia uma possível aposentadoria de Angelina, que pretende
para de atuar em filmes em breve.
Nesta edição também, a última entrevista de Dennis Hopper.
Também apostando em novidade editorial, a GQ (Gentlemen's Quarterly) de AGOSTO sai com
capa tripla, em edição especial de humor, The Comedy Issue, com Paul Rudd (Eu Te Amo, Cara),
Zach Galifianakis (Se Beber, Não Case!) e Tracy Morgan (Cop Out - Tiras em Apuros).
Vale informar que todas estas revistas têm website oficial e oferecem quase todo o conteúdo FREE,
certos de que a divulgação on line estimula a fidelidade do leitor/consumidor, inclusive dos
que não compram a revista em papel. Mais importante é manter a força dos títulos/marcas.
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