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Kinemail Edição 570



Missão, Zoológico, Condenação, Poder e Papai Noel


> Novidades no circuitão na semana de Natal: Tudo Pelo Poder,
dirigido por George Clooney, chega com 4 indicações importantes
para o Globo de Ouro 2012, melhor filme, roteiro, direção e ator
(Ryan Gosling) e é a melhor fita em cartaz nos cinemas;
Missão Impossível - Protocolo Fantasma, blockbuster
com Tom Cruise, Jeremy Renner e Simon Pegg; Compramos
um Zoológico
, de Cameron Crowe, com Matt Damon e Scarlett
Johansson; Nas sessões extras do multiplex Recife A Condenação,
drama com Hilary Swank. Temos ainda o romance teen A Fera
e pré-estreias para Imortais e Alvin e os Esquilos 3.

Pra quem ainda não viu, recomendamos em cartaz
A Pele Que Habito
, Medianeras e Os Muppets.

A dica de DVD da semana é Agora Seremos Felizes,
clássico drama musical do mestre americano Vicent Minelli,
uma ótima pedida para uma noite de Natal cinéfila.

DICAS DE CINÉFILO Filipe Marcena recomenda para
essa época natalina a pérola muito bizarra finlandesa
Papai Noel das Cavernas, lançado no Brasil em DVD AQUI

Ainda nessa edição, já no finalzinho de 2012, a nossa homenagem
a alguns nomes especiais do cinema, que se forem esse ano.

LEITOR VIP Ganhe convites para Tudo Pelo Poder de George Clooney
e Compramos um Zoológico de Cameron Crowe AQUI


aaaaa






John M. McDonagh | Irlanda | 2011
LEIA AQUI



MISSÃO IMPOSSÍVEL - PROTOCOLO FANTASMA
Mission: Impossible - Ghost Protocol EUA 2011 2h13min
de Brad Bird com Tom Cruise, Paula Patton, Jeremy Renner, Simon Pegg, Lea Seydoux

por Fernando Vasconcelos

OPINIÃO
Com a carreira à deriva, e chegando aos 50 anos, o galã Tom Cruise
aposta todas as fichas na retomada da série Missão Impossível, antigo sucesso
de TV adaptado 15 anos atrás para o cinema por Brian De Palma, numa fita
elegante e bem sucedida. Missão Impossível 2 escorregou na contratação do então
diretor de ação da hora John Woo, mas manteve o estrondo nas bilheterias.
Em 2006, nas mãos do estreante no cinema J.J. Abrams (LOST, Star Trek, Super 8)
e já numa tentativa de amadurecer o personagem, com Tom Cruise já passado
dos 40, a série esfriou nas bilheterias e só volta agora, seis anos depois.

Missão Impossível - Protocolo Fantasma não é só um filme, é uma operação
gigantesca de marketing pessoal, um veículo bem arquitetado para tentar
dar novo gás a carreira de Tom Cruise, que perdeu-se como ator (já foi
indicado ao Oscar mais de uma vez nos anos 80 e desde Magnolia e De Olhos
Bem Fechados
não investe na sua imagem de "ator") e está hoje reduzido
ao carão de galã de filmes de ação, que não vê um sucesso há muito tempo.
Numa irônica metáfora com a própria carreira de Tom, o marketing do filme
insiste na façanha do ator fazendo cenas no prédio mais alto do mundo, sem
a ajuda de dublês. Certo de que a abordagem de um Ethan Hunt mais maduro
não funciona bem para as plateias dos playgrounds multipléxicos atuais,
Missão Impossível - Protocolo Fantasma esquece o filme anterior e volta
a investir no Tom Cruise meninão, apesar dos 50 anos já estarem um tanto
difíceis de disfarçar. Não por acaso, o filme é estreia na direção do talentoso
Brad Bird, até aqui responsável pelas ótimas animações O Gigante de Ferro,
Os Incríveis e Ratatouille, os dois últimos pela PIXAR. E o filme assume bem
seu tom de "desenho animado". Apoiado pelo humor constante na presença
do inglês Simon Pegg, o filme usa bem gadgets, iPads e iPhones que ficariam
mais críveis num... desenho animado. E nem precisa falar que a violência
é asséptica e limpinha, para garantir a festa dos espectadores de 12 anos
de idade física ou mental. Leve em conta que o vilão desse episódio é fraco
e deixa pouco claro qual afinal é seu objetivo em destruir o mundo. O tom
cartunesto é tal que, acredite, a trama requenta uma datada "Guerra Fria"
entre EUA e Rússia, com direito a lançamento de míssil nuclear... Com três
roteiristas, não dava pra fazer algo, digamos, um pouco mais conectado com
o mundo real de hoje? Enfim, vamos ao que interessa, a ação, o corre-corre.

Basicamente, o filme é Tom Cruise correndo, se jogando, escalando, mergulhando
e tentando toda sorte de energia cinética para entreter os espectadores. E nisso,
o filme se garante, a ação nunca para. As melhores cenas acontecem na primeira
metade da fita, incluindo a já famosa escalada no topo do edifício mais alto do mundo
em Dubai, com Cruise "homem-aranha" usando luvas que remetem a videogame.
São 20 minutos realmente divertidos e vertiginosos, pensados e executados
para o formato gigante IMAX, que infelizmento o Recife ainda não tem. De resto,
o filme fica no esquecível de sempre e, na parte dramática, dá pra ver que
Brad Bird ainda não sabe bem o que fazer com gente viva. Subtexto entre Hunt
e o agente novato vivido pro Jeremy Renner, envolvendo segredos do passado,
não funciona. Até existe alguma química entre Tom e a beldade morena Paula Patton
(de Preciosa) mas é pouco aproveitada. Talvez o maior problema dessa nova versão
de Missão Impossível é que o personagem Ethan Hunt nunca registra. O que temos
é sempre e somente Tom Cruise. É muito diferente de um James Bond, que de tão
icônico e popular, pode ser vivido por vários atores sem problemas. Resta saber
se as jovens plateias vão ter empatia pelo tiozinho Tom Cruise e fazer renascer
a sua carreira. Tom fez tudo certo, investiu pesado nas cenas de ação, só faltou
caprichar um pouco mais no roteiro, que ajudaria a torná-las mais empolgantes.
Visto em 21/12/2011 como convidado do UCI Kinoplex Cinemas
Concorda? Discorda? Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br


COMPRAMOS UM ZOOLÓGICO
We Bought a Zoo EUA 2011 2h04min
de Cameron Crowe com Matt Damon, Scarlett Johansson, Elle Fanning

por Felipe André

OPINIÃO
Olhando a certa distância, Compramos um Zoológico pode parecer
uma bomba de proporções avassaladoras. Desde a escolha do elenco até a direção
de Cameron Crowe, cujo prestígio angariado na sua estreia com o maravilhoso
Digam o que Quiserem
foi diluído após anos de escolhas erradas, tudo parece estar
levemente fora de lugar. Mas essa é apenas a primeira impressão; um olhar atento
faz perceber que este não é apenas o seu filme familiar de ano novo, mas um drama
competente, ainda que abarrotado de clichês. Baseado na história real de Benjamin Mee,
um jornalista que, após perder a esposa para uma doença, resolveu viver num zoológico
com seus dois filhos e a equipe do local, o roteiro de Crowe e Aline Brosh Mckenna
se mantêm no conhecido nível de Sessão da Tarde que já agradou bastante em
outros filmes do diretor. Nenhum drama é tão intenso para precisar de muito
tempo de tela, e talvez por isso as passagens mais interessantes são as que
envolvem o pai Matt Damon e seu filho problemático. A cena em que os dois
finalmente falam com honestidade sobre seus sentimentos é perfeitamente
construída, e talvez o momento mais bonito de todo o filme.

Outras linhas narrativas no entanto parecem bastante perdidas, como o forçado
romance entre Damon e Scarlett Johansson, ou a briga insana entre dois coadjuvantes
que se arrasta ao longo de todo o filme e jamais arranca as gargalhadas que pretendia.
Quando o roteiro se afasta das pretensões cômicas e foca na importância do zoológico
para a vida daquelas pessoas o resultado se torna muito mais interessante. De qualquer
maneira, Crowe continua sendo especialista em criar momentos singelos em que
a memória afetiva do homem sobrepõe todas as coisas, além, é claro, de saber fazer
compilações musicais que só Quentin Tarantino poderia imitar. Assim como a viagem
sentimental no final de Vanilla Sky ou a música no rádio de John Cusack em seu primeiro
filme, Compramos um Zoológico é também um filme sobre lembranças de um tempo
melhor, que guardamos com carinho. E assim como em todos os outros, você
provavelmente ficará feliz por ouvir uma canção conhecida em algum momento.
Visto em 21/12/2011 como convidado da Fox Filmes/UCI Kinoplex
Concorda? Discorda? Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br


A CONDENAÇÃO
Conviction EUA 2010 1h50min
de Tony Goldwin com Hilary Swank, Sam Rockwell, Minnie Driver, Melissa Leo

por Filipe Marcena

OPINIÃO A Condenação é fácil de classificar: filme de Oscar da Hilary Swank baseado
em fatos reais. Neste caso (como na maioria das vezes), um filme fracassado. Swank
encarna Betty Anne Waters, mãe trabalhadora que vê seu irmão Kenny Waters (Sam Rockwell),
de conduta duvidosa, ser preso por um assassinato que não cometeu. Numa decisão
surpreendente, Betty entra numa faculdade de advocacia para eventualmente, muitos
anos depois, tirar seu irmão da cadeia. Acho que não preciso escrever mais nada.

Tony Goldwin, do longínquo Alguém Como Você, dirige aqui um filme que se encaixa
melhor na televisão. A Condenação nunca duvida de Betty Anne, mesmo quando ela
esbarra em conflitos quase impossíveis de solucionar, jogando pro ar qualquer suspense,
interesse eu empatia pelos personagens. O elenco é cheio de caras conhecidas, uns fazendo
o melhor que podem (Rockwell, Juliette Lewis, que beira o exagero e a caricatura, mas
segura as pontas), outros passam despercebidos (Minnie Driver, Melissa Leo, Peter Gallagher,
Clea Duvall). Swank se esforça, mas sua Betty Anne é tão pálida quanto o filme que a carrega.
Choradeira no final só pra quem ainda não descobriu como essa história termina.

Visto por download da internet
Concorda? Discorda? Mande sua opinião para filipeap1988@hotmail.com



A FERA
Beastly EUA 2011 1h26min
de Daniel Barnz com Vanessa Hudgens, Alex Pettyfer, Mary-Kate Olsen, Neil Patrick Harris

> Sinopse: Kyle Kingson (Alex Pettyfer) é um jovem que tem tudo: inteligência, beleza,
riqueza e boas oportunidades, mas possui uma personalidade perversa e cruel. Após humilhar
uma colega de classe, ele é amaldiçoado por ela para se tornar tudo o que ele despreza.
Nervoso com a sua nova e horrível aparência, Kyle procura a garota e descobre que só terá
a sua beleza de volta se alguém consiguir amá-lo, algo que ele considera impossível.


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Crônicas cinéfilas, opinião, dicas, festivais etc


Dica de DVD do leitor - Agora Seremos Felizes

por Pedro Henrique

> Vincent Minelli é frequentemente associado a filmes que enaltecem a beleza humana,
com personagens sempre cheios de vida, verdades e sentimentos. E numa época em que
os musicais viviam seu período de glória, tratar de personagens tão sólidos assim num filme
desse gênero, era algo realmente sublime. Agora Seremos Felizes (Meet me in St. Louis,
EUA, 1944) vai muito mais além do que um filme musical. É importante frisar que as canções,
apesar de deliciosas, são meros acessórios – encaixam-se com destreza na narrativa melodramática,
mas jamais alcançam vida própria como em outros clássicos do gênero. Isto é uma vantagem, dada
a estrutura novelesca da obra, que dispõe de um roteiro ágil e envolto em alguma doçura do passado.

A trama gira em torno da família Smith, que enfrenta os problemas domésticos como toda
e qualquer família. A maior delas, sendo por causa da possível mudança da cidade de St. Louis
para Nova York, já que o pai, Sr. Alonzo Smith (Leon Ames) recebeu do trabalho a proposta
de transferência. Rose (Lucille Bremer) é a filha mais velha e tem o sonho de se casar com
Warren Shefield (Robert Sully). Esther (Judy Garland) tem uma paixão pelo filho do vizinho.
E Tootie (Margaret O’Brien) é a caçula e ainda vive no seu mundo infantil. Todo o filme
se passa durante as quatro estações do ano que são sinalizadas na tela como quadros.
O roteiro foi baseado em uma série de contos autobiográficos de Sally Benson que eram
publicados na revista The New Yorker no início dos anos 40. O filme tem momentos notáveis,
nem sempre musicais. A direção da seqüência em que Margaret é forçada a ir assustar
o vizinho durante o Halloween é uma obra-prima de suspense. O romance está presente
no momento suave em que Judy e o vizinho John apagam os lampiões. Sequência essa
que na época foi revolucionária, pois como seria possível se iluminar uma cena que
se passa quase que no escuro e mesmo assim ainda visualizarmos a ação acontecer?

A música aqui é usada de uma forma bem diferente das que eram usadas em outros
filmes musicais. Agora Seremos Felizes só possui cinco números musicais em sua
total duração de 113 minutos. A questão aqui é que a música aparece de forma natural,
quando realmente existe uma razão para cantar. Reza a lenda que Minelli não queria
fazer deste filme um musical. Abriu mão de alguns números apenas para explorar
os dotes vocais da sua noiva na época, Judy Garland. Mas o que importa é que essas
sequências são imortais, como a famosa cena do bondinho ao som de The Trolley Song
ou quando Esther consola a pequena Tootie cantando Have Yourself a Little Merry Christmas.
Sequência essa que, de tão sensível, é capaz de fazer qualquer marmanjo chorar.
A obra em si é um verdadeiro hino à luta pela felicidade, que sempre acende nossos
corações de esperança. Emocionante, perfeito e infelizmente pouco conhecido no Brasil,
Agora Seremos Felizes é uma prova do bom gosto de Minelli quando se tinha um projeto
de peso em suas mãos. O filme é muito bem sucedido a cada segundo. Possui um excelente
trabalho de fotografia, na direção de arte, nos figurinos e nos enquadramentos. Ao lado
de A Felicidade Não Se Compra de Frank Capra, é um dos filmes mais reprisados nas
televisões norte-americanas e europeias durante o período dos festejos de fim de ano.

O filme sai em DVD no Brasil pela Warner em uma luxuosa edição dupla. O disco 1 apresenta
o filme em um criterioso trabalho de restauração de som e imagem, que lhe deu cores mais
vivas do que o Technicolor original. Processo esse também que foi aplicado na restauração
de ...E O Vento Levou. O disco 2 apresenta extras como making of e alguns documentários.
Pedro Henrique | phmmts@hotmail.com


Dicas de Cinéfilo - Papai Noel das Cavernas




PAPAI NOEL DAS CAVERNAS
Rare Exports: A Christmas Tale 2010 Finlândia 1h24min

de Jalmari Helander com Onni Tommila, Jorma Tommila, Tommi Korpela, Rauno Juvonen
Em DVD pela Califórnia Filmes

por Filipe Marcena

OPINIÃO
Sabe quando você vai assistir a um filme e ele puxa o seu tapete, você perde
o chão e não sabe nem como reagir? Foi mais ou menos assim que me senti com esse filme.
Geralmente estas são as melhores experiências de cinema que eu tenho. Mas é difícil falar
dessa pérola finlandesa, que chega em DVD no Brasil bem a tempo do Natal, embora seja
de 2010. O título nacional, Papai Noel das Cavernas, causa uma impressão de que se trata
de um filme extremamente B. Não é que não seja, mas está longe de ser trash. O título original,
Exportações Raras: Um Conto de Natal, é tão misterioso quanto o próprio filme, e só faz sentido
ao assistirmos. Como escrever sobre um filme sem revelá-lo? Sem arruinar a sensação de
encanto, horror, graça e choque que ele é capaz de proporcionar? Apelando para uma frase
feita, você jamais (repito, jamais!) viu um filme de Natal como este.

Acompanhamos a releitura do mito do Papai Noel através dos olhos de uma criança, no caso
o pequeno Pietari (Onni Tommila), que mora numa gelada e solitária cidade finlandesa com
seu pai Rauno (Jorma Tommila). Numa montanha próxima que se descobre ser um sítio arqueológico,
um grupo de escavadores trabalha para um cientista… bem, maluco. De acordo com ele, no fundo
daquela montanha, está o corpo congelado do velhinho Noel. Mas o velhinho não é tão bonzinho
quanto a Coca-cola quer que a gente acredite. Ele foi congelado pelos antigos habitantes da região
e enterrado na montanha para nunca mais sair de lá e comer criancinhas cozidas em sopas.
Só quem acredita nessa história, claro, são o cientista e Pietari. O grupo começa as escavações
no dia 1º de dezembro, e a previsão é de que eles completem o trabalho no dia de Natal.
No dia 25, crianças da cidade desaparecem e as renas que geralmente passeiam pelo
local não dão sinal de vida. Sobra para o garoto Pietari resolver a questão...

Não sei o que é mais estranho em Papai Noel das Cavernas: a total ausência de mulheres
no local; o tom fantástico-sóbrio-terror-cômico-me-levo-a-sério-mas-nem-tanto com que o cineasta
Jalmari Helander, que sabe brincar o gênero, leva o filme; a fotografia excepcional de Mika Orasmaa,
que rende imagens pra ficarem na memória por décadas; as revelações grotescas que o roteiro
reserva; ou a conclusão excêntrica e absurda que dá significados ao filme. Na verdade, nem tão
absurda, já que estamos falando de um conto de Natal onde tudo pode acontecer. Acredite, pode
mesmo. Um conto de fadas para adultos, horrível demais para crianças embora doce o suficiente,
é diversão irreverente, perfeito para uma noite de Natal mágica (à sua maneira). Recomendo.
Filipe Marcena | filipeap1988@hotmail.com


Top Ten Kinemail do colaborador

> Desde 2010 colaborando com o Kinemail, com a sua indicação semanal de DVD,
o leitor Pedro Henrique envia também o seu Top Ten Kinemail 2011. Confira:



01. Melancolia
02. Meia Noite Em Paris
03. Potiche - Esposa Troféu
04. Ricky
05. Homens e Deuses
06. Sucker Punch - Mundo Surreal
07. X-Men - Primeira Classe
08. A Pele Que Habito
09. Super 8
10. O Mágico
11. Tetro
12. O Palhaço
13. Não Tenho Medo do Escuro
Pedro Henrique | phmmts@hotmail.com


R.I.P 2011

> Entre tantos outros nomes ligados ao cinema que se foram em 2011, fazemos
nosso pequeno memorial fotográfico de alguns especiais que perdemos esse ano.



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