home arquivo quem faz































Edições Anteriores

Edição 575
Millenium - Os Homens Que
Não Amavam as Mulheres

J. Edgar
L'Apollonide - Os Amores
da Casa de Tolerãncia
Os Descendentes
Margin Call - O Dia Antes do Fim

Amanhã Nunca Mais

Edição 574
As Aventuras de Tintim
O Espião que Sabia Demais
A Música Segundo Tom Jobim
A Chave de Sarah
2 Coelhos
Mostra 5 Filmes de Yasujiro Ozu
41º Festival de Roterdã

Edição 573
O Garoto da Bicicleta
Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras
A Hora da Escuridão

Edição 572
Cavalo de Guerra
As Canções

Se Não Nós, Quem?
Borboletas Negras
Aventuras de Agamenon - O Repórter
Alvin e os Esquilos 3
Além da Estrada
Filhos de João

Edição 571
Um Dia
Imortais
Dicas de Cinéfilo Top Ten 2011

Edição 570
Missão Impossível - Protocolo Fantasma
Compramos um Zoológico
A Condenação
A Fera

Edição 569
Tudo Pelo Poder
Roubo nas Alturas
Um Conto Chinês
Kinemeiete e Kinemeião Novembro

Edição 568
O Gato de Botas
Noite de Ano Novo
Desaparecidos
Kineclube Saraiva - A Conversação
Retrospectiva 2011/Expectativa 2012
TOP TEN KINEMAIL 2011 Definitivo

Edição 567
Os Muppets
Operação Presente
Os Especialistas
Kineclube Saraiva - Cada Um Vive
Como Quer
Retrospectiva 2011/Expectativa 2012
TOP TEN KINEMAIL 2011

Edição 566
Medianeras
Happy Feet 2 - O Pinguim
Late Bloomers - O Amor Não Tem Fim
180 Graus
Assalto em Dose Dupla
Não Sei Como Ela Consegue
Kineclube Saraiva - Lua de Papel

Edição 565
Copacabana
Amanhecer - Parte 1
Meu País
Os Monstros
Bollywood Dreams
A Alegria
Jardim das Folhas Sagradas
35ª Mostra SP de Cinema - O Listão
Kinemeiete e Kinemeião Outubro

Edição 564
Um Sonho de Amor
Uma Doce Mentira
Reféns
11.11.11
Kineclube Saraiva - Alice Não
Mora Mais Aqui
IV Janela de Cinema do Recife

Edição 563
A Pele Que Habito
O Preço do Amanhã
Terror na Água 3D
A Casa dos Sonhos
IV Janela de Cinema do Recife
35ª Mostra SP de Cinema

Mais edições anteriores AQUI


ARQUIVO 2010
ARQUIVO 2009
ARQUIVO 2008






ANO DEZ Edição 500!!!

Cabiria, Vitoria, Epidemia, Vincere e Shyamalan

> Kinemail completa 500 edições numa semana fraca nos cinemas,
mas salva por algumas sessões extras e pré-estreias. A melhor delas
é a preciosa exibição na Sessão Cinemateca do Cinema São Luiz
do espetacular Noites de Cabiria de Federico Fellini, com linda atuação
de Giulietta Masina como Cabiria, uma prostituta ingenuamente romântica.
Não perca por nada! As estreias da semana são O Último Mestre do Ar 3D
de M. N. Shyamalan, A Epidemia, remake para The Crazies (1973) de George Romero e A Jovem Rainha Vitória, Oscar 2010 de melhor figurino.

No Cinema da Fundação, temos pré-estreia de Vincere de Marco Bellocchio;
No Cine Rosa e Silva, pré-estreia do drama francês Mademoiselle Chambon.
Nos multiplexes, novas pré-estreias para o remake de Karate Kid.
Boa notícia é que À Prova de Morte emplaca mais uma semana, exibindo
no Cinema São Luiz e na Fundaj. Toy Story 3 saiu do circuitão, mas está
em cartaz no Cine Rosa e Silva e Cinema São Luiz, nas Sessões Infantis.
Assista, opine, participe, comente para fernando@kinemail.com.br

DICAS DE CINÉFILO Filipe Marcena comenta a animação belga Uma Cidade
Chamada Pânico
, da dupla Stéphane Aubier e Vincent Patar. AQUI

LEITOR VIP Ganhe convites para A Jovem Rainha Vitória,
À Prova de Morte e Doce Brasil Holandês AQUI








Greg Mottola | EUA | 2011
LEIA AQUI


O ÚLTIMO MESTRE DO AR 3D
The Last Airbender 3D 2010 1h45min
de M. Night Shyamalan com Noah Ringer, Dev Patel, Nicola Petz, Cliff Curtis

por Fernando Vasconcelos

OPINIÃO Sou daqueles poucos espectadores que ainda vêem algo de interessante
nos últimos filmes de M. Night Shyamalan (A Vila, A Dama na Água e Fim dos Tempos),
pelo menos em algumas sequências isoladas ou no claro talento autoral na forma
de filmar, uma marca de sua qualidade como diretor. Mas agora, com esse O Último
Mestre do Ar
, a gente tem um problemão. Além de ser ruim, não há nada no filme
que possa identificá-lo como 'um filme de Shyamalan'. Se não fosse pelo crédito
'escrito, produzido e dirigido por M. Night Shyamalan, esse poderia ser confundido
com qualquer blockbuster do gênero 'adaptado de um desenho, videogame ou anime'.

Apresentando rapidamente a historinha, algo que o filme faz irritantemente em
narrativa explicativa (para quem não conhece o original), temos uma terra faz de conta,
um mundo paralelo, que é dividido em terras distantes, de mestres dos quatro
elementos, o Ar, A Terra, o Fogo e a Água. Os mestres são os que tem o domínio
de manipular esses materiais. Apenas um indivíduo (o Escolhido, o Cristo, o Neo...)
tem a capacidade de dominar os quatro elementos. Ele é chamado de O Avatar
(nada a ver com o filme de James Cameron), e é um garotinho com pinta de monge
mirim, cabeça raspada e corpo tatuado. O garoto deverá trazer alguma espécie
de equilíbrio universal entre os povos e é perseguido pelo povo da Terra do Fogo,
enquanto é ajudado pelos irmãos Katara e Sokka, viajando pelos ares num animal
gigante que lembra o bichão voador de A História Sem Fim. Tudo isso custou muito
caro, mas o filme tem aquele visual vagabundo de cenários CGI, é muito escuro
e investe em efeitos Industrial Light & Magic para rajadas de fogo que não
queimam ninguém e ondas e jatos de água que, de tão artificiais, não molham
ninguém. Com crianças entre sem carisma e péssimos atores, nem é justificativa
que, por ser um filme infantil, os diálogos tenham que ser tão toscos, retardados.
Basicamente, o que move a trama é a dúvida sobre se o garoto é mesmo o tal Avatar,
algo que você já está cansado de saber desde a primeira cena que o menino aparece.

O insulto final vem na cena clichê que anuncia a continuação desse projeto que
pretende-se uma trilogia, nessa linha de megaprojetos como Harry Potter e O Senhor
dos Anéis
. O filme foi um fracasso retumbante de crítica mas não de bilheteria
(fez mais de U$ 100 milhões nos EUA, graças aos fãs do desenho de TV, que não
gostaram nadinha do que Shyamalan fez) e dificilmente teremos as continuações. Amém.
Pra piorar, estejam avisados: o 3D aqui é um embuste para tirar mais uns trocados
do bolso do espectador. Realizado em formato convencional, os produtores fizeram
um 3D à Fúria de Titãs: com exceção dos créditos e das legendas em português, não
tem absolutamente nada no filme em 3D, nem mesmo os efeitos especias digitais.
Como se não bastasse, você pagará para botar na cara um óculos que deixa o filme
mais escuro (e feio) ainda. Se você é fã e quer ver, prefira as salas convencionais.
Visto em 18/08 como convidado da UCI Cinemas | Paramount
Concorda? Discorda? Mande sua opinião para
fernando@kinemail.com.br

A EPIDEMIA
The Crazies EUA 2009 1h41min
de Breck Eisner com Timothy Olyphant, Radha Mitchell, Joe Anderson

> Sinopse: A primavera acaba de chegar numa tranquila cidade do interior, onde
a simplicidade toma conta das pessoas e suas rotinas. Mas neste ano, a estação trouxe
algo além de flores. Misteriosamente, os moradores tornam-se pessoas silenciosas e...
extremamente agressivas! David (Timothy Olyphant) e Judy (Radha Mitchell) se vêem
cercados por aqueles que um dia já foram seus vizinhos e amigos, mas agora vagam
pela cidade com um único objetivo em mente: matar, destruir, aniquilar.
A Epidemia é remake de O Exército do Extermínio (1973), do mestre de filmes
de terror George Romero, que assina a produção executiva deste filme, como também
supervisionou a filmagem e o roteiro, adaptado por Scott Kosar e Ray Wright.
Visto em 21/08 como convidado da UCI Cinemas
Concorda? Discorda? Mande sua opinião para
fernando@kinemail.com.br


SEGURANÇA NACIONAL
Brasil 2009 1h27min
de Roberto Carminati com Thiago Lacerda, Ângela Vieira, Milton Gonçalves

por Filipe Marcena

OPINIÃO Thiago Lacerda é Marcos Rocha, agente da Agência Brasileira de Inteligência (?)
na defesa da Amazônia. Ele combate traficantes latino-americanos que ouvem
Capim Cubano (??) e que querem permissão para sobrevoar o local. Mas o presidente
Ernesto Dantas (Milton Gonçalves), o nosso Barack Obama (???) não dá trégua.
Então os traficantes ameaçam jogar uma bomba nuclear no Brasil (????).
Enquanto isso, Marcos vive um romance novelesco com Fernanda, filha da Dra. Glória,
diretora da Agência e incapaz de descobrir o relacionamento dos dois. A pretensa
cantora de MPB e esposa do diretor, Marina Elali, canta o Hino Nacional. A bandeira
do Brasil sacode em slow motion. E todo mundo se pergunta como diabos Segurança Nacional
conseguiu chegar até uma sala de cinema. Aparentemente essa coisa que chamam de filme
tenta imitar as produções de ação norte-americanas (as piores, pelo visto), mas esqueceu
da ação. O que temos é uma tosca e tediosa propaganda ufanista patrocinada pelo Exército.
É tudo tão constrangedor, tão risível, tão patético e mal feito que termina sendo uma
sessão muito, mas muito divertida. Disparado a melhor comédia involuntária do ano.
Visto em 17/08 no Cinema do Parque
Concorda? Discorda? Mande sua opinião para
filipeap1988@hotmail.com

por Felipe André

OPINIÃO Segurança Nacional é até agora a maior piada do ano, e tem chances de manter
o cargo se Nosso Lar não for tão divertido. O filme é um amontoado de problemas, defeitos
e outras coisas que só podem ser entendidas como falta de julgamento estético. A história
gira em torno de um agente da Agência Brasileira de Inteligência que entra num combate
ao tráfico nas fronteiras da Amazônia. Poderia ser mais um filme de ação naturalista de nossas
terras tupiniquins, mas a pretensão é tal que uma coisa que poderia ser apenas ruim se torna
uma bomba de proporções gigantescas – tal qual a bomba atômica (!!!) que surge no meio
da história. As atuações de Ângela Vieira, Viviane Victorette e Milton Gonçalves beiram
o limite da vergonha alheia, mas é Thiago Lacerda com seu agente secreto apaixonado
e decidido que consegue acabar até com o mais bem intencionado espectador.
Segurança Nacional fica ali pertinho de Cinderela Baiana (um clássico com Carla Perez!)
como uma das coisas mais bizarras que o cinema nacional já produziu. Pode até virar cult.
Visto em 17/08 no Cinema do Parque
Concorda? Discorda? Mande sua opinião para
f_andre2@hotmail.com


OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

Man Som Hatar Kvinnor / The Girl with the Dragon Tattoo Suécia 2010 2h33min
de Niels Arden Oplev com Michael Nyqvist, Noomi Rapace, Lena Endre, Sven-Bertil Taube

por Filipe Marcena

OPINIÃO De repente, a Suécia virou fonte produtora de fenômenos pop cinematográficos
mundiais. Em 2008, o romance vampiresco Deixa Ela Entrar estourou nas salas 'de arte'
de todo o mundo e virou cult. Já no ano passado, outra adaptação literária sueca
tomou as salas de assalto: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, primeira parte
da trilogia escrita pelo falecido Stieg Larsson. O sucesso da obra é assombroso,
o filme já soma mais de U$ 100 milhões nas bilheterias mundiais. Um número gordo
demais para Hollywood ignorar e, assim como Deixa Ela Entrar, Os Homens Que Não Amavam
As Mulheres
ganhará seu remake americano no ano que vem, sob a batuta de David Fincher.
Enquanto ele não chega, os fãs dos livros aguardam pelas continuações A Menina Que
Brincava Com Fogo
e A Rainha do Castelo de Ar. Ambos dirigidos por Daniel Alfredson,
irmão do talentoso diretor de Deixa Ela Entrar, Tomas Alfredson.

Este primeiro episódio é conduzido por Niels Arden Oplev e conta a história de Lisbeth Salander
e Mikael Blomkvist. Ela (Noomi Rapace) é uma jovem punk de roupas dark e passado mais dark
ainda, que vive como hacker. É a garota com a tatuagem de dragão do título americano.
Ele (Michael Nyqvist) é um jornalista de esquerda que está prestes a ir para a cadeia por
causa de uma armação. Ambos são contratados por Henrik Vanger, homem de família rica que mora
numa ilha isolada com os membros de sua família e que está decidido a descobrir o que aconteceu
com sua neta Harriet Vanger, desaparecida há 40 anos. Eles mergulham no processo e descobrem
segredos enterrados na própria família, que não parece muito satisfeita com a presença dos dois.
Enquanto isso, um estranho relacionamento nasce entre Lisbeth e Mikael. Trata-se de uma história
de detetive que toca em assuntos mais sérios do que o filme é capaz de lidar apropriadamente.

Apesar dos bons atores e ambientação, Os Homens Que Não Amavam As Mulheres falha
miseravelmente no cerne de sua estrutura, o mistério de Harriet. Apesar de a premissa ser curiosa,
as revelações são previsíveis demais e arbitrárias até certo ponto, resultando num desenvolvimento
burocrático da metade para o final. Oplev segura a tensão nos momentos cruciais, mas a sensação
de déjà vu é inevitável. A salvação do filme é Noomi Rapace, bela atriz de 30 anos totalmente
entregue à Lisbeth. A primeira meia hora, que a acompanha, choca pela violência sem maquiagens
e pela intensidade da atriz. São os melhores e mais preciosos momentos do filme, que alonga-se
por duas horas e meia de duração. Lisbeth é uma personagem fascinante, pena o filme
não investir em sua história como poderia. O que resta é uma obra medíocre, mas com
qualidades técnicas inegáveis e uma protagonista carismática. A versão americana
de David Fincher, prevista para 2011, é um dos raros remakes que eu gostaria de assistir.
Visto em 18/08
Concorda? Discorda? Mande sua opinião para
filipeap1988@hotmail.com

_____________________________________________________________________________________________

Sessões extras



NOITES DA CABÍRIA
Le Notti di Cabiria 1957 1h50min
de Federico Fellini com Giulietta Masina, François Périer, Amedeo Nazzari, Aldo Silvani
CINEMA SÃO LUIZ | SESSÃO CINEMATECA | sexta, 20h e sábado, 10h

> Sinopse: A história de Cabíria (interpretada pela atriz e esposa de Fellini,
Giulietta Masina), uma prostituta romântica e ingênua que sonha com o verdadeiro
amor mas sofre constantes desilusões amorosas. A mesma história foi adaptada
por Bob Fosse para um musical da Broadway e depois um filme americano, ambos
com o título de Sweet Charity (Charity, Meu Amor). Nunca se viu uma figura tão
chapliniana quanto Cabiria, nesse filme poético e dos mais inspirados da obra
do genial diretor italiano Federico Fellini. Pier Paolo Pasolini contribuiu
nos diálogos e a trilha sonora é do grande maestro Nino Rota.
Oscar de melhor filme estrangeiro e melhor atriz no Festival de Cannes.

E assim, para Noites de Cabíria, pensei: quero fazer um filme que conte as aventuras
de uma infeliz que, a despeito de tudo, espera confusamente, ingenuamente, por melhores
relações entre os homens, simplesmente melhores relações; e ao fim do filme quero lhe dizer:
"Escuta, fiz você passar por todo tipo de desgraça, mas você me é tão simpática que quero
compor-lhe uma pequena serenata". E depois, sobre essa ideia talvez um pouco ingênua,
imaginei uma cena. Tratava-se de uma mulher, de uma personagem infeliz que, ao fim de uma
aventura ainda mais terrível que as outras, deveria perder de maneira absoluta e definitiva
sua confiança na humanidade que a rodeava. E então me perguntei: por que essa personagem,
num dado momento, não pode se convencer de que há alguém que lhe diz gentilmente e com simpatia:
"Você tem razão"? E assim essa personagem se tornou Cabiria, e suas aventuras se tornaram
aquelas de uma prostituta que vive como um pequeno camundongo num meio aterrorizante,
continuamente esmagada pela realidade, mas que atravessa a vida com inocência e aquela
misteriosa confiança. Ao fim do filme, eu a faço encontrar um grupo exuberante de pessoas
bem jovens, de uma humanidade ao limiar da vida, que gentilmente, debochando um pouco mas
com candura, exprime-lhe sua gratidão cantando uma canção. Foi dessa ideia que nasceu todo o filme.
Federico Fellini
Publicado em Cahiers du Cinéma nº 84, Junho/1958
Traduzido do francês por Luiz Carlos Oliveira Jr.


95 ANOS DO CINETEATRO DO PARQUE
CINEMA DO PARQUE | seg 23, 19h e ter 24, 16h ENTRADA FRANCA

> Dentro das comemorações do aniversário de 95 anos do CineTeatro do Parque,
programação especial em 16mm, alguns do histórico Ciclo de Cinema do Recife:

Segunda 23

19h ACROBATAS NO CENTRO DA CIDADE DO RECIFE
filme da década de 30 mudo 10 min
19h15 AITARÉ DA PRAIA
de Gentil Roriz e Ary Severo 1925 mudo 58min

Terça 24

16h FÉRIAS DE VERÃO COM COO
animação Japão 2007 2h18min
19h PERNAMBUCO E SUA EXPOSIÇÃO DE 1924
1924 mudo 10min
19h15 O CANTO DO MAR
de Alberto Cavalcanti 1953 1h27min


SESSÃO CINECABEÇA
CINEMA SÃO LUIZ | sábado 21, 14h | Exibição em DVD ENTRADA FRANCA

> A partir do tema Literatura, a Federação Pernambucana de Cineclubes – FEPEC
traz para o cineCabeça deste sábado 21 três vídeos que retratam o universo
de escritores pernambucanos de diferentes períodos e estilos: os curtas
Corpo Urb
(de Mariane Bigio, 2009, 11min) e Miró: Preto, Pobre, Poeta e Periférico
(de Wilson Freire, 2008, 20min) e o média-metragem Pelo Caminho Mais Curto
(de Artur Rogério, 2008, 30min). Após a exibição haverá um bate papo
com a presença de Mariane Bigio, Artur Rogério e outros convidados.
Exibição em DVD. Mais informações em www.fepec.blogspot.com

_____________________________________________________________________________________________

Crônicas cinéfilas, opinião, dicas etc


Siga o Kinemail no Twitter

> Além das críticas e programação local completa aqui no Kinemail, agora você
também pode acompanhar as dicas de cinema, DVD, filmes na TV etc
que o Kinemail posta quase todo dia no Twitter. Follow www.twitter.com/kinemail

Dica de DVD do leitor: ALL THAT JAZZ

por Pedro Henrique

> Bob Fosse sempre foi considerado o entretenimento em pessoa. Mérito que obteve
por ter trabalhado nos ramos do cinema, teatro e televisão. Sendo um dos poucos
artistas a ter levado os prêmios mais importantes dessas mídias, como o Oscar e o Emmy.
Nos ano de 1972, Fosse foi o responsável pelo lançamento de Liza Minelli no cinema,
que estreava em Cabaret, um sucesso de público e crítica, levando 8 estatuetas da Academia.
Já no final dessa década, Bob Fosse viria a realizar outro filme que mesmo não obtendo
o sucesso do seu musical anterior, pelo menos é considerado a sua obra–prima.
All That Jazz – O Show Deve Continuar (All That Jazz, EUA, 1979), é quase que um relato
semi-autobiográfico de Fosse. No filme, o personagem de Joe Gideon (Roy Scheider), é um
coreógrafo que se reveza também como diretor de teatro e de cinema, em plena crise criativa.

Ao mesmo tempo em que tenta dirigir e coreografar um musical, divide seu tempo na edição
e lançamento de um filme que se torna um fracasso. Estafado e à beira de um enfarte, ainda
tem a sua vida dividida com a ex-mulher, a namorada e a filha. Gideon começa a se mostrar
um homem sem mais qualquer tipo de controle sobre a sua vida. É como se estivesse
levando-a às últimas conseqüências, até um já esperado desfecho (Belo por sinal!).
Todo o filme tem sua narrativa contadas em flashbacks, ao qual Gideon o relata já
em outro plano, para uma mulher misteriosa (Jessica Lange). Existem muitas semelhanças
entre All That Jazz e o recente fracassado Nine de Rob Marshall. Porém, o primeiro
é infinitamente melhor e, talvez hoje não tão lembrado quanto na época do seu lançamento,
quando levou a Palma de Ouro em Cannes e mais 4 Oscar, é um dos melhores filmes dos anos 70.
Pedro Henrique | phmmts@hotmail.com


Cinema São Luiz hoje, Cinema Moderno ontem

Sei que vou ser repetitivo, mas assistir um filme no Cinema São Luiz é sempre uma delícia.
Foi assim com Um Homem Sério e À Prova da Morte. Ao final da sessão, fico em êxtase.

Quanto a Os Mercenários, interessante ver aqueles brucutus todos, novamente em ação.
Melhor ainda ver os três maiores (Arnold, Bruce e Silvester) juntos, sem contar com
Dolph, Li, Rourke, Roberts. Voltei no tempo, quando ia ao Cinema Moderno ver os kickboxes
da vida. A hístória não deve ser levada a sério, até mesmo porque quase não tem roteiro,
mas levei pelo lado da homenagem a esse tipo de filme, os de pancadaria dos anos 80/90
(Massacre no Bairro Japonês, Fúria Mortal, Comando Delta 2, O Alvo,
O Grande Dragão Branco, Duro de Matar, Rambo, O Corvo
...).
Wlademir Moura | wladmoura@hotmail.com


Trailer original de Noites de Cabiria



_____________________________________________________________________________________________

Siga o Kinemail no Twitter


> Além das críticas e programação local completa aqui no Kinemail, agora você
também pode acompanhar as dicas de cinema, DVD, filmes na TV etc
que o Kinemail posta quase todo dia no Twitter. Follow www.twitter.com/kinemail