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Kinemail Edição 578
Hugo, Dama, Jogo, Inquietos e... Sexo no Cinema!
> Muitas estreias na semana de Carnaval, com destaque para o belo filme
de Martin Scorsese A Invenção de Hugo Cabret em 3D que, junto com
O Artista (o provável grande vencedor do Oscar, ainda em cartaz com
apenas 2 sessões diárias), somam indicações a 21 estatuetas do Oscar.
O Homem Que Mudou o Jogo e A Dama de Ferro estreiam, com
indicações aos prêmios de melhor ator e atriz, para Brad Pitt e Meryl Streep.
Estreiam também Inquietos, o novo filme de Gus Van Sant, Reis e Ratos,
Faça-me Feliz e O Motoqueiro Fantasma 2 3D, e temos pré-estreias
para A Mulher de Preto, com Daniel Radcliffe.
Recomendamos ainda
em cartaz A Pele Que Habito (vencedor do Bafta de melhor filme
estrangeiro), Millenium - Os Homens Que Não
Amavam As Mulheres,
Os Descendentes, o interessante terror inglês O Despertar e, é claro,
O Artista. Assista, opine, comente
para fernando@kinemail.com.br
Revistas de janeiro/fevereiro e uma retrospectiva especial (que estávamos
devendo ao leitor)
Sexo no Cinema 2011, completam essa edição. Curtam!
DICAS DE CINÉFILO Filipe Marcena comenta O Guarda, com
Brendan Gleeson e Don Cheadle, lançado direto em DVD LEIA AQUI
LEITOR VIP Ganhe convites para pré-estreia de Reis e Ratos AQUI
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CUPIDO NÃO TEM BANDEIRA
Billy Wilder | EUA | 1961
LEIA AQUI

A INVENÇÃO DE HUGO CABRET ![]()
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Hugo EUA 2011 2h06min
de Martin Scorsese com Ben Kingsley, Asa Butterfield, Chloe Grace Moretz,
Jude Law, Sacha Baron Cohen, Emily Mortimer, Ray Winstone, Christopher Lee
OSCAR 2012 Melhor Direção de Arte, Fotografia, Edição e Mixagem de Som, Efeitos Visuais
por Filipe Marcena
OPINIÃO Curioso como a temporada de premiações esse ano está sendo encabeçada
por duas obras que declaram amor à arte de fazer filmes. O primeiro é de um cineasta
relativamente novo que se apropriou da estética do cinema mudo não para reinventá-lo,
mas para celebrá-lo enquanto fonte de criatividade e dizer algo sobre o cinema contemporâneo,
que é O Artista. O outro é uma superprodução de um cineasta experiente e devoto à sua arte,
que se apropria de técnica contemporânea para prestar uma melancólica homenagem aos
primórdios do cinema e um dos maiores mestres criadores da época, Georges Méliès.
A Invenção de Hugo Cabret, baseado na obra de Brian Selznick, traz novamente
um Martin Scorsese buscando um cinema clássico, como em Ilha do Medo e O Aviador.
Esse tipo de cinema mais conservador é o que faz os olhos dos velhinhos da Academia
brilharem, mas nem O Artista nem A Invenção de Hugo Cabret são filmes presos num
saudosismo cego. Eles aceitam a transição, diegeticamente ou não. O de Scorsese é bem
objetivo nesse sentido, já que se aproveita de duas ‘modas’ do cinema moderno (a adaptação
de obras literárias infanto-juvenis e o efeito 3D) para falar sobre o homem que, mesmo
limitado pela mudez do cinema e pela influência da teatralidade, fez mágicas mirabolantes
saltarem aos olhos da platéia ao adaptar Júlio Verne sem se utilizar de palavras.
Bom, na verdade essa é a história de Hugo Cabret (Asa Butterfield), garoto filho de relojoeiro
que perde o pai num acidente e vai morar com o bêbado tio Claude (Ray Winstone), para
logo descobrir que seu pai guardou uma mensagem para ele. Hugo é típico herói em seu
monomito, passando por todos os estágios que esse tipo de personagem enfrenta, e Scorsese
mantém íntegra essa estrutura clássica. Fazendo o papel de mentora está Isabelle (Chloe Moretz),
ávida leitora que tem mais a oferecer à aventura de Hugo do que ela sabe. Os personagens
coadjuvantes são fenomenais, do severo inspetor de Sacha Baron Cohen ao exaltado estudioso
Rene Tabard, interpretado por Michael Stuhlbarg (Um Homem Sério), e eles ajudam a criar
uma fantasia que não precisa de varinhas de condão para nos deixar perplexos e acreditar
que algo mágico realmente está acontecendo. Claro que o visual do filme é primordial nesse
sentido, e A Invenção de Hugo Cabret é um dos mais belos filmes de Scorsese.
Dante Ferretti e Robert Richardson fazem da arte e da fotografia algo pomposo (no melhor
sentido) e totalmente integrado à narrativa. Mas o que realmente surpreende no filme é o 3D,
facilmente o melhor que já vi. Alguns planos gerais são lindos de prender a respiração. “É tudo
um truque, mas também não o é o cinema?”, o filme parece dizer. Perto do final, Scorsese
se utiliza de Méliès para falar com os cinéfilos e, mais diretamente, com os estudantes
de cinema algumas coisas sobre legado e paixão, o que me levou a mais lágrimas do que
já havia me permitido durante toda projeção até então. A Invenção de Hugo Cabret
faz sessão dupla perfeita com O Artista, e não é só por causa do Oscar. Levem as crianças.
Visto em 11/02 como convidado da Paramount/UCI Kinoplex
Concorda? Discorda? Mande sua opinião para filipeap1988@hotmail.com
REIS E RATOS ![]()
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Brasil 2012 1h47min
de Mauro Lima com Selton Mello, Otavio Muller, Cauã Reymond, Rodrigo Santoro
> Sinopse: Na Rio de Janeiro de 1963, o clima de conspiração afeta uma série de personagens
relacionados, de alguma forma, ao cenário político da época. Um deles é Troy (Selton Mello),
agente da CIA que vive no Brasil e passa a duvidar de sua fidelidade com sua terra natal.
Com a ajuda de seu comparsa brasileiro, o Major Esdras (Otávio Muller), ele planeja uma
armadilha para o presidente que pode atrapalhar os planos do Golpe Militar. Com maior
parte em preto e branco, o longa reproduz a atmosfera noir dos filmes policiais da época
e se desenvolve em flashbacks da perspectiva de todos os envolvidos na trama.
Visto em 18/02 como convidado da UCI Kinoplex
FAÇA-ME FELIZ
Fais-moi Plaisir França 2009 1h32min
de Emmanuel Mouret com Emmanuel Mouret, Judith Godrèche, Jacques Weber
> Sinopse: Ariane está convencida de que seu marido Jean-Jacques está interessado
em outra mulher. Para salvar seu casamento, ela pede que ele tenha um caso com
essa mulher, acreditando que essa é a melhor solução para acabar com as ilusões
de Jean-Jacques. Mas, quando ele vai até a casa dessa mulher que mal conhece,
ele ainda não sabe que ela é nada menos que a filha do presidente da República.
MOTOQUEIRO FANTASMA 2
Ghost Rider - Spirit of Vengeance EUA 2012 1h31min
de Martin Neveldine & Brian Taylor com Nicolas Cage, Violante Placido, Ciaran Hinds
> Sinopse: Nicolas Cage está de volta no papel de Johnny Blaze. Depois
de se esconder na Europa, Blaze é recrutado por uma seita secreta para salvar
um garoto do demônio (Ciaran Hinds). Johnny tenta recusar o chamado,
mas essa será a sua grande chance de se livrar de sua maldição.
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Crônicas cinéfilas, opinião, dicas, etc
Dicas de Cinéfilo - O Guarda

O GUARDA ![]()
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The Guard Irlanda 2011 1h36min
de Johm Michael McDonagh com Brendan Gleeson, Don Cheadle, Mark Strong
Em DVD pela Sony
por Filipe Marcena
OPINIÃO Quem assistiu Na Mira do Chefe (In Bruges) em algumas das poucas sessões
que ele teve no Recife em 2008 lembra bem do humor negro irlandês do filme: fatal,
implacável e pouco interessado em ser politicamente correto. Aquele filme foi um pequeno
sucesso (inclusive rendeu Globo de Ouro a Colin Farrell), o que possibilitou que o irmão
do roteirista e diretor Martin McDonagh, Johm Michael McDonagh, realizasse o seu próprio
longa-metragem, O Guarda. Embora tenha sido bem visto nos Estados Unidos e na Europa,
o filme nunca chegou às nossas salas da cidade e acaba de ganhar lançamento em DVD.
Os irmãos McDonagh não negam sua terra nem seu sangue, pois Na Mira do Chefe
e O Guarda são filmes tão irmãos quanto seus criadores. As semelhanças estéticas e ideológicas
são bem óbvias, um é quase uma continuação do outro, mas a maior conexão entre eles é mais
objetiva, e esta é o sempre excepcional Brendan Gleeson. O ator de 57 anos empresta seu rosto
gordo e simpático a um personagem tão rude e grosseiro quanto empático, o guarda Gerry Boyle.
Gerry é um poço de preconceitos culturais, especialmente contra a cultura americana (lembra
da cena em que Colin Farrell provocava turistas americanos obesos em Bruges?), mas ao mesmo
tempo é um poço de contradições. Ele odeia a maneira americana de se fazer uma investigação
e ridiculariza seus parceiros de trabalho que pensam estar em C.S.I., mas ao mesmo tempo
é fã incondicional da Disney. Quer personagem mais humano que esse? Adicione uma atuação
al dente de Gleeson e temos o personagem masculino mais fascinante das comédias de 2011.
O mote do filme é um assassinato que pode estar ligado a um grupo de poderosos traficantes,
um deles interpretado pelo operário padrão Mark Strong. Assim como o irmão, McDonagh
é um roteirista de mão cheia, e seu texto ácido e satírico tem insights e caracterizações certeiras
(Gerry é um ignorante de bom coração, os bandidos são trogloditas escolados que discutem filosofia),
a narrativa está sempre nos trilhos. Espere para ver o primeiro encontro entre Don Cheadle, como
o agente do FBI Wendell, e Gleeson. É puro humor desconfortável, desconcertante, cruel. O filme
não faz julgamentos de seu protagonista, cabe a nós observá-lo e avaliá-lo. Difícil é não cair
na simpatia de Gerry, na maneira despojada com que ele leva a vida e na dedicação à sua vocação.
O Guarda é entretenimento subversivo cativante, vale assisti-lo após rever Na Mira do Chefe.
Filipe Marcena | filipeap1988@hotmail.com
Revistas de janeiro/fevereiro
> Em fevereiro, a revista STATUS dá uma rasteira em todas as mensais nacionais com
duas capas para a supermodelo Raquel Zimmerman. A revista masculina que renasceu
em maio de 2011, em plena era da internet, caminha para seu primeiro aniversário
confirmando a proposta de fazer uma revista masculina adulta com equilíbrio editorial
de bom jornalismo e ensaios de nudez discreta, por grandes fotógrafos, a cada mês.
Nesta edição, matérias sobre a produtora "alt porn" brasileira XPlastic; o atirador
americano Chris Kyle, que matou 225 pessoas na Guerra do Iraque; a cidade que é
a maior fabricante mundial de bolas de futebol, no Paquistão; entrevistas com o artista
gráfico Banksy e o ator Gerard Butler; esporte radical com dois nepaleses que saltaram
do topo do Everest; ensaio de moda por J.R. Duran; coluna do escritor Reinaldo Moraes
e, no mix de gastronomia, cinema, design, música, internet e boa vida, temos Jeff Bridges,
Caco Barcellos, Ryan Gosling e o Rec-Beat pernambucano nas dicas de Carnaval. www.revistastatus.com.br
O Oscar ignorou o bom ano de Ryan Gosling, embora Drive e Tudo Pelo Poder tenham
recebido indicações menores. Pior foi o caso de Michael Fassbender. O ator alemão, que
estrela os ignorados pela Academia Shame de Steve McQueen e Um Método Perigoso
de David Cronenberg, foi capa da Interview, The Hollywood Reporter e Little White Lies.
A excelente FilmComment, mais direcionada para "cinema de verdade", também veio
com cara de Oscar: em dezembro com os indicados George Clooney, Alexander Payne
e Os Descendentes; e em janeiro/fevereiro com edição especial 20 Melhores Filmes de 2011,
com listas de vários críticos e cineastas, matérias sobre As Aventuras de Tintim, A Separação,
Era Uma Vez na Anatolia, os filmes do Festival de Sundance e matéria sobre os personagens
femininos de Um Método Perigoso, Heywire e Millenium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres,
com capa para Rooney Mara e Daniel Craig. Confira o site www.filmlinc.com/fcm/fcm.htm
A GQ americana dá capa para a loura Michelle Williams em Sete Dias com Marilyn e destaca
Jean Dujardin, como o ator estrangeiro mais "falado" em Hollywood no momento, que pode
ganhar o Oscar de melhor ator no filme mudo O Artista, onde tem apena uma fala, na cena final. www.gq.com
O semanário Entertainment Weekly lança sua tradicional edição dupla quinzenal do Oscar,
com 42 páginas dedicadas ao evento. A edição faz ainda cobertura fotográfica dos
astros e estrelas indies no Festival de Sundance e tem artigo sobre por que Kristen Wiig
não fará Bridesmaids 2.
Para o Oscar, a EW aposta em O Artista (melhor filme), George
Clooney (melhor ator)
e Viola Davis (melhor atriz) como os vencedores na festa deste ano. www.ew.com
Voltando às revistas brasileiras, a TRIP continua sua linha editorial de edições temáticas
especiais com a edição de fevereiro. Nas duas capas, a trip girl Rebeca Nunes, clicada
por Cisco Vasquez,
e o famoso "bebê fumante" da Indonésia, foto viral na internet.
TRIP foi lá e conversou com a mãe do menino. Depois de atacar com reportagens inteligentes
o crack, a cocaína e a cerveja - sim, além de aumentar sua pança, a cerveja é droga,
mata, cria dependência e destrói muitos lares no Brasil, país onde a propaganda com artistas
famosos, contentes
e inocentes (?) continua livre para exaltar a delícia que é tomar muita
cerveja em festas e no Carnaval
- a TRIP não acredita que condenar o cigarro é "chutar
cachorro morto" e denuncia como a indústria quer tirar vantagem
agora com o lema publicitário
da "defesa da liberdade individual" para conquistar os consumidores (pulmões) da nova geração.
O ator Herson Capri conta como sobreviveu à um câncer de pulmão e o modelo carioca
dos anos 70 Pedrinho Aguinaga é o entrevistado do mês. Hoje com 61 anos, ele já foi
o "homem mais bonito do Brasil" e galã da campanha dos cigarros do slogan "o fino que
satisfaz", e conta tudo sobre o polêmico menage a trois do filme Rio Babilônia. www.revistatrip.com.br
Fernando Vasconcelos | 16.02.2012
Sexo no Cinema 2011
> Num mundo cada vez mais careta e infantilizado, sexo e nudez tornaram-se artigos raros
nos cinemas. Com o sexo explícito migrado para o conforto dos lares (via internet)
e o sexo e nudez bastante liberados nos canais fechados, com as telesséries True Blood,
Spartacus, Game of Thrones, Boardwalk Empire, Mildred Pierce, Californication, Hung,
Weeds e tantas outras, o cinema "família" de Hollywood reserva o sexo às comédias
românticas e algumas produções fetichistas, no máximo. O cinema brasileiro, que um
dia já foi conhecido como "safado e picante" (com as pornochanchadas dos anos 70/80),
nunca viu dias tão carolas, e o sexo aparece apenas verbalmente e televisivo em comédias
horrendas da Globo Filmes, tendo em 2011 apenas um isolado caso que foi direto
ao tema, com a nudez farta mas calculadamente discreta do sucesso Bruna Surfistinha.
Deborah Secco mandou ver no filme, em inúmeras cenas de sexo e nudez, única
forma de contar a história do best-seller de sucesso da ex-garota de programa
mais famosa do Brasil. No entanto, entre várias transas, orgias, menage a trois
e sessões fotográficas
o filme não tem uma única cena de nu frontal.
Sexo adulto, franco e em "filmes sérios" só foi visto, como sempre, no cinema europeu.
No cinema americano, um caso à parte foi o fracasso milionário Sucker Punch, que
mesmo sem cenas de nudez foi acusado de delírio fetichista machista de Zack Snyder
que abusa de minissaias, corpetes e sensualidade ao filmar um grupo de cinco garotas,
Emily Browning, Abbie Cornish, Jena Malone,
Vanessa Hudgens e Jamie Chung,
cercadas de personagens masculinos malvados e tarados. E tivemos as comédias
românticas: Em Professora Sem Classe, Cameron Diaz é a gata, mas nudez só
nas figurantes; com pouca chance das atrizes se desnudarem, sobrou para a rapaziada
mostrar a bunda em filmes como Amizade Colorida (Mila Kunis e Justin Timberlake),
Sexo Sem Compromisso (Natalie Portman e Ashton Kutcher) e Qual Seu Número?
(Anna Faris e Chris Evans).
Vale comentar que foram feitas cenas com dublês de corpo
(Kunis, Faris e Evans) e Natalie Portman teve até o seu cofrinho apagado digitalmente...
Mais descolados foram Anne Hathaway e Jake Gyllenhaal no drama romântico Amor e Outras
Drogas onde, apesar da nudez calculada, o sexo foi tratado de forma
um pouco mais adulta
e em Missão Madrinha de Casamento Kristen Wiig e John Hamm, em personagens na faixa
dos trinta e poucos, fazem sexo descompromissado, sem culpa nem promessa de casamento.
Nas comédias mais alopradas, Jennifer Aniston viveu uma dentista tarada em Quero
Matar Meu Chefe, Owen Wilson encarou peitões e membros avantajados de figurantes
em Passe Livre. Nos filmes mais sérios, a mocinha de Crepúsculo Kristen Stewart
viveu uma prostituta adolescente em Corações Perdidos, as playmates gêmeas
Kristina e Karissa Shannon entreteram na pole dance o entediado astro Stephen Dorff
em Um Lugar Qualquer e Ryan Gosling apareceu em generosa cena de sexo oral
com Michelle Williams em Namorados Para Sempre e exibindo seus dotes para
Steve Carrell em Amor a Toda Prova.
Agora vamos ao que interessa, o cinema europeu.
Na comédia romântica Late Bloomers - O Amor Não Tem Fim, Isabella Rossellini
e William Hurt, mesmo sem cenas de nudez, deram um banho nos astros jovens
ao falar sobre sexo na terceira idade, com naturalidade e franqueza, coisa de adulto.
George Clooney precisou ir à Europa para o suspense policial Um Homem Misterioso
oferecer a nudez total, natural e generosa da italiana Violante Placido.
Kirsten Dunst
levou a Palma de Ouro de melhor atriz por Melancolia, onde aparece como veio
ao mundo. A espanhola Elena Anaya brilhou em Um Quarto em Roma, onde fica
nua praticamente o filme inteiro, vivendo um romance com outra mulher e em
A Pele Que Habito, onde seu corpo é
literalmente o assunto que move o filme.
Encerramos nossa modesta retrospectiva com a beleza das imagens do filme francês
L'Apollonide - Os Amores da Casa de Tolerância, um olhar generoso e contemplativo
sobre as mulheres de vida nada fácil na França no início do século passado.
Fernando Vasconcelos | 16.02.2012
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