

Edições Anteriores
Edição 575
Millenium - Os Homens Que
Não Amavam as Mulheres
J. Edgar
L'Apollonide - Os Amores
da Casa de Tolerãncia
Os Descendentes
Margin Call - O Dia Antes do Fim
Amanhã Nunca Mais
Edição 574
As Aventuras de Tintim
O Espião que Sabia Demais
A Música Segundo Tom Jobim
A Chave de Sarah
2 Coelhos
Mostra 5 Filmes de Yasujiro Ozu
41º Festival de Roterdã
Edição 573
O Garoto da Bicicleta
Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras
A Hora da Escuridão
Edição 572
Cavalo de Guerra
As Canções
Se Não Nós, Quem?
Borboletas Negras
Aventuras de Agamenon - O Repórter
Alvin e os Esquilos 3
Além da Estrada
Filhos de João
Edição 571
Um Dia
Imortais
Dicas de Cinéfilo Top Ten 2011
Edição 570
Missão Impossível - Protocolo Fantasma
Compramos um Zoológico
A Condenação
A Fera
Edição 569
Tudo Pelo Poder
Roubo nas Alturas
Um Conto Chinês
Kinemeiete e Kinemeião Novembro
Edição 568
O Gato de Botas
Noite de Ano Novo
Desaparecidos
Kineclube Saraiva - A Conversação
Retrospectiva 2011/Expectativa 2012
TOP TEN KINEMAIL 2011 Definitivo
Edição 567
Os Muppets
Operação Presente
Os Especialistas
Kineclube Saraiva - Cada Um Vive
Como Quer
Retrospectiva 2011/Expectativa 2012
TOP TEN KINEMAIL 2011
Edição 566
Medianeras
Happy Feet 2 - O Pinguim
Late Bloomers - O Amor Não Tem Fim
180 Graus
Assalto em Dose Dupla
Não Sei Como Ela Consegue
Kineclube Saraiva - Lua de Papel
Edição 565
Copacabana
Amanhecer - Parte 1
Meu País
Os Monstros
Bollywood Dreams
A Alegria
Jardim das Folhas Sagradas
35ª Mostra SP de Cinema - O Listão
Kinemeiete e Kinemeião Outubro
Edição 564
Um Sonho de Amor
Uma Doce Mentira
Reféns
11.11.11
Kineclube Saraiva - Alice Não
Mora Mais Aqui
IV Janela de Cinema do Recife
Edição 563
A Pele Que Habito
O Preço do Amanhã
Terror na Água 3D
A Casa dos Sonhos
IV Janela de Cinema do Recife
35ª Mostra SP de Cinema
Mais edições anteriores AQUI
ARQUIVO 2010
ARQUIVO 2009
ARQUIVO 2008
ANO DEZ Edição 502
Doce Vida, Nosso Lar, Tulpan e Death Proof Party!
> Para as novas gerações de cinéfilos, a
Sessão Cinemateca do Cinema
São Luiz apresenta mais um grande filme de Federico Fellini, A Doce Vida. Realizado em 1960, permanece moderno, essencial, obrigatório. Tulpan,
premiado em Cannes 2008, estreia na Fundaj, que ainda exibe Vincere,
Uma Noite em 67 e pré-estreia para o documentário Dzi Croquettes.
Estreiam a superprodução Nosso Lar, que leva para as telas o livro
psicografado por Chico Xavier, REC 2 e Como Cães e Gatos 2 3D.
O Cine Rosa e Silva exibe pré-estreias de O Pequeno Nicolau, adaptação
de quadrinhos do mesmo autor de Asterix, em versões legendada e dublada.
A Jovem Rainha Vitória e Mademoiselle Chambon continuam em cartaz.
O Cinema São Luiz relança Quanto Dura o Amor?, mal exibido antes
nos multiplexes, e permanece com Toy Story 3 nas Sessões Infantis.
Assista, opine, participe, comente para fernando@kinemail.com.br
Hoje, sexta 03/09, tem a DEATH PROOF PARTY, comemorando 500 Edições
do Kinemail e o aniversário de Filipe Marcena, colaborador fixo do site.
E não esqueça de votar nos seus Kinemeiete e Kinemeião de Agosto!
DICAS DE CINÉFILO Filipe Marcena comenta Um Pequeno Romance,
do diretor George Roy Hill (Butch Cassidy & The Sundance Kid). AQUI
LEITOR VIP Ganhe convites para ver Nosso Lar AQUI
OPINIÃO Como é difícil falar de um filme que é ao mesmo tempo 1. um produto de mercado
para faturar em cima da comemoração de 100 anos da morte de um nome popular
de uma crença religiosa 2. uma tentativa ambiciosa de fazer um filme brasileiro
nos moldes dos blockbusters americanos e 3. uma anacrônica, ditática, e por vezes
risível, produção cinematográfica com limitados fins de doutrinação da plateia.
Pois é, que dureza escrever sobre Nosso Lar... Antes de ser tomado como ofensiva
à doutrina ou pensamento espírita, que fique bem claro que a crítica que faço, seja
o leitor devoto ou não da doutrina, é do ponto de vista estritamente cinematográfico.
Nosso Lar, a princípio, insere-se no mesmo contexto hollywoodiano de cinema
de entretenimento e espetáculo de Avatar ou A Origem: a criação de um mundo
paralelo de imagens espetaculares que, graças à tecnologia de efeitos especiais
atuais, sejam convincentes aos olhos do espectador. Aliás, assim como em Avatar,
é compartilhada aqui a ideia de que um mundo aperfeiçoado é algo horrendamente
cafona, em tons de azuis. Um dos poucos méritos de Nosso Lar é, em parte,
conseguir criar esse mundo paralelo na tela. Infelizmente, o filme não investe
num roteiro que priviliegia a ação, o mistério ou o encantamento. Esbarrando
na limitação de promover a reafirmação da fé dos devotos e toscamente tentando
convencer os que não creem na vida após a morte através da afirmação de que
o que é mostrado no filme não é ficção, mas algo 'baseado em fato real', psicografado
por Chico Xavier, Nosso Lar torna-se tedioso e enfadonho, sem nenhum momento
de clímax narrativo e nem mesmo grandes apelos melodramáticos. Definitivamente,
esse aqui também não é o caso que você precise 'ler o livro' para 'entender' o filme.
Divulgado maciçamente para as novas gerações como um filme de qualidade internacional,
com efeitos especiais feitos no Canadá (pela Intelligent Creatures, por coincidência,
a mesma que fez os efeitos de Como Cães e Gatos 2 3D, em cartaz a partir de hoje),
com trilha sonora do americano Philip Glass, direção de fotografia do suiço Ueli Steiger
e a 'honra' de ser a produção mais cara já feita no Brasil, na casa de R$ 20 milhões
de reais, o fato é que, com exceção de algumas panorâmicas aéreas, os efeitos especiais
são tão ricos quanto os de uma novela da Globo, a trilha sonora não tem nada de especial
e a fotografia remete àquele tom brilhoso brega de capas de livros religiosos.
Seria mais justo lembrar que o diretor e roteirista Wagner de Assis é o responsável
pelos roteiros dos sucessos Xuxa PopStar e Xuxa Requebra e diretor do péssimo
A Cartomante. Então, apesar da produção milionária, o estilo de direção de Wagner prima
pelo retrocesso ao cinema de falas declamadas, figurinos cafonas, roteiro explicativo
e duro, fluência narrativa de novela de TV e tudo que o cinema nacional já parecia
ter deixado pra trás desde o competente Cidade de Deus, de 2004. Por fim, talvez pelo
anacronismo de ser baseado num livro escrito meio século atrás, me senti incomodado,
insultado, pela representação étnica do Brasil lá na colônia Nosso Lar. Pelo jeito, os
espíritos elevados se restringem à classe média branca sulista pois, nessa Shangri-lá
dos espíritas, contei apenas uma familia de negros e um solitário nordestino - engraçado,
abestalhado e de sotaque carregado, numa participação especial constrangedora de Aramis
Trindade. Fosse 'psicografado' hoje, a cidade Nosso Lar seria algo parecido com um shopping
center. Ah, vale lembrar que Chico Xavier - O Filme até que é uma fita bem decente.
Visto em 01/09 como convidado da UCI Cinemas | Fox Filmes
Concorda? Discorda? Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br
TULPAN ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Tulpan Cazaquistão 2008 1h40min RT 9,7
de Sergei Dvortsevoy com Tolepbergen Baisakalov, Ondas Besikbasov
por Felipe Silva
OPINIÃO Nos lugares mais inóspitos do oriente médio, se fazem filmes de uma beleza
que é difícil de ser encontrada em qualquer outro lugar do mundo. Os mais conhecidos
são os filmes iranianos com sua árida poesia, que tem em Bhaman Ghobadi e Abbas
Kiarostami seus maiores expoentes, mas é possível encontrar essa rara sensibilidade
em outras cinematografias. Em Tulpan, o diretor cazaque Sergei Dvortsevoy experimenta
misturar uma visão quase cosmopolita com esse tipo de lugar perdido no meio do nada,
que parece não oferecer qualquer perspectiva de vida para quem vive lá.
A história é de uma simplicidade tocante. O jovem Ashkat retorna à sua pequena vila
em algum lugar no deserto do Cazaquistão depois de servir à marinha russa. Ele pretende
se casar, mas Tulpan, a única moça disponível, o despreza por não gostar de suas grandes
orelhas. Ashkat então, tenta tornar-se um homem para chamar atenção da moça, e faz isso
de uma maneira extremamente improvável, mas bastante emocionante e divertida.
A diferença crucial de Tulpan para os filmes desse ambiente é a troca de valores entre
o homem e a mulher. Enquanto Ashkat é acomodado e pretende montar um rancho para passar
o resto dos dias, Tulpan é uma moça cheia de ambições e quer ir estudar na cidade para
ter uma vida melhor. E o melhor de tudo é que a experiência de Dvortsevoy não fica
limitada a investigação desse pequeno choque cultural. A utilização de não-atores
e de fatos que fazem parte de suas vidas é tão consistente que em alguns momentos
o filme perde o tom de fábula e fica parecido com um documentário. O único problema
talvez seja o excesso de alívios cômicos que o diretor utiliza, talvez por medo
de transformar sua comédia num drama de costumes. Mesmo assim, Tulpan
é um filme mais do que agradável, e surpreendente para quem ainda acha que
no Oriente Médio só existem mulheres caminhando de burca pelo deserto.
Visto em 01/09
Concorda? Discorda? Mande sua opinião para f_andre2@hotmail.com
[REC] 2 - POSSUÍDOS ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
[REC] 2 Espanha 2010 1h25min RT 6,9
de Jaume Balagueró e Paco Plaza com Jonathan Mellor, Oscar Sanchez Zafra
> Sinopse: Sequência de [REC], o filme de terror que conquistou público
e crítica em 2008 e que deu novos ares ao gênero terror, com formato
de falso documentário, gerando um remake americano.
Agora, temos a continuação espanhola com os mesmos diretores do original.
Os maiores horrores voltam a ser registrados no mesmo prédio onde dezenas
de pessoas foram brutalmente assassinadas no primeiro filme.
Visto em 06/09 como convidado da UCI Cinemas
Concorda? Discorda? Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br
COMO CÃES E GATOS 2 3D - A Vingança de Kitty Galore
Cats & Dogs: The Revenge of Kitty Galore EUA 2010 1h22min RT 1,3
de Brad Peyton com James Marsden, Neil Patrick Harris, Sean Hayes, Wallace Shawn
> Sinopse: Kitty Galore, uma ex-colaboradora da organização MEOWS de espiões felinos
bolou um plano maligno para derrotar de vez seus inimigos caninos, derrubar
seus ex-companheiros de espionagem e transformar o mundo em seu arranhador
de estimação. cães e gatos serão obrigados a unir forças em uma aliança que
poderá salvar suas vidas – e as de seus humanos – em Como Cães e Gatos 2 3D,
comédia que mistura atores com bonecos de última geração em animação digital.
QUANTO DURA O AMOR? ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Brasil 2009 1h23min
de Roberto Moreira com Silvia Lourenço, Paulo Vilhena, Danny Carlos
CINEMA SÃO LUIZ
por Fernando Vasconcelos
OPINIÃO Depois do marcante e divisor de opiniões Contra Todos, o paulista Roberto
Moreira escolheu como tema
o amor nas grandes metrópoles, através de um punhado
de personagens de 'sensibilidade diferente', ou seja, o velho chichê de ter como
protagonistas escritores, atrizes, artistas, prostitutas e pessoas sexualmente dúbias.
O filme é Quanto Dura o Amor?, que dura muito pouco (83 minutos) para
ter alguma consistência e, talvez ironicamente mesmo,
aborda relacionamento frágeis
demais para serem chamados de 'amor'. Na abertura, acompanhamos a atriz de teatro
do interior vivida por Silvia Lourenço (co-autora do argumento do filme)
a caminho
da grande São Paulo ao som de High and Dry do Radiohead
(segundo informam,
cedida pela banda após terem visto e gostado do filme) para morar num prédio antigo
da Avenida Paulista, o que garante belas cenas aéreas da famosa avenida.
Infelizmente, talvez por restrições da produção, São Paulo
nunca ganha vida. Por exemplo,
O Signo da Cidade, de Bruna Lombardi e Carlos Alberto Ricelli, era bem mais generoso
ao mostrar a paisagem e atmosfera paulista. Aqui não, os enquadramentos são muito
fechados e até cenas de rua parecem filmadas em estúdio. Essa limitação visual
atrapalha, já que a dança de amores do filme pede pelo clima urbano. Isso não seria
problema se o roteiro e os atores funcionassem. Não é o que acontece. Os diálogos são
muito fracos, os personagens são recortes de papelão. Silvia Lourenço, que é boa atriz,
fica perdida fazendo caras e bocas, descobrindo-se apaixonada (sabe-se lá porque)
pela cantora junkie vivida por Danny Carlos. Danny foi muito elogiada como atriz
(sabe-se lá porque). Sua personagem é só pose, não tem a menor consistência dramática
e não ajuda muito que ela basicamente só apareça cantando em cena (sempre em inglês, como
manda o seu cardápio musical de cantora). Resta a boa surpresa da novata Maria Clara Spinelli
(foto), que poderia ser melhor aproveitada, num romance misterioso, com tintas almodovarianas.
É a única historinha que tem algo a dizer sobre a dificuldade de encontrar um amor
na cidade grande, mas não chega a emocionar. De resto, o filme foi comentado pelas
cenas de sexo lésbico entre
Silvia Lourenço e Danni Carlos. Bom ver - no cinema nacional
atual tão careta - que todos os atores em Quanto Dura o Amor? aparecem desnundados
em cenas de sexo. Pena que
entregam-se a personagens tão fracos e superficiais.
Visto em 08/03 como convidado da UCI Cinemas
Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br
_____________________________________________________________________________________________
Sessões extras
A DOCE VIDA ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
La Dolce Vita 1960 2h47min RT 9,8
de Federico Fellini com Marcello Mastroianni, Anita Ekberg, Anouk Aimée, Yvonne Furneaux
CINEMA SÃO LUIZ | SESSÃO CINEMATECA | sexta, 20h e sáb 04, 10h
> Sinopse: Marcello Rubini é um jornalista que escreve fofocas para tablóides.
Ele anseia ser um escritor sério, mas nunca consegue escrever qualquer coisa melhor
do que normalmente escreve para viver. Marcello exerce seu ofício sobretudo à noite,
rondando os bares e boates luxuosos da Via Veneto, a mais glamourosa avenida da capital
italiana. Marcello come nos melhores restaurantes, bebe a melhor champanhe, transa
com mulheres belas e ricas. Mas está triste. Ele sente que algo está errado,
embora não saiba direito como verbalizar o seu sentimento de vazio pessoal.
Palma de Ouro em Cannes e Oscar de Melhor Figurino, A Doce Vida foi um acontecimento
cinematográfico em 1960, suscitando reações, críticas, elogios e insultos à sua suposta
'imoralidade' e ao seu clima de corrupção e decadência burguesa. A Igreja classificou
o filme como 'inadequado para todos' e alguns críticos que deram opiniões favoráveis
ao filme foram demitidos pelos jornais mais conservadores. Anita Ekberg, no papel
de uma estrela de cinema, protagoniza uma das mais famosas cenas da história
do cinema: o banho noturno na fonte da praça Fontana di Trevi. Federico Felini recusou
a proposta do filme ser estrelado pelo americano Paul Newman, como o protagonista
Marcello, vivido pelo italiano Marcello Mastroianni. A Doce Vida criou profeticamente
o termo 'paparazzi', usado até hoje para definir os fotógrafos sensacionalistas
em busca de imagens invasivas ou escandalosas da vida privada das celebridades.
VÍDEOS DE BILL VIOLA
CINECLUBE DISSENSO | CINEMA DA FUNDAJ | sábado 04, 14h ENTRADA FRANCA
> Neste sábado 04/09, às 14h, no Cinema da Fundação, o Cineclube Dissenso exibe
quatro vídeos do artista americano Bill Viola: Migration (1976), Reflecting Pool (1977),
Ancient of Days (1979) e Chott el-Djerid - A Portrait in Light and Heat (1981).
Um dos mais importantes nomes da videoarte, Viola une técnica e poesia para explorar
o potencial estético do meio, criando em belas imagens meditações sobre
a percepção visual, o tempo e os mistérios do mundo natural.
_____________________________________________________________________________________________
Crônicas cinéfilas, opinião, dicas etc
Siga o Kinemail no Twitter

> Além das críticas e programação local completa aqui no Kinemail, agora você
também pode acompanhar as dicas de cinema, DVD, filmes na TV etc
que o Kinemail posta quase todo dia no Twitter. Follow www.twitter.com/kinemail
Death Proof Party - sexta 03/set, 23h
> Nessa sexta 03/set acontece a segunda festa em comemoração aos 10 Anos do Kinemail,
que já ultrapassaou
as 500 edições semanais, e também comemorando o aniversário
do colaborador fixo Filipe Marcena, autor do ótimo link DICAS DE CINÉFILO e autor de várias
críticas dos filmes da semana. Quem perdeu a primeira, não pode deixar de ir ao ACRE, na
esquina da Rua da Aurora com a Rua Capitão Lima
(mesma rua da festa anterior, KINEMAIL
10 ANOS), a partir das 23h, para festejar conosco na DEATH PROOF PARTY. O ACRE é uma
loja/espaço cultural pequena, num primeiro andar. Os ingressos por R$ 10 reais são limitados
a 120 pessoas. Todos terão direito a
uma caipirinha GRÁTIS do bar da casa, que funcionará
até de manhã para abastecer os festeiros. No telão, videoclipes e montagens dentro
do espírito 70's, que dominará o som dos DJs, com muito funk, black music, disco e, claro,
músicas da trilha sonora do filme de Quentin Tarantino, um dos melhores exibidos este ano
no Brasil, Top Ten Kinemail 2007 e menção honrosa no Top Ten Kinemal 2010. Até mais tarde!
> Para quem vai à festa e tem Twitter, durante essa sexta-feira dê RT em www.twitter.com/ACRERECIFE
para ganhar convites e camisas
de A Jovem Rainha Vitória e do inédito Solomon Kane - O Caçador
de Demônios. Os convites e camisa serão entregues no ACRE, durante a festa.
Kinemeiete e Kinemeião de Agosto
> Nesta edição você vota on line na escolha da Kinemeiete e do Kinemeião de agosto.
Temos 3 opções para cada um, para atrizes e atores nos filmes exibidos aqui no Recife
durante o mês passado. A enquete está na coluna esquerda, no topo do Kinemail.
Lembre-se: o parâmetro de escolha não é só beleza
e sex appeal, mas uma
combinação destes com talento, carisma e presença
nos filmes exibidos no mês.
Como curiosidade do mês, uma das opções para Kinemeião é a turma de brucutus
de Stallone em Os Mercenários: Sylvester Stallone, Jet Li, Jason Statham,
Mickey Rourke, Randy Couture, Steve Austin, Terry Crews e Dolph Lundgren.
Vai lá no topo, clica nas bolinhas dos nomes dos seus escolhidos e depois em VOTAR!
Obs. Se você preferir outro ator ou atriz, além dos citados, confira aqui no ARQUIVO
os filmes de agosto e manda seu voto e comentário por e-mail para fernando@kinemail.com.br
Mademoiselle Chambon
Discordo totalmente de sua opinião sobre Mademoiselle Chambon. Achei um
filme de amor dos mais bem feitos, em que os dois se descobrem atraídos mas
de forma quase envergonhada. Eles tem consciência de que estão 'errados'.
E senti um pingo de preconceito sobre seu comentário sobre o pedreiro.
Ele é claramente um cara sensível, só que não teve muito estudo. Sua atração
pela professora é quase mais intelectual do que física. E adorei os silêncios.
Eles poderiam ter pulado pra cama logo na primeira cena...e dai?
Deu pra perceber que o que surgiu entre os dois era maior do que isso.
Também me lembrei de Partir, com a Kristin Scott-Thomas. Mas acho que
naquele filme ela agiu como uma inconsequente, colocando a atração
física acima de tudo e largando marido, família, tudo. Segue a minha crítica
para Mademoiselle Chambon, publicada no meu Blog Câmera Escura
'Ao fazer programa duplo no Cine Topázio, em Campinas, eis que deparo com a mesma atriz
nos dois filmes. Após assitir ao ótimo e engraçado O Pequeno Nicolau, mudei de sala para
ver o drama Mademoiselle Chambon. A atriz é Sandrine Kiberlain que, curiosamente, interpreta
uma professora primária nos dois filmes. Mas enquanto o primeiro é um filme leve e engraçado,
Mademoiselle Chambon é um sensível drama de amor. É notável a sutileza do diretor Stéphane Brizé
ao contar a história do pedreiro Jean (Vincent Lindon) e da professora Véronique Chambon, que
dá aulas para o filho de Jean. Ele é um trabalhador braçal, casado com Anne-Marie (Aure Atika)
e pai de Jérémy (Arthur Le Houérou). Um dia a professora o convida para se apresentar à classe
do filho para falar sobre seu trabalho. Apesar do pouco estudo e do trabalho duro, Jean se revela
articulado e apaixonado pelo trabalho, o que atrai discretamente a atenção da solitária professora.
Ela lhe pede que vá consertar uma janela com problemas na casa dela, e o que se segue é uma
das sequências de tensão amorosa e atração sexual mais bem feitas do cinema. Os dois estão
sozinhos no apartamento, ela corrigindo provas no quarto enquanto ele está na sala fazendo o serviço.
Percebe-se que os dois estão interessados, mas de maneira quase envergonhada, tímida. Ele é casado.
Ela dá aulas para o filho dele. Eles sabem que estão 'errados', sabem que é 'impossível'; mas também
sabem que, em uma outra realidade, os dois poderiam ser ideais um para o outro.
Jean é um homem íntegro, que não está interessado em trair a esposa. É também bom filho e toma
conta do pai, que está doente. Mas há algo na professora que lhe atrai muito, e não é apenas uma
coisa sexual. Em uma bela cena, ele lhe pede que toque alguma coisa no violino. Ela fica envergonhada
e, a princípio, se recusa. Ele insiste. É bom ver um filme, hoje em dia, em que um homem e uma
mulher não pulam direto para a cama. O amor que surge entre os dois é genuíno e, como toda paixão,
sofrida. Para complicar, Jean descobre que a esposa está grávida. E agora? De seu lado, a solitária
Chambon recebe uma oferta para ser efetivada na escola do filho de Jean. Será uma boa ideia?
Não seria melhor partir enquanto ainda é tempo? Mademoiselle Chambon é um filme de longos
silêncios e olhares, em que o não dito fala mais do que muitas palavras. A dor da paixão não
consumada é expressa na música clássica do compositor Elgar, em notas de violino. Ótimo filme.
João Solimeo | cameraescurablog.blogspot.com
Felipe Silva responde: Gostei do seu texto e entendo os motivos pelos quais você gostou do filme,
muitas pessoas tem gostado também, mas a questão é a minha capacidade de crer num personagem.
Se o Brizé tivesse me feito acreditar naquele personagem como uma pessoa sensível até chegar
ao ponto em que ele se emociona com aquela música, teria sido mais fácil aceitar a cena,
e consequentemente, o envolvimento silencioso com a professora. Mas a construção daquela
figura foi tão pragmática que eu não consegui aceitar essa mudança tão ríspida de caráter.
Pode ter acontecido também um leve aborrecimento com a condução do filme, mas eu mantenho
as mesmas impressões. Continua sendo um filme bastante competente, ao mesmo tempo que
é muito desinteressante. Pretendo ver outros filmes do diretor pra entender se isso vem de antes.
Hello Sally!
> No clima da DEATH PROOF PARTY, veja esse vídeo dos bastidores de À Prova de Morte,
onde a equipe brinca com Sally Menke, que faz a montagem de todos os filmes de Tarantino.
_____________________________________________________________________________________________
Siga o Kinemail no Twitter

> Além das críticas e programação local completa aqui no Kinemail, agora você
também pode acompanhar as dicas de cinema, DVD, filmes na TV etc
que o Kinemail posta quase todo dia no Twitter. Follow www.twitter.com/kinemail