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À Beira do Abismo
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Viagem 2 - A Ilha Misteriosa
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L'Apollonide - Os Amores
da Casa de Tolerãncia
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Kinemeiete e Kinemeião Dezembro
Edição 571
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Imortais
Dicas de Cinéfilo Top Ten 2011
Edição 570
Missão Impossível - Protocolo Fantasma
Compramos um Zoológico
A Condenação
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Tudo Pelo Poder
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Kinemeiete e Kinemeião Novembro
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Kineclube Saraiva - A Conversação
Retrospectiva 2011/Expectativa 2012
TOP TEN KINEMAIL 2011 Definitivo
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ARQUIVO 2009
ARQUIVO 2008
Kinemail Edição 565
Amanhecer, País, Monstros, Alegria e Copacabana
> Os multiplexes são invadidos massivamente pelos vampiros e lobos
adolescentes em Amanhecer - Parte 1 da Saga Crepúsculo, com algumas
cenas filmadas no Rio de Janeiro. O filme entra em 22 salas no Recife.
No Cine Rosa e Silva, a comédia Copacabana, com Isabelle Huppert
e Meu País, com Rodrigo Santoro, Cauã Reymond e Debora Falabella
(também em sessões extras no multiplex Recife); Os Monstros, A Alegria
e Bollywood Dreams - O Sonho Bollywoodiano dividem horários
no Cinema da Fundação; e o Cinema São Luiz exibe Jardim das Folhas
Sagradas. Nas sessões extras dos multiplexes, Um Sonho de Amor,
com Tilda Swinton.
Continuam em cartaz O Palhaço de Selton Mello, bem
nas bilheterias chegando a um milhão de espectadores, e o novo filme
de Pedro Almodovar, A Pele Que Habito, somente no multiplex Recife.
DICAS DE CINÉFILO Filipe Marcena comenta o polêmico filme de William
Friedkin
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COPACABANA ![]()
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Copacabana França
1h44min
de Marc Fitoussi com Isabelle Huppert, Lolita Chammah, Aure Atika
por Fernando Vasconcelos
OPINIÃO Nada como um ator que valoriza um filme emprestando seu talento para fazer
crescer um personagem. É o caso de Isabelle Huppert na comédia dramática Copacabana.
Copacabana? Sim, a famosa praia carioca que dá nome ao filme. E o Brasil é sempre
citado - embora nunca mostrado - nesse filme que, com propriedade, fala de um Brasil
idílico, o do calor humano, das praias ensolaradas, dos sambas sensuais, a eterna
caricatura do país turístico exótico, que habita a imaginação dos estrangeiros.
Aqui conhecemos Babou (Huppert), uma avoada senhora de passado libertino
e libertário (ah, os anos 70...), meio perdida e deslocada no mundo moderno,
sem emprego fixo, com futuro incerto e numa relação bastante problemática
com sua filha única Esmeralda (Lolita Chammah, filha real de Isabelle Huppert)
que, prestes a se casar com um bom partido de família tradicional, proíbe a mãe
de ir ao casamento, para evitar vexames, algo que Babou, livre, solta e desbocada,
tem facilidade em aprontar. Está armado o mote do roteiro simples, mas não simplório.
O filme cresce em observações e ironia quando Babou decide aceitar o desafio
de um emprego de vendedora de apartamentos à beira-mar numa gélida praia
da Bélgica, onde o inverno parece ser implacável o ano inteiro. Concorrendo
com vendedores tarimbados de sexo e idade variados, Babou torna-se, quem
diria, um sucesso como executiva de vendas, agradando a corporação imobiliária
mas mantendo a tradição, pouco se lixando pelo bom dinheiro ganho e, sem deixar
para trás sua essência de gente boa flower-power, ajudando e fazendo amizade com
jovens mendigos que a levam de volta aos bons tempos de curtir um baseado e vinhos
jogando conversa fora. Os desdobramentos do terceiro ato serão um tanto
previsíveis, dentro do formato tradicional da comédia romântica que resolve
a vida dos personagens de forma ligeira e pouco realista, inclusive acabando
tudo em casamento, é claro. A presença de um grupo cafona de artistas
brasileiros que apresentam-se em eventos e festas de casamento com penachos
e samba "pra gringo ver" pode parecer patética mas está ali como mais uma
observação irônica do diretor Marc Fitoussi, nessa comédia leve, que poderia
ser um produto
direto-pra-DVD se estrelado por uma atriz famosa qualquer.
Com a veterana e extraordinária Isabelle Huppert, aqui numa raríssima comédia
em sua sólida e
longa carreira, Copacabana vale ser visto no cinema.
Visto em junho de 2001 como convidado do Festival Varilux de Cinema Francês
Concorda? Discorda? Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br
AMANHECER - Parte 1
Breaking Dawn EUA 2011 1h57min
de Bill Condon com Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Peter Facinelli
> Sinopse: Nos capítulos finais da Saga Crepúsculo, a felicidade dos recém-casados
Bella Swan (Kristen Stewart) e Edward Cullen (Robert Pattinson) é interrompida quando
uma série de traições e desgraças ameaça destruir o mundo deles. Após o casamento,
Bella e Edward viajam para o Rio de Janeiro em lua-de-mel, onde finalmente cedem
à paixão. Bella descobre que está grávida e, durante um parto quase fatal, Edward
finalmente realiza seu desejo de tornar-se imortal. Mas a chegada da filha, Renesmee,
coloca em movimento uma cadeia de eventos que encurrala os Cullen e seus aliados
contra os Volturi, o conselho de líderes vampiros, preparando uma batalha sangrenta.
MEU PAÍS
Brasil 2011
1h30min
de Andre Ristum com Rodrigo Santoro, Cauã Reymond, Débora Falabella, Paulo José
> Sinopse: Após anos fora do Brasil, separado da família pela distância e pelo afeto, Marcos
(Rodrigo Santoro) é obrigado a retornar ao país quando seu pai, Armando (Paulo José), sofre
um derrame. Executivo, casado e bem-sucedido na Europa, Marcos reencontra Tiago (Cauã Reymond),
seu irmão mais novo. Ao contrário do primogênito, Tiago não tem vocação para os negócios.
Para aumentar o conflito entre os irmãos, eles descobrem que possuem uma meia-irmã,
Manuela (Débora Falabella), que Armando sempre manteve escondida de toda a família.
OS MONSTROS ![]()
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Brasil 2010 1h21min
de/com Guto Parente, Pedro Diogenes, Luiz Pretti e Ricardo Pretti, com Natasha Faria
por Felipe André
OPINIÃO Desde que despontaram em 2009 com Rumo, o primeiro longa-metragem brasileiro
rodado inteiramente num celular, os irmãos Luiz e Ricardo Pretti, e seu coletivo Alumbramento
se tornaram sucesso nos circuitos de festivais mundo afora. A proposta inovadora de não utilizar
qualquer dinheiro advindo de editais de cultura - algo impensável no atual esquema de produção
brasileiro - ou grandes produtoras, e trabalhar o filme de maneira artesanal, colocando toda
a equipe para trabalhar todas as questões dentro do set, foi tratada como um grande avanço
na mentalidade dos realizadores brasileiros, e se firmou como um modelo possível de criação.
Tanto que em seu segundo filme, Estrada Para Ythaca, os irmãos, agora acompanhados por
Pedro Diógenes e Guto Parente, roteirizaram, atuaram, dirigiram, editaram e até compuseram
algumas faixas da trilha sonora; elevando a outro patamar o seu peculiar modo de trabalho.
Se em Ythaca, a narrativa quase inexistente sobre amigos que se unem para homenagear
outro que acaba de falecer ecoava e se revolvia sobre esta ideia de fazer um novo cinema,
em Os Monstros, todas as sensações são muito mais discretas. A amizade continua como
uma linha-guia para tudo que o filme tem a dizer, mas a militância artística vem muito mais
suave, quase solene, como uma presença fantasmagórica que permeia toda a curta duração
da história. Apesar de ser difícil precisar se este é um filme sobre amor, companheirismo,
música, liberdade ou juventude, a visão dos diretores é tão ampla que nada parece ser
desnecessário ao conjunto. Todas as cenas de Os Monstros existem por razões muito
específicas, e, assim como seu título, não querem dizer uma coisa só.
A primeira sequência, que mostra o solitário personagem de Luiz Pretti improvisando de maneira
estranha num instrumento parecido com uma corneta, no telhado de sua casa, e as reverberações
de tal ato que culminam com sua mulher pondo uma mala abarrotada de roupas do lado de fora
da casa e trancando as portas, é tão carregada de sentimento imagético quanto o vazio das atuações
permite. E é dessa esterilidade que surge a força do cinema feito pelo Alumbramento; assim como
Robert
Bresson, a imagem e a palavra pura tem muito mais poder que a encenação. Obviamente
que não é um cinema de fácil absorção, boa parte dos planos são longos, passivos, e quase sempre
tão silenciosos que o primeiro diálogo do filme chega apenas depois de 10 minutos. Mas quando
surgem, parecem tão afiados que recompensam a espera; como na cena em que um dos rapazes
fala que é “um amador apaixonado” e o outro responde dizendo que “hoje em dia só amar algo
com paixão já é muita coisa”. Os filmes estão aí para provar que eles acreditam no que dizem.
Visto em 16/11/2011 como convidado do Cinema da Fundação
Concorda? Discorda? Mande sua opinião para f_andre2@hotmail.com
A ALEGRIA
Brasil 2010 1h40min
de Felipe Bragança e Marina Meliande com Tainá Medina, Junior Moura, Flora Dias
> Sinopse: Luiza tem 16 anos e está cansada de ouvir falar no fim do mundo.
Semanas depois de seu primo João desaparecer pelas ruas do Rio de Janeiro,
ela recebe um visitante pedindo para se esconder em seu apartamento.
Da trilogia Coração no Fogo, exibido nos festivais de Cannes, Roterdã e Brasília.
BOLLYWOOD DREAMS - O Sonho Bollywoodiano
Brasil/India/EUA 2011 1h23min
de Beatriz Seigner com Paula Braun, Lorena Lobato, Nataly Cabanas
> Sinopse: Três atrizes brasileiras decidem tentar a sorte em Bollywood, indústria
cinematográfica da Índia. Mas, uma vez inseridas no coração da mitologia e cultura
indiana, enquanto esperam por seu teste, seus sonhos se modificam no contraste entre
o ancestral e o povo, o oriente e o ocidente, entre os anseios individuais e coletivos.
JARDIM DAS FOLHAS SAGRADAS
Brasil 2011 1h30min
de Pola Ribeiro com João Miguel. Antônio Godi, Evelin Buchegger e Sergio Guedes
> Sinopse: Longa de ficção construído a partir de Bonfim, um bancário bem sucedido, negro
e bissexual, casado com uma mulher branca e de crença evangélica. Ele vive na Salvador
contemporânea e recebe a incumbência de montar um terreiro de candomblé no espaço
urbano. Para isto, enfrentará a especulação imobiliária numa cidade de crescimento
vertiginoso, o preconceito racial e a intolerância religiosa. Este homem, embora questione
a tradição da própria religião, tem a missão de montar um ambiente sagrado e de respeito
à natureza, superando as contradições e conflitos trazidos pela modernidade.
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Sessões extras
LIÇÕES DA ESCURIDÃO
Lektionen in Finsternis Alemanha/França/Inglaterra 1992 50min
documentário de Werner Herzog
CINECLUBE DISSENSO | CINEMA DA FUNDAÇÃO | sábado 19, 15h ENTRADA FRANCA
> O que LIÇÕES DA ESCURIDÃO – que o Cineclube Dissenso exibe nesse sábado 19/11,
no Cinema da Fundação, excepcionalmente às 15h – parece tocar é a estrutura fundamental
do cinema de Werner Herzog em particular e do cinema como um todo: o dar às imagens
na tela uma outra vida que, paralela àquilo que tais imagens representam por serem fruto
da captura de coisas perfeitamente filmáveis, é então revista de forma alienígena, ressignificada,
re(pro)posta e reapresentada. A sessão contará com a presença de Ranieri Brandão, crítico
de cinema e editor do site Filmologia, que participará de um debate na sala Edmundo Morais.
A BELA ADORMECIDA
apresentação do Ballet Bolshoi
MULTIPLEX RECIFE | Sala 3 | domingo 20, 13h
> A UCI exibe neste domingo 20/11, às 13h, o espetáculo A BELA ASORMECIDA, do renomado
Ballet Bolshoi. A apresentação, inspirada em uma das peças clássicas mais bem-sucedidas
da história, será exibida no Kinoplex Recife Sala 3 e nos cinemas da rede no Rio de Janeiro,
São Paulo, Curitiba, Fortaleza e Salvador. Com coreografia de Yuri Grigorovich, o espetáculo
é uma versão de 1973 do clássico do ballet de repertório do compositor russo Tchaikovsky.
A apresentação original ganhou os palcos em 1890, no Teatro de Mariinsky de São Petersburgo.
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Crônicas cinéfilas, opinião, dicas, festivais etc
Dica de DVD do leitor - Auto Focus
por Pedro Henrique
> Hollywood e seu glamoroso mundo de astros do cinema também vive cercado
de escândalos envolvendo obscuros casos de assassinatos e suicídios que até
hoje ainda permanecem um verdadeiro mistério. Auto Focus (Auto Focus, EUA, 2002)
conta a biografia do controverso ator Bob Crane (Greg Kinnear) que ficou famoso
nos anos 60 por protagonizar a série televisiva Hogan Heroes (conhecida no Brasil
como Guerra, Sombra e Água Fresca) e foi brutalmente assassinado em 1978.
O filme começa mostrando Bob como um conservador homem de família, que vinha
de uma bem sucedida carreira no rádio e estava prestes a entrar no ramo da televisão.
Sua série se torna um grande sucesso e em uma de suas andanças pelo estúdio,
acaba conhecendo John Carpenter (Willem Dafoe), um técnico que o apresenta a um
novo e revolucionário equipamento de vídeo para realizar filmagens caseiras.
Influenciado pelo novo amigo, Bob acaba usando o apartamento de John para
realizar verdadeiras orgias com mulheres e fazer filmes pornográficos amadores,
o que fez com que o ator fosse jogado no limbo por Hollywood.
Paul Schrader era o nome mais indicado para dirigir Auto Focus. Como poucos,
ele conhece os altos e baixos da indústria do cinema norte-americano. Nos anos 70
viveu seu momento de glória como roteirista de Taxi Driver e Touro Indomável.
Já na década seguinte, amargou não ter o mesmo reconhecimento como diretor,
mas ainda chegou a produzir filmes bem sucedidos como Gigolô Americano.
Porém, fica apenas como uma morna biografia que tenta explicar o que teria levado
Bob Crane a morte. Até hoje, Carpenter é o principal suspeito. O filme criar motivos
para justificar o tal assassinato, chegando até mesmo a insinuar um crime passional.
O roteiro acaba não explorando direito esses detalhes e o envolvimento deles na
pornografia nunca parece ter uma grande importância. Ainda assim, Auto Focus
é um filme correto, com a ótima interpretação de Dafoe como um homem visivelmente
perturbado. Poderia ter sido a volta de Schrader ao primeiro escalão de Hollywood.
Pedro Henrique phmmts@hotmail.com
Kinemail na 35ª Mostra SP - O Listão
> Kinemail encerra a cobertura da 35ª Mostra Internacional de Cinema
de São Paulo com a lista completa dos 39 filmes vistos em 15 dias, com cotações.
Leia mais aqui http://www.kinemailblog.blogspot.com/

01. VIDAS AMARGAS ![]()
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02. LARANJA MECÂNICA ![]()
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03. O TROVADOR KERIB ![]()
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04. PAÍS DO DESEJO ![]()
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05. PATER ![]()
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06. FORA DE SATÃ ![]()
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07. LOVERBOY ![]()
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08. TATSUMI ![]()
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09. O FUTURO ![]()
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10. ERA UMA VEZ NA ANATÓLIA ![]()
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11. RITMOS, BATIDAS E VIDA - Uma Viagem com A Tribe Called Quest ![]()
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12. APENAS UMA NOITE ![]()
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13. SINDICATO DE LADRÕES ![]()
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14. THE FORGIVENESS OF BLOOD ![]()
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15. NERVOS À FLOR DA PELE ![]()
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16. FRANGO COM AMEIXAS ![]()
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17. THE DAY HE ARRIVES ![]()
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18. AQUI ![]()
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19. AS CANÇÕES ![]()
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20. A DOENÇA DO SONO ![]()
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21. SUBMARINO ![]()
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22. UM.DOIS.UM ![]()
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23. A COR DA ROMÃ ![]()
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24. DESPAIR ![]()
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25. VULCÃO ![]()
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26. AS ACÁCIAS ![]()
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27. O CAMPO ![]()
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28. HABEMUS PAPAM ![]()
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29. TUDO PELO PODER ![]()
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30. O LEOPARDO ![]()
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31. DESAPEGO ![]()
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32. LOW LIFE ![]()
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33. DEZ INVERNOS ![]()
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34. SUDOESTE ![]()
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35. SÁBADO INOCENTE ![]()
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36. ATTEMBERG ![]()
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37. FAUSTO ![]()
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38. CAVERNA DOS SONHOS ESQUECIDOS 3D ![]()
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39. O MUNDO DE CORMAN - Aventuras de um Rebelde em Hollywood ![]()
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Kinemeiete e Kinemeião de outubro
> Correria das últimas semanas, com festivais, viagem à 35ª Mostra SP, a incrível
IV Janela Internacional de Cinema do Recife e uma pouco interessante temporada
no circuito comercial quase deixaram nossa enquete no esquecimento. Mas ainda
é tempo de registrar, sem votação, os nossos prediletos Kinemeiete e Kinemeião
de outubro. Ficamos com Mila Kunis em Amizade Colorida e Selton Mello,
que conquistou o público com seu segundo longa, O Palhaço, já visto por quase
um milhão de espectadores, com carreira sólida, ainda em cartaz nos multiplexes.

Mila Kunis
> A ucraniana Milena Markovna Kunis, de 28 anos, vem roubando a cena de Natalie Portman
em 2011, e não pela sua performance bem mais carismática que a de sua colega de cena
oscarizada
em Cisne Negro, mas também por estar infinitamente superior no quesito comédia
romântica. Ambas estrelaram filmes com a mesma premissa (casal de amigos tenta manter
relacionamento estritamente sexual sem se apaixonar) e, embora Portman tenha ganho
nas bilheterias – com a vantagem de estrear primeiro – Kunis ganhou em todos os outros
aspectos com Amizade Colorida. Sua simpatia torna o filme mais interessante do que ele é,
e ela facilmente ofusca seu par romântico Justin Timberlake. Kunis não é nenhuma novidade
no âmbito da comédia: ela foi revelada na série That’s 70s Show ao lado de Topher Grace
e Ashton Kutcher. Pegou papéis em filmes menores e comédias teens como Volta Por Cima,
com Kirsten Dunst e Ben Foster, até finalmente conseguir uma personagem significativa em
Ressaca de Amor, produção de Judd Apatow. Trabalhou com Mark Wahlberg no flopado
Max Payne e com Mike Judge no pouco visto Maré de Azar, mas foi em 2010 que Mila
marcou seu terreno, com a participação na comédia Uma Noite Fora de Série, no sci-fi
O Livro de Eli, apoiando Denzel Washington, e como Lily, a bailarina que seduzia a frígida
Nina em Cisne Negro, numa performance que merecia mais reconhecimento. Será vista
em breve
em Ted, novamente ao lado de Wahlberg, e Oz – The Great and Powerful,
‘prequência’ de O Mágico de Oz dirigida por Sam Raimi, com James Franco e Michelle Williams.
Filipe Marcena | 17.11.2011

Selton Mello
> Num ano em que os grandes sucessos do cinema brasileiro são (sem comentários)
De Pernas Pro Ar, Qualquer Gato Vira-Lata, Cilada.com e Assalto ao Banco Central, é um
alívio saber que um filme como O Palhaço vem conquistando o público e ficará também
entre as maiores bilheterias brasileiras de 2011.
E o nome responsável por isso é
o talentoso e produtivo Selton Figueiredo Melo. Aos 39 anos, é ator, diretor, dublador
e produtor, atuando em teatro, televisão e cinema. Nascido em Minas Gerais, mudou-se
para São Paulo com a família ainda criança. Começou criança em novelas da Globo,
Bandeirantes e Manchete. Aos 12 anos estreou no cinema em Os Trapalhões e uma
Escola Atrapalhada. Nos anos 90, participou de várias telenovelas na Globo e das séries
Guerra de Canudos e O Auto da Compadecida, que foi formatado para cinema e um dos
primeiros grandes sucessos de Selton na tela grande. A partir daqui, afastou-se de vez das
novelas de TV e passou a produzir e apresentar o programa para TV fechada Tarja Preta,
no Canal Brasil e esteve em vários filmes, de sucessos como Lisbela e o Prisioneiro,
Meu Nome Não É Johnny e Jean Charles até projetos menores e mais ousados, como
o extraordinário Lavoura Arcaica, além de Árido Movie, O Cheiro do Ralo, A Erva
do Rato e sua estreia como diretor com Feliz Natal, pouco visto e pretensiosamente autoral.
Após o sucesso A Mulher Invisível, esteve na coprodução Brasil/Espanha Lope e no fraco
e flopado Federal. No seu segundo e muito bem recebido longa como diretor, Selton também
atua, ao lado de Paulo José, em O Palhaço, que vem fazendo ótima carreira nos multiplexes.
Incansável e decidido a ficar longe da televisão, Selton Mello tem vários projetos
em andamento e será bastante vistos nas telonas nos próximos anos.
Fernando Vasconcelos | 17.11.2011
Dicas de Cinéfilo - Parceiros da Noite

CRUISING - PARCEIROS DA NOITE ![]()
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Cruising EUA 1980 1h42min RottenTomatoes 5,9
de William Friedkin com Al Pacino, Karen Allen, Paul Sorvino, Richard Cox
Em DVD pela Lume Filmes
por Filipe Marcena
OPINIÃO Um ano antes do primeiro caso de AIDS ser relatado nos Estados Unidos,
William Friedkin pôs nos cinemas um dos filmes mais polêmicos daquele país. Era 1980
e Parceiros da Noite milagrosamente viu a luz do dia após um penoso processo
de produção e lançamento. O filme era odiado por grupos homofóbicos por trazer
ao mainstream o submundo homossexual novaiorquino do fim dos anos 70, e igualmente
odiado
por grupos gays que não apoiavam a maneira com que eram retratados pelo longa.
Friedkin não é conhecido por amarelar em seus filmes, ou seja, não há eufemismos
na caracterização e representação do que acontecia nos bares hardcore dos aficionados
por couro (imagine que ainda não existia o perigo da AIDS). Ainda assim, Friedkin cortou
40 minutos (!) de filme para que o MPAA, grupo responsável pela classificação etária
dos filmes nos EUA, liberasse o filme como sendo fora da categoria pornô. Protestos
e polêmicas à parte, Parceiros da Noite sobreviveu ao tempo e ainda causa impacto,
não só por ter um corajoso Al Pacino como protagonista, mas também por contar com
uma das cenas finais mais ambíguas e abertas a interpretações que já vi.
Steve Burns (Pacino) é um policial selecionado para investigar uma série de assassinatos
de homossexuais em Nova York. Seu tipo físico se encaixa com o das vítimas, o que torna
mais fácil o processo de infiltração e aproximação com o psicopata. A ‘excursão’ do título
original é dupla: Burns precisa adentrar o universo sexual dos gays fetichistas e sadomasoquistas
não só para desvendar um crime, mas para desvendar a si mesmo. Essa segunda parte
é muito sutil, incerta e duvidosa. Enquanto tenta manter seu disfarce, ele lida com sua namorada
Nancy (Karen Allen, de Os Caçadores da Arca Perdida). “Tem coisas sobre mim que você não
sabe.”, diz Burns a ela. Parceiros da Noite se equilibra no fio da navalha para não cair
em lugar-comum, nem na narrativa da investigação de serial killer (inspirou muitos filmes
do mesmo gênero anos depois) nem no estudo de personagem principal. Em meio à pesada
violência e sexualidade, Friedkin solta pistas e detalhes que confundem, mas com um suposto
propósito que o espectador tem que buscar, se houver interesse. O assassino, por exemplo,
é interpretado por vários atores. Mas será que essa incoerência não quer dizer algo
sobre o próprio Steve Burns? Por que o(s) assassino(s) mata(m)? As respostas estão lá,
embora uma grande interrogação apareça no final. Friedkin é mestre em desestabilizar
quem assiste a seus filmes, e Parceiros da Noite é o maior exemplo disso. Mais um
excelente
trabalho de redescoberta de bons filmes esquecidos, pela Lume Filmes.
Filipe Marcena | filipeap1988@hotmail.com
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