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Alvin e os Esquilos 3
Além da Estrada
Filhos de João
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Missão Impossível - Protocolo Fantasma
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A Fera
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Tudo Pelo Poder
Roubo nas Alturas
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Kinemeiete e Kinemeião Novembro
Edição 568
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Noite de Ano Novo
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Kineclube Saraiva - A Conversação
Retrospectiva 2011/Expectativa 2012
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ARQUIVO 2009
ARQUIVO 2008
Kinemail Edição 572
Canções, Cavalo, Borboletas, Esquilos e Bicicleta
> Bons lançamentos nos cinemas nesse início de ano: Cavalo de Guerra
de Steven Spielberg é aposta forte pro Oscar 2012. O Cinema da Fundação
está de volta com As Canções de Eduardo Coutinho e pré-estreia
para
O Garoto da Bicicleta de Jean-Pierre e Luc Dardenne. O Cine Rosa e Silva
lança Se Não Nós, Quem?.Nas sessões extras dos multiplexes estreia Borboletas Negras e continua
A Pele Que Habito. Completam as novidades
As Aventuras de Agamenon - O Repórter e Alvin e os Esquilos 3.
O Cinema São Luiz está de volta, exibindo a ficção Além da Estrada
e o documentário Filhos de João - O Admirável Novo Baiano.
Também nesta primeira edição do ano, o leitor elege a Kinemeiete
e o Kinemeião de dezembro, manda lista Top Ten 2011 e indica
lançamento em DVD duplo O Cangaceiro, clássico do cinema nacional.
LEITOR VIP Ganhe convites e camisas para Cavalo de Guerra
e convites para As Aventuras de Agamenon - O Repórter AQUI
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CAVALO DE GUERRA ![]()
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War Horse EUA 2011 2h26min
de Steven Spielberg com Jeremy Irvine, Peter Mullan, Emily Watson, David Thewlis
por Felipe André
OPINIÃO Anos atrás quando Tarantino lançou o aclamado Bastardos Inglórios, toda a crítica
mundial bateu palmas para o mix de referências que o diretor fez. Já conhecido por misturar
gêneros e estilos distintos dentro de um mesmo filme, Tarantino deu um passo à frente em
sua carreira, provando que além de ótimo diretor era um exímio cinéfilo e buscou as mais
diversas fontes para compor a sua história. Dentro do filme é possível ver dramas de guerra
europeus, cinema clássico americano, screwball comedy, montagem soviética e tantas outras
tendências que surgiram nos anos 40. Cavalo de Guerra é o Bastardos Inglórios de Steven
Spielberg; um coquetel que tem como diretor alguém quem já é referencial para tantos outros
realizadores. As semelhanças entre os filmes param nessa vontade de reverenciar um cinema
de outros tempos, pois se o filme de Tarantino fazia piada das intenções nazistas, inclusive
mudando os verdadeiros rumos da história, Spielberg por sua vez trata com muita seriedade
a sua guerra – neste caso a Primeira Guerra Mundial - e pinta com tintas de melodrama
o conto de amizade entre um garoto e seu cavalo.
Baseado no livro de Michael Morpurgo e na peça adaptada deste, o roteiro de Lee Hall e Richard
Curtis remete a diversos clássicos. É impossível não olhar para o cavalo Joey e lembrar de Balthazar,
o burrinho que acompanhava as desgraças de seus vários donos em A Grande Testemunha, de Robert
Bresson. Ou não lembrar de Glória Feita de Sangue de Stanley Kubrick durante as tomadas dentro
das trincheiras. As citações visuais surgem a todo instante e, apesar de remeterem a uma tradição
mais americana, como composições visuais inspiradas em filmes como Rastros de Ódio, de John Ford,
Spielberg faz aqui seu filme mais universal em muitos anos. Provavelmente desde E.T. o diretor não
combinava tão bem boas doses de melodrama lacrimejante com um requinte visual bem orquestrado.
Se os aspectos técnicos, como já eram de se esperar, são impecáveis, o elenco do filme se mostra
seu maior problema. Escalado como protagonista em sua estreia no cinema, o jovem Jeremy Irvine
tem um rosto tão inexpressivo que fica difícil distinguir suas sensações na tela; não fossem os
momentos catárticos do personagem seria realmente difícil entender que se trata de uma alma
pura e bondosa. Apesar disso, uma dezena de ótimos coadjuvantes como Emily Watson, Perter
Mullan, Neils Arestrup, David Thewlis, David Kross, Tom Hiddleston e Eddie Marsan compensam
as fraquezas do rosto principal, e povoam o filme com pequenas performances memoráveis.
Próximo ao final do filme, uma sequência intrigante, iluminada por um azul quase onírico
criado pelo fotógrafo Janusz Kaminski, quebra toda a fluidez narrativa para contar uma
pequena história sobre paz e tolerância. É mais interessante ainda que isso não estrague
o ritmo, e surja como um aditivo poderoso ao texto de Hall e Curtis. A cena em questão
é desde agora uma das mais poderosas do ano, e carrega em si todo o poder de fogo
do filme de Spielberg. Não se trata de um programa pipoca para o fim de semana, um filme
de guerra ou ainda um épico. Cavalo de Guerra retorna à pureza dos filmes à moda antiga
e traz consigo o que o diretor parecia ter perdido: a habilidade de emocionar e contar uma
história que bate direto nos olhos e corações dos espectadores. Fica aí o desejo de que
As Aventuras de Tintim seja uma continuação dessa nova boa fase do diretor.
Visto em 05/01 como convidado da Buena Vista/Disney
Concorda? Discorda? Mande sua opinião para f_andre2@hotmail.com
AS CANÇÕES ![]()
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Brasil 2011 1h30min
documentário de Eduardo Coutinho
por Filipe Marcena
OPINIÃO Antes da sessão na Mostra SP, o cineasta Eduardo Coutinho foi convidado
pela produção para apresentar seu novo filme. Coutinho agradeceu a presença
de todos, disse que fez o filme porque quis e que, se não gostássemos, tanto faz.
Como não amar uma criatura dessas? E assim é As Canções: simples, direto, despojado,
despreocupado com maiores reflexões metalinguísticas e um maldito causador de lágrimas
descontroladas aos litros. A primeira comparação que vem à´cabeça é com a obra-prima
Jogo de Cena, até por possuir um formato parecido (palco, intérprete, entrevistador).
Mas as comparações param por aí. As Canções não quer discutir real, verdade
e encenação. A ideia foi convidar pessoas dispostas a cantar as "canções de sua vida"
e contar que história existe por trás dessa alcunha. Simples e direto.
O que não é simples é a humanidade. E Coutinho mais uma vez mostra porque é mestre
ao capturar a essência daquelas pessoas por trás da vaidade de ter uma câmera apontada
pra si. Dessa vez o som é o objeto catalisador, o som de suas vozes, muitas vezes
quebradas por causa de memórias recalcadas. O dispositivo de Coutinho funciona
às mil maravilhas e, se nós choramos com os personagens, não é apenas porque
suas histórias são tristes (nem sempre o são), mas por que a identificação é imediata.
Somos todos espectadores e personagens, pegos pela raiz, pela base, pelos afetos que
nos formam. E pelo poderoso gatilho de emoções, memórias e sentimentos que são
as canções populares. O subjetivo dos cantores se torna nosso, a sensação de compreensão
humana através dos sons é algo indescritível. É um filme repleto de amor e humanismo,
como todo bom filme de Coutinho. Como não amar um cinema desses?
Visto em 28/10/2011 como convidado da Mostra SP de Cinema
Concorda? Discorda? Mande sua opinião para filipeap1988@hotmail.com
SE NÃO NÓS, QUEM? ![]()
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Wer Wenn Nicht Wir Alemanha 2011 2h04min
de Andres Veiel com August Diehl, Lena Lauzemis, Alexander Fehling
> Sinopse: No início dos anos 1960, Bernward Vesper (August Diehl) e sua amiga
de universidade Gudrun Ensslin (Lena Lauzemis) se apaixonam no meio da atmosfera
da Alemanha Oriental. O casal funda uma pequena editora que, já no primeiro trabalho,
causa polêmica: trata-se de um trabalho antigo do pai de Bernward, famoso autor nazista.
O questionamento inaugura novos rumos na vida do casal em uma era de mudanças.
Baseado numa história verídica, filme narra a trajetória do escritor Bernward Vesper.
Com a esposa Gudrum, sensíveis à inquietação da época, atacam o conformismo da sociedade
alemã. Unindo forças com escritores e ativistas políticos de esquerda, eles se tornam
parte do movimento de proporções globais, quando Gudrun decide se afastar de Bernwald
para se envolver diretamente na ação com o famoso terrorista Andreas Baader.
Visto em 07/01 como convidado do Cine Rosa e Silva
Concorda? Discorda? Mande sua opinião para fernando@kinemail.com.br
BORBOLETAS NEGRAS
Black Butterflies Holanda/Alemanha/África do Sul 2011 1h42min
de Paula Van der Oest com Carice van Houten, Rutger Hauer, Liam Cunningham
> Sinopse: África do Sul, 1960. Ao presenciar um ato de violência contra crianças negras,
a poetisa Ingrid Jonker escreve o poema A Morte das Crianças de Nyanga, iniciando ali
uma luta contra o Apartheid. Mas a sua luta maior é contra o seu pai, um dos membros
do regime segregacionista. Drama reconstitui a história da poetisa Ingrid Jonker, a qual
usou suas letras usou como arma contra o regime político e tocou os corações das pessoas
de todo o mundo, tornando-se símbolo da resistência contra um governo de terror.
AS AVENTURAS DE AGAMENON - O REPóRTER
Brasil 2011 1h14min
de Victor Lopes com Marcelo Adnet, Hubert, Marcelo Madureira, Pedro Bial, Luana Piovani
> Sinopse: Um falso documentário, uma comédia sobre a vida do lendário jornalista
Agamenon Mendes Pedreira (Hubert), personagem fictício que assina a coluna publicada
na edição dominical do jornal O Globo. Agamenon é um jornalista que teria nascido
no final do século 19 e estaria vivo até hoje, presente em diversos momentos importantes
históricos do século 20, tendo sempre uma versão única dos acontecimentos.
O filme tem participações especiais de Fernando Henrique Cardoso, Jô Soares,
Paulo Coelho e Caetano Veloso, que dão depoimentos antológicos sobre o repórter.
ALVIN E OS ESQUILOS 3
Alvin and the Chipmunks: Chip-wrecked EUA 2011 1h27min
de Mike Mitchell com Jason Lee, Justin Long, Chistina Applegate, Anna Faris
> Sinopse: Os esquilos irmãos Alvin, Simon e Theodore partem em uma viagem de cruzeiro
com Dave (Jason Lee) e as esquiletes. Durante a viagem, Alvin quer se divertir, enquanto
Dave tenta ter algum controle sobre os esquilos. Numa de suas brincadeiras Alvin acaba em
uma asa delta, que o leva, juntamente com os irmãos e as esquiletes, para uma ilha. Dave
parte atrás deles usando outra asa delta e leva Ian (David Cross), o ex-empresário dos esquilos
que agora trabalha vestindo a roupa de um pelicano, para entreter os passageiros do cruzeiro.
ALÉM DA ESTRADA
Brasil/Uruguai 2010 1h30min
de Charly Braun com Hugo Arias, Esteban Feune de Colombi, Guilhermina Guinle, Naomi Campbell
> Sinopse: Sem perspectivas, Santiago, um argentino próximo de seus trinta anos, decide
ir ao Uruguai conhecer um terreno deixado por seus pais, mortos tragicamente alguns anos
antes. Na chegada, ele encontra Juliette, uma jovem belga em busca de um amor do passado
e de uma nova vida. O que parecia ser uma simples carona acaba se transformando em uma
breve, porém intensa, jornada. Visitando paisagens e pessoas perdidas no tempo, eles dividem
experiências que acabam por aproximá-los, numa relação de crescente afeto e ternura.
FILHOS DE JOÃO - O ADMIRÁVEL NOVO BAIANO
Brasil 2010 1h16min
documentário de Henrique Dantas
> Sinopse: Filme conta a história do grupo musical Novos Baianos. Concentra-se em
um dos períodos mais férteis e efervescentes da produção musical brasileira – final da
década de 1960 – época em que o grupo eclodiu. Foi neste período que João Gilberto,
recém chegado dos EUA, começou a conviver com os Novos Baianos, tornando-se uma
espécie de guru. Com extrema sensibilidade, e absoluta despretensão, transformou
a mentalidade daqueles jovens irreverentes e mudou o rumo da MPB.
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Mando meio atrasada minha lista, demorei porque estava esperando sair em DVD
Missão Madrinha de Casamento, Drive estrear nos cinemas... Mas, enfim:
01. Cisne Negro
02. José e Pilar
03. Melancolia
04. Não me Abandone Jamais
05. Sentimento de Culpa
06. Scott Pilgrim Contra o Mundo
07. Inverno da Alma
08. Cyrus
09. Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
10. A Pele Que Habito
Gostei muito do documentário Trabalho Interno, trouxe credibilidade a informações
que circulam pela internet há tempos, mesmo antes do grande caos de 2008, o que antes
era taxado de Teoria da Conspiração, foi demonstrado por números, gráficos e tudo mais.
E o meu Top Aff, Por Que Fui Ver Isso?
01. Invasão do Mundo - Batalha de Los Angeles
02. Conan - O Bárbaro
03. 11.11.11
04. Sucker Punch - Mundo Surreal
Elisangela Moura | elisangelamourag@gmail.com
Dica de DVD do leitor - O Cangaceiro
por Pedro Henrique
> A Companhia Cinematográfica Vera Cruz foi considerada a Hollywood brasileira, por ter
sido o mais importante estúdio cinematográfico da década de 50, se caracterizando dentro
dos moldes profissionais internacionais. Todo esse investimento foi refletido em prêmios
internacionais, tendo como o seu maior estandarte O Cangaceiro (Brasil, 1953) de Lima
Barreto, considerado o maior filme de aventura do cinema nacional.
O enredo é simples. O capitão Galdino (Miton Ribeiro) e seu bando de cangaceiros raptam
uma professora chamada Olívia (Marisa Prado) de uma pequena cidade do sertão nordestino.
Teodoro (Alberto Ruschel), um dos cangaceiros do bando, acaba se apaixonando pela
professora e decide fugir com ela pelo sertão, despertando a ira de Galdino.
A produção foi inteiramente rodada em Vargem Grande Do Sul, interior de São Paulo.
Segundo o diretor, a paisagem era muito semelhante com a nordestina. O filme exigiu
tanto dinheiro na época, que colocou a Vera Cruz em falência. Quando exibido no Festival
de Cannes, O Cangaceiro ganhou o prêmio de melhor filme de aventura, chamando
a atenção dos críticos e ganhando distribuição internacional pela Columbia Pictures.
Fez um tremendo sucesso no Brasil e em outros países. Na França chegou a passar cinco
anos em cartaz e foi o responsável em apresentar o cinema brasileiro ao exterior.
Grandes nomes da cultura popular do Brasil fizeram parte da produção, como Rachel De Queiroz,
responsável pelos diálogos, e o artista plástico Caribé que ficou a cargo dos figurinos e direção
de arte. A fotografia foi encomendada ao norte-americano Chick Fowle. A trilha sonora de Gabriel
Migliori resgatou a canção Olê Mulher Rendeira do folclore popular nordestino e aqui é usada
como tema principal. O filme recebeu uma menção especial para música no Festival de Cannes.
O Cangaceiro reuniu efeitos de montagem do cinema soviético. Composições de imagem
no estilo do cinema mexicano de Emilio Fernandez e o tom épico na linha do western americano.
Com este filme, Lima Barreto foi por muitos anos o único cineasta brasileiro citado em antologias
e livros de cinema editados no exterior. O filme sai agora em DVD duplo pela Versátil numa edição
restaurada, com raros curtas metragens de Lima Barreto e ainda um documentário de Paulo Duarte
com mais de 3 horas de duração, intitulado O Velho Guerreiro Não Morrerá – O Cangaceiro de Lima
Barreto 50 anos Depois, com depoimentos de Anselmo Duarte, Fernando Meirelles e Walter Lima Jr.
Pedro Henrique | phmmts@hotmail.com
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