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As Vantagens de Ser Invisível
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O Reino Gelado
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O Lado Bom da Vida
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Jorge Mautner - O Filho do Holocausto
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O Mestre
País do Desejo
O Resgate
João e Maria - Caçadores de Bruxas
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Django Livre
O Último Desafio
Sammy - A Grande Fuga
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Jack Reacher - O Último Tiro
Uma Família em Apuros
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A Arte de Amar
Sete Psicopatas e Um Shih Tzu
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ARQUIVO 2011
ARQUIVO 2010
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ARQUIVO 2008
Kinemail Edição 551
Árvore, Super 8, Sandrine e Mostra Lume
> Melancolia de Lars von Trier
quebra todos os rercordes de público
do Cinema da Fundação, já visto por mais de 2.000 espectadores com
apenas duas sessões diárias, superlotadas. Também do último Festival
de Cannes, chega
a Palma de Ouro A Árvore da Vida de Terrence Malick, estreando nos multiplexes. Nos multiplexes também entra em cartaz
Super 8, de J. J. Abrams, produzido por Steven Spielberg.
O Cinema da
Fundação exibe preciosa mostra da atriz francesa Sandrine Bonnaire,
e temos Não Me Abandone Jamais, com Andrew Garfield, nos multiplexes.
Neste sábado 13 começa a Mostra Lume Cinema Americano, promovida
pelo Kinemail, com Bem-vindo à Casa de Bonecas de Todd Solondz
às 14h, no Cinema da Fundação em parceria com o Cineclube Dissenso.
De terça 16 a sexta 19,
na sala João Cardoso Ayres às 19h, a mostra
continua com
filmes de Neil LaBute, John Frankenheimer, Francis
Coppola e Elia Kazan. A entrada é gratuita para todas as sessões.
A mostra celebra os 11 anos do Kinemail, e tem festa Sai Dessa Deprê,
Von Trier! a partir de 23h neste sábado 13, no ACRE Recife.
Let's party!
Assista, comente, participe. E-mails para fernando@kinemail.com.br
DICAS DE CINÉFILO Filipe Marcena comenta o clássico B O Homem
dos Olhos de Raio X do lendário diretor Roger Corman LEIA AQUI
LEITOR VIP Convites para a festa Sai Dessa Deprê, Von Trier! CLICA AQUI
Você está no Facebook? Então clica em CURTIR aqui no Kinemail:



CUPIDO NÃO TEM BANDEIRA
Billy Wilder | EUA | 1961
LEIA AQUI

A ÁRVORE DA VIDA ![]()
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The Tree of Life EUA 2011 2h19min
de Terrence Malick com Brad Pitt, Sean Penn, Jessica Chastain, Hunter McCracken
por Fernando Vasconcelos
OPINIÃO Como cinéfilo, não há como desconsiderar a obra única de Terrence Malick,
cineasta de apenas 5 filmes em quase 40 anos de carreira em Hollywood. Ou outros
quatro são Terra de Ninguém (1973), Cinzas no Paraíso (1978), Além da Linha
Vermelha (1998) e O Novo Mundo (2005). A Árvore da Vida chega após
cinco anos de trabalho, laureado com a Palma de Ouro em Cannes 2011.
Tudo remete à "cinema de arte", mas esse é um filme com Brad Pitt
e Sean Penn e está estreando nos multiplexes. Curioso será ver a reação
do público, já que esse é talvez o mais radical "filme-poesia" de Malick,
embora seja também o seu mais acessível, tratando as grandes questões
da existência humana a partir do cotidiano de uma família americana
nos anos 50. O filme começa com uma típica cena de drama americano, com
pai e mãe recebendo a devastadora notícia da morte de um filho, aos 19 anos.
Pulamos para os dias atuais, onde vemos um dos filhos dessa família,
Jack (Sean Penn), vivendo como homem bem sucedido financeiramente
mas angustiado com questões familiares mal resolvidas de culpa e perdão.
Estamos num filme de Terrence Malick, que preza por narrativas soltas, em
formato de fluxo de pensamentos e memórias, tentando aproximar o cinema
da poesia literária, com narrações em off que são mais cânticos do que
autoexplicação dos personagens. Vale lembrar que o filme começa com
uma citação bíblica, o que conduz o espectador a um olhar senão religioso
certamente sagrado sobre o que vem pela frente. Assim, A Árvore da Vida
propõe um claro pacto com o espectador, com sua câmera livre, que "olha"
muito para o céu e plana lindamente em volta dos personagens num vai e vem
de baixo pra cima, sempre evocando que há algo de sagrado pairando no ar.
Então, somos jogados no espaço sideral, numa sequência que tem sido muito
comparada ao início de 2001 - Uma Odisseia no Espaço (1968) de Stanley Kubrick.
Essa sequência traz as tais imagens que foram ridicularizadas pelos detratores
do filme, são cenas "image bank", já bastante banalizadas pela superinformação
publicitária da era digital, com vulcões, explosões, animais marinhos, oceanos,
células e até dinossauros digitais (!) onde Malick pede ao espectador para relaxar
(por uns 30 minutos) e pensar um pouco na Criação do mundo em que vivemos.
Voltamos à família O'Brien, formada por Brad Pitt (um pai austero), Jessica
Chastain (uma mãe talvez precursora dos hippies) e os três filhos homens,
com a narrativa focada no primogênito Jack (Hunter McCracken, um garoto
estreante com presença extraordinária em cena). A partir daqui, temos um fiapo
de narrativa "convencional", considerando que tudo é um fluxo livre de memórias
do Jack adulto, mergulhando nas sensações e aprendizados morais da infância,
remetendo a filmes caseiros mas de sofisticada construção visual, sempre com
metáforas e alusões ao sagrado, ao religioso, à arte e também ao mais banal
cotidiano lúdico de qualquer criança, da brincadeira de rua às primeiras sensações
sexuais. Vale observar que é muito estranho o ritmo do filme. Não há suspenses, lógicas,
mas um constante brotar de lembranças, com montagem rápida (trabalho de 5 montadores,
incluindo o brasileiro Daniel Rezende, de Cidade de Deus e Tropa de Elite) e a certa altura
você não sabe mais se está há uma ou quatro horas dentro do cinema acompanhando
a vida daquela família. Não é para todos, mas achei lindo isso, como o mais puro cinema.
Vamos lentamente formando impressões sobre a felicidade idealizada e a realidade meio
sinistra, vista mais de perto, sempre na dicotomia Pai e Mãe, natureza cruel e graça divina,
Criação e Criador, rumo a um gesto simples de perdão entre pai e filho, mas que o filme
amplifica poderosamente (com pretensão, sim) para a aceitação do sentido da vida
como algo igualmente ínfimo e grandioso. E Malick, um homem de imagens e não
de discursos, traduz isso com as mais problemáticas sequências do filme, um epílogo
perigosamente brega, com imagens que poderiam estar tranquilamente num
programa evangélico tosco de TV aberta. Mas ao mesmo tempo, tal fechamento
me parece absolutamente honesto, como obra de um autor de cinema. De qualquer
forma, mesmo esse final eu vi com outros olhos numa revisão, assim como o filme todo,
que parece um organismo vivo, transformando-se diante dos olhos do espectador
a cada revisão. Grande cinema, A Árvore da Vida pode não ser o melhor Malick,
contando com suas imperfeições, mas é
certamente seu filme mais pessoal, delicado
e verdadeiro em cada fotograma, com muito de autobiográfico nas entrelinhas também.
Filme visto e revisto em 03 e 06/08 como convidado da UCI Kinoplex/Imagem Filmes
Concorda? Discorda? Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br

SUPER 8 ![]()
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Super 8 EUA 2011 1h52min
de J. J. Abrams com Kyle Chandler, Elle Fanning, Joel Courtney, Noah Emmerich
por Felipe André
OPINIÃO Para todos aqueles que, assim como eu, nasceram na década de 90
e assistiram a gradual derrocada do cinemão feito por nomes como Steven Spielberg
e George Lucas, Super 8 é uma divertida viagem aos tempos em que chamar um filme
americano de blockbuster não era uma ofensa. Já nos créditos iniciais, a imagem
de Elliot voando junto com o ET em sua bicicleta na logomarca da Amblin Entertainment,
produtora de Spielberg, sugere algo de nostálgico, mesmo já tendo sido vista centenas
de vezes antes. Essa mesma sensação se repete ao longo de todo o filme, quando
surge a criança solitária, quando aparecem os amigos bagunceiros formando uma típica
‘gang’ dos anos 70, quando vemos a irmã vulgar e o maconheiro dono da loja de vídeo,
entre outras figuras que compõem o imaginário da época. O grande problema
de Super 8 é, talvez, não ser efetivamente um filme de Steven Spielberg.
A crítica, no entanto, não está totalmente direcionada ao trabalho de J. J. Abrams. Muito
conhecido pelas cultuadas telesséries Alias, Fringe, Lost, e pelo sensacional trabalho
de reciclagem do clássico Star Trek, Abrams é um escritor competente, e como bom
conhecedor do mundo sci-fi, seria um nome óbvio para esse tipo de projeto. Porém,
sua fascinação se torna inimiga, e os pormenores dramáticos são suprimidos em detrimento
do espetáculo de explosões e especulação alienígena. O roteiro, que parte de uma premissa
bastante sensível, é tratado de maneira rasa na tela. A história segue o jovem Joe Lamb
(Joel Courtney, muito bem em seu primeiro papel) a partir do velório de sua mãe, e aproveita
para expandir o drama familiar a aquilo que viria a se tornar uma difícil relação com seu pai.
Em seguida, chega o amigo gordinho que tem uma câmera super-8 e delírios de grandeza
de um verdadeiro diretor hollywoodiano. É dele que surgem algumas das melhores sequências
do longa. O vigor com o qual Charles (o também estrante Riley Griffiths) comanda sua micro
equipe de filmagem é tão divertido quanto emocionante para quem é fã de cinema.
Existem também outras subtramas que atrapalham a experiência, como a história de Alice
Dainard (Elle Faning firmando-se como promessa para os próximos anos), musa do protagonista,
e seu pai; e o pedaço militarista/policial do filme que de tão óbvio se torna enervante.
O grande acerto de Super 8 é provavelmente a escolha de atores iniciantes ou não muito
populares, preferindo não correr o risco de se tornar apenas mais um trabalho de algumas
grandes estrelas. De resto, tudo parece emular as aventuras da Sessão da Tarde. A trilha
sonora
de Michael Giacchino é bela, apesar da sensação de uma constante busca por inspiração
em John Williams; e a trilha não original usa de maneira perfeita, e discreta, músicas como
Heart of Glass e My Sharona. Tenha você passado por esta época ou não, Super 8 pode
reacender boas memórias de um tempo que não volta mais. E por último, vale observar:
não se levante da poltrona quando começarem os créditos. Sob qualquer hipótese.
Filme visto em 09/08 como convidado da Paramount Pictures
Concorda? Discorda? Mande sua opinião para f_andre2@hotmail.com
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Mostra Kinemail Lume de Cinema Americano
13, 16, 17, 18 e 19 de agosto | Fundaj | R. Henrique Dias 609, Derby
Sala João Cardoso Ayres e Cineclube Dissenso no Cinema da Fundação ENTRADA GRATUITA
> Começa, neste sábado 13, a mostra Kinemail em parceria com a Lume Filmes,
o Cinema da Fundação e o Cineclube Dissenso. A mostra traz filmes de várias épocas
do cinema americano que marcaram pela abordagem de temas ousados e pelo talento
de seus diretores. Foram lançados pela distribuidora Lume Filmes e lançados no Brasil em DVD.
Os filmes serão exibidos em DVD, com abertura no sábado 13, sessão às 14h no Cinema
da Fundação (198 liugares), em parceria com o
Cineclube Dissenso. Este filme terá
o tradicional debate
após a sessão, na Sala João Cardoso Ayres. De terça 16
até sexta 19, a mostra continua
na Sala João Cardoso Ayres (50 lugares),
sempre às 19h. ENTRADA GRATUITA para todas as sessões. Os filmes também
estão à venda em DVD nas lojas e no site oficial www.lumefilmes.com.br
Na noite do sábado 13, Kinemail comemora 11 ANOS na festa SAI DESSA DEPRÊ, VON TRIER!
no ACRE Recife, 23h (Rua da Aurora esquina com Rua Capitão Lima). Os ingressos custam
R$ 10, até 1h da manhã e R$ 15, depois. As festas no ACRE Recife são famosas por entrarem
pela manhã, com o sol já batendo nas janelas do casarão e todo mundo ainda dançando!
O revezamento de botadores de som contará com Julia Says + Simone Jubert & Chico Lacerda
+
Marker & Brazylina + Djs Kinemail + André Balaio + amigos de Bettie Page. Let's rock!
Sáb 13 | BEM-VINDO À CASA DE BONECAS
Welcome To The Dollhouse 1995 1h28min
de Todd Solondz com Heather Matarazzo, Eric Mabius, Matthew Faber
CINECLUBE DISSENSO | CINEMA DA FUNDAÇÃO | sábado 13, 14h
com debate após a sessão, na Sala João Cardoso Ayres
Adolescente feia e desajeitada é ignorada pela família e pelos colegas
de classe, vivendo um cotidiano frustrante e cruel. Retrato impiedoso
da adolescência, que não faz concessões a um mundo de conto de fadas.
Ter 16 | NA COMPANHIA DE HOMENS
In The Company of Men 1997 1h33min
de Neil Labute com Aaron Eckhart, Matt Maloy, Emily Cline
19h | Sala João Cardoso Ayres
Dois executivos decidem vingar-se do sexo frágil. Para isso, encontram
a vítima perfeita, uma secretária surda e muda, que seduzirão e abandonarão,
enquanto um tenso embate psicológico se desenvolve entre os dois.
Qua 17 | O SEGUNDO ROSTO
Seconds 1966 1h47min
de John Frankenheimer
com Rock Hudson, John Randolph, Richard Anderson
19h | Sala João Cardoso Ayres
Homem de meia idade vive com a esposa numa confortável casa de subúrbio.
Insatisfeito com sua vida, contrata empresa especializada em "renascimentos".
A organização forja sua morte e faz com que ele "renasça" como um pintor de sucesso.
Qui 18 | O FUNDO DO CORAÇÃO
One From The Heart 1982 1h47min
de Francis Ford Coppola com Frederic Forrest, Teri Garr, Nastassia Kinski, Tom Waits
19h | Sala João Cardoso Ayres
No fim de semana do Dia da Independência, numa Las Vegas onírica, Hank e Frannie decidem
que seu casamento chegou ao fim e se separam. Durante o feriado, eles buscam outras paixões,
mas descobrem que estas são tão ilusórias quanto o falso brilho da cidade que os cerca.
Sex 19 | CLAMOR DO SEXO
Splendor in The Grass 1961 2h04min
de Elia Kazan com Warren Beatty, Natalie Wood, Pat Hingle
19h | Sala João Cardoso Ayres
Nos anos 1920, em Kansas, um casal de adolescentes descobre o amor, mas é perseguido
pela sociedade moralista e repressiva da época. Warren Beatty e Natalie Wood esbanjam
beleza, inocência e sensualidade nesta obra-prima de Elia Kazan sobre moralismo e repressão.
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> Chega ao Cinema da Fundação uma retrospectiva com filmes de Sandrine Bonnaire,
uma das atrizes mais talentosas do cinema francês. A mostra, que faz parte do Festival Varilux
de Cinema Francês,
foi organizada pelo Institut Français com o apoio do serviço audiovisual
da Embaixada da França no Brasil, está em 8 cidades brasileiras entre junho e outubro de 2011.
Os ingressos para todas as sessões custam apenas R$ 1,oo para todos
XEQUE-MATE
Joueuse 2010 1h37min
de Caroline Bottaro com Sandrine Bonnaire, Kevin Kline, Francis Renaud, Valérie Lagrange
Sexta 12, 15h30
Em uma pequena vila de Córsega, Hélène trabalha como camareira em um hotel e aparenta
ser feliz com seu marido e sua filha de quinze anos, Lisa. Tudo se confunde no dia em que ela
conhece um jovem casal de americanos muito sedutores jogando xadrez no terraço do hotel.
AOS NOSSOS AMORES
A nos amours 1983 1h40min
de Maurice Pialat com Sandrine Bonnaire, Evelyne Ker, Dominique Besnehard, Cyril Collard
Sábado 13, 15h30
César do melhor filme 1984. Suzanne, quinze anos, acumula aventuras amorosas
sem conhecer o amor de verdade. Quando seus pais se separam, ela tem que
enfrentar a hostilidade da mãe e do irmão, que condenam seu comportamento.
SEM TETO NEM LEI
Sans toit ni loi 1985 1h45min
de Agnès Varda com Sandrine Bonnaire, Macha Méril, Stéphane Freiss, Yolande Moreau
Domingo 14, 15h45
Leão de Ouro no Festival de Veneza 1985. César 1985 da melhor atriz Sandrine Bonnaire.
Uma jovem andarilha morre de frio: apenas mais uma notinha de jornal. Teria sido
morte natural? Seria um caso policial ou social? O que poderíamos saber dela e como
reagiriam aqueles que cruzaram seu caminho? A câmera se cola a Mona, perscrutando
sua errância, uma errância obrigada, pois as portas se fecham para ela.
A PURITANA
La Puritaine 1986 1h30min
de Jacques Doillon com Laurent Malet, Michel Piccoli, Sabine Azema, Sandrine Bonnaire
Segunda 15, 18h
Lá se vai um ano desde que Manon, 18 anos, fugiu de casa abandonando
seu pai, Pierre, homem de teatro. Ela lhe escreveu para comunicar sua volta
e pedir desculpas. Nessa noite, Pierre e sua companheira a esperam no teatro.
MULHERES DIABÓLICAS
La Cérémonie 1995 1h51min
de Claude Chabrol com Sandrine Bonnaire, Isabelle Huppert, Jacqueline Bisset, Virginie Ledoyen
Segunda 15, 20h
Discreta e calada, Sophie é escolhida pela rica família Lalièvre para tomar conta de sua
mansão e faz amizade com a curiosa e intrometida Jeanne, dona do correio local.
Jeanne tem inveja dos Lalièvre e arquiteta um plano para prejudicá-los.
SENHORITA
Mademoiselle 2001 1h26min
de Philippe Lioret com Sandrine Bonnaire, Jacques Gamblin, Isabelle Candelier, Zinedine Soualem
Terça 16, 15h45
Claire é um pouco careta. Certo dia, encontra Pierre, ator itinerante. Logo após,
Claire perde o trem de volta para casa e é convidada por ele a viajar de carro.
Após o breve encontro com Pierre, a tímida Claire já não será mais a mesma.
O NOME DELA É SABINE ![]()
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Elle S’appelle Sabine França 2008 1h25min
documentário de Sandrine Bonnaire com Sabine Bonnaire, Catherine Cabrol
Quarta 17, 15h45
Por Fernando Vasconcelos
OPINIÃO O Nome Dela é Sabine, prêmio da crítica internacional em
Cannes 2007 é a estreia da atriz Sandrine Bonnaire como diretora e registra
a vida de sua irmã Sabine, a partir de material caseiro filmado na infância
e adolescência, além do registro atual comovente, que expõe a degradação
física e mental que resultou da passagem de Sabine por hospitais psiquiátricos,
após o agravamento de sua doença, diagnosticada como autismo. Cinco anos
de violento e pesado tratamento transformaram sua irmã, antes uma garota alegre,
fisicamente normal, numa mulher obesa, com cansaço crônico e dificuldade motora
e de expressão, com danos irreversíveis. Hoje, Sabine vive em uma casa
para pessoas especiais como ela e está se recuperando na medida do possível,
como diz Sandrine, 'com sua dosagem de remédios já reduzida pela metade.'
O Nome Dela é Sabine é, acima de qualquer tom de 'filme-denúncia', uma linda
declaração de amor de Sandrine para Sabine. Não espere explicações sobre essa
complexa doença que é o autismo. Sandrine Bonnaire está mais interessada na
construção do filme, preciso na sua integração de secas imagens digitais atuais com
o material mais orgânico e intimista dos antigos filmes caseiros. Não por acaso,
será uma exposição desses antigos filmes da adolescência de Sabine o motivo
de algumas das mais comoventes cenas vistas no cinema recente. O rosto
de Sabine, na adolescência e hoje, são imagens que não sairão da minha
cabeça por um longo tempo. É um documentário pessoal, sincero, triste
mas também muito bonito, não deixe de conhecer O Nome Dela é Sabine.
Visto em 05/12/2009 como convidado do Cine Rosa e Silva
Mande sua opinião para filipeap1988@hotmail.com
PODERÁ SER AMOR?
Je Crois Que Je l'Aime 2007 1h30min
de Pierre Jolivet com Sandrine Bonnaire, Vincent Lindon, François Berleand
Quinta 18, 15h45
Lucas, homem de negócios divorciado, sente-se irresistivelmente atraído por Elsa,
uma ceramista sofisticada a quem encomendou um painel para a fachada do seu
edifício de escritórios. Intrigado pelo fato de esta jovem e bela mulher se encontrar
descomprometida, Lucas pede a um detetive para investigar a vida de Elsa.
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Crônicas cinéfilas, opinião, dicas, festivais etc
Dica do leitor - A Estranha Família de Igby
por Pedro Henrique
> Existe uma gama de filmes recentes que se tornaram desconhecidos de boa parte
do público. Muitos deles pertencem a uma era considerada forte dentro do cinema
independente norte-americano, que foi da década de 90 até meados dos anos dois mil.
A Estranha Família De Igby (Igby Goes Down, EUA, 2003) é o tipo de filme cult
e excêntrico na melhor expressão da palavra. O diretor Burr Steers criou uma obra
com uma linguagem própria e personagens bastante incomuns.
Igby (Kieran Culkin) é um garoto de família rica e que não suporta mais a vida que
vem levando em casa com a sua família. Seu pai (Bill Pullman) vive tendo colapsos
nervosos. Sua mãe (Susan Sarandon) está a beira da morte e planeja suicídios e seu
irmão (Ryan Phillipe) é aquele tipo de filho que faz todos os desejos dos pais.
Vendo-se como um verdadeiro peixe fora d’agua, Igby decide se mudar para a casa
de D.H. Baines (Jeff Goldblum), um padrinho que reside em Nova York, onde irá conhecer
a bela Sookie Sapperstein (Claire Danes) que também vive rodeada de problemas.
O clima aqui é típico de filme independente do cinema norte-americano. Possui diálogos
muito bem pensados e personagens sofisticados. Mas peca por não explorar muito bem
os personagens de Bill Pullman e Susan Sarandon. Entretanto, o humor negro utilizado
por Steers para descrever esse cenário, consegue arrancar boas risadas. Há algumas
ideias boas, mas que se perdem no roteiro.
Ironias a parte, mas Burr Steers que também
assina o roteiro é sobrinho do escritor e roteirista Gore Vidal. Mas o DNA do talento aqui
parece não muito bem empregado, fazendo com que A Estranha Família De Igby
fique um pouco indefinido entre o drama e a comédia. Vale pelo fato de ter um bom
elenco e o divertido retrato de um desajustado com um humor bem inusitado.
O DVD está disponível no Brasil pela MGM.
Pedro Henrique phmmts@hotmail.com
Dicas de Cinéfilo - O Homem dos Olhos de Raio-X
O HOMEM DOS OLHOS DE RAIO-X ![]()
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The Man With The X-Ray Eyes EUA 1963 1h19min
De Roger Corman com Ray Milland, Diana Van Der Vlis, Harold J. Stone, Don Rickles
Em DVD pela Classic Line
por Filipe Marcena
OPINIÃO Roger Corman influenciou meio mundo de gente com sua maneira de
dfazer filmes. Nos anos 60 e 70, por exemplo, ele teve pupilos como Peter Bogdanovich,
Joe Dante, James Cameron, Monte Hellman, Jonathan Demme, John Sayles, Curtis Hanson,
Robert Towne, Francis Ford Coppola e Martin Scorsese, e também deslanchou as carreiras
de Peter Fonda, David Carradine, Bruce Dern, Dennis Hopper, Robert De Niro e Jack Nicholson.
Ou seja, a maioria daquele pessoal louco que fez de Hollywood um lugar mais divertido algumas
décadas atrás, como narrado por Peter Biskind em Como a Geração Sexo, Drogas e Rock’n Roll
Salvou Hollywood, tinha algo de Corman. Não é a toa que até hoje ele é venerado. Sua mente
criativa e rápida em encontrar soluções de execução o permitia fazer filmes em um curto espaço
de tempo com um micro-orçamento, o que não o impedia de realizar obras bem acabadas.
Seus filmes são claramente B e Corman não tinha vergonha disso, usando as limitações de produção
a seu favor. Um belo exemplo é O Homem dos Olhos de Raio X, uma de suas pérolas.
Esse é um filme de uma fase mais recente de Corman, quando ele já era reconhecido e podia
escalar atores do naipe de Ray Milland (oscarizado pelo clássico de Billy Wilder Farrapo Humano).
Mesmo no seu auge, ele fazia questão de filmar com um orçamento baixo de U$250 mil e em
apenas 3 semanas (filmou outros 3 filmes em 1963). A introdução do filme é uma das mais estranhas
que já vi: um globo ocular em close-up que fica por mais ou menos um minuto na tela, olhando
para o espectador, para logo em seguida cair num líquido avermelhado e borbulhante. Perfeita
pista para a história do Dr. James Xavier (Milland, é muito bom ver um homem de verdade
em um papel de um homem de verdade num filme desse tipo, e não um adolescente ou um
adulto que pensa como um), um cientista que desenvolve experimentos com a visão humana.
Ele cria uma droga que, quando aplicada nos olhos, permite a pessoa enxergar além das
superfícies. Dr. Xavier aplica a droga em si mesmo e se encanta com seu achado. Primeiro
se utiliza dele para salvar vidas (grandes poderes trazem grandes responsabilidades... oh wait!),
mas quando comete um crime acidental passa a ser um fugitivo, indo trabalhar num circo.
Nesse meio tempo, seus olhos começam a enxergar bem mais do que ele jamais desejou.
O roteiro tem alguns problemas de narrativa (o crime cometido, por exemplo, é algo estapafúrdio),
e algumas transições na história parecem existir apenas para que ela transite, sem maiores
preocupações com coerência ou verossimilhança. Mas o que torna O Homem dos Olhos de Raio X
uma pérola B são seus visuais, noção de diversão e poder de choque, impressos com vigor na tela
por um inspirado Corman. Em certo ponto da trama, a Dra. Diana (Van der Vlis) leva o Dr. Xavier
para uma festa, e ele enxerga todos os casais dançantes completamente nus, numa cena inesperada
para um suspense sci-fi. Apesar do enredo sombrio e cada vez mais tenso, é um filme colorido,
meio kitsch, com efeitos especiais artesanais que, em sua maior parte, ainda funcionam muito bem.
O melhor é que o filme namora com questões metafísicas na parte final, concluído com um choque
que assombrará alguns e fará outros rirem. Cineastas contemporâneos do mundo todo precisam
aprender com o Corman: não é com grandes orçamentos e muita egotrip que se faz um bom filme.
Basta vontade e um bom olho de raio X pra imagem. Hail Corman!
Filipe Marcena | filipeap1988@hotmail.com
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