vicioo

001 À Prova de Morte
002 Zodíaco
003 Amantes Constantes
004 Cartas de Iwo Jima
005 BUG - Possuídos
006 O Céu de Suely
007 O Hospedeiro
018 Superbad
009 BORAT!
010 O Homem Duplo

001 Caché
002 Brokeback Mountain
003 Reis e Rainha
004 O Novo Mundo
005 As Chaves de Casa
006 O Homem-Urso
007 Miami Vice
008 O Labirinto do Fauno
009 A Última Noite
010 Munique

001 Marcas da Violência
002 Menina de Ouro
003 A Menina Santa
004 Antes do Pôr-do-sol
005 Oldboy
006 Cinema,Aspirinas e Urubus
007 Sideways
008 Closer - Perto Demais
009 O Virgem de 40 anos
010 O Abraço Partido

001 Encontros e Desencontros
002 Elefante
003 As Bicicletas de Belleville
004 Kill Bill
005 Sob a Névoa da Guerra
006 Na Captura dos Friedmans
007 De Corpo e Alma
008 Má Educação
009 Escola de Rock
010 Adeus, Lenin!
 

MUNIQUE
Munich EUA 2005 2h44min RT 7,7
de Steven Spielberg com Eric Bana, Daniel Craig, Mathieu Kassovitz

Opinião Steven Spielberg continua produzindo um filme
interessante atrás do outro. Desde o final da década
de 90, mesmo depois de festejado com uma penca
de Oscars por A Lista de Schindler, ele não descansa.
Filmes interessantes, mas não memoráveis, como é o caso
do novo Munique, seu filme mais ambicioso em anos
e também o mais adulto, quer dizer, o quanto adulto
Spielberg pode ser... Vá lá, é seu filme mais humanista.
O filme resgata a famosa tragédia terrorista de Munique 72,
quando palestinos tomaram esportistas israelenses
como reféns nas Olimpíadas daquele ano. Eu me lembro,
já tinha 8 anos na época. Mas o filme não é sobre o atentado.

É sobre a ação de caça aos terroristas determinada pela
então primeira-ministra Golda Meir, através da Mossad,
serviço secreto israelense. É onde entra nosso 'herói',
o assassino e líder de um grupo de matadores profissionais
vivido com empenho por Eric Bana (Hulk). Entre eles, está
também Daniel Craig, o novo 007. Por falar em 007, aí
está o Calcanhar de Aquiles de Munique. Embora bem
equilibrado entre a mensagem política pacifista e o filme
de ação sofisticado, o filme adota tom fantasioso, pouco
realista na narrativa. Mas Munique flui bem em suas quase
três horas de duração, afinal é um filme do experiente
homem-entretenimento de Hollywood, que sabe como
prender a atenção do espectador como ninguém e é dono
de um domínio singular em construção cinematográfica.

O filme evita pieguice ao retratar o grupo como seres
humanos. É também adulto na abordagem do sexo, na
maneira como mostra a relação do matador com a esposa
e tem até uma raríssima cena de nu frontal na filmografia
spielberguiana (judeus nus em A Lista de Schindler não
contam, OK?), na figura de uma das mais belas assassinas
já vistas nas telas em filmes de espionagem (a francesa
estonteante Marie-Josée Croze, de As Invasões Bárbaras)
mas, na questão política, Spielberg morde e assopra.
Quer mostrar os dois lados da questão, mas não consegue
aprofundar-se na complexidade da situação. É no suspense
das ações terroristas, filmadas com impressionante nível
de violência, que ele fica mais à vontade. E assim, Spielberg
proporciona quase três horas de empolgante (se é que se pode
chamar assim) cinema, com um claro esforço em fazer
algo mais relevante, refletindo sobre tema tão atual e delicado.

Quanto à carpintaria cinematográfica, o filme é deslumbrante,
recriando o início dos anos 70 perfeitamente, dos figurinos
à direção de fotografia absurda de Janusz Kaminski, tudo
impecável, incluindo aí um excelente elenco internacional.
Mas querendo fazer um cinema que agrade a todos, Spielberg
nem satisfaz o público intelectual, que pode sentir superficialidade
e falta de ponto de vista na abordagem, nem o público médio
multipléxico, que deverá achar o filme muito complicado,
difícil, se não tiver um mínimo de cultura sobre fatos históricos.
Mas não há como negar que é um grande espetáculo, cinema
de boa qualidade. E, já no finalzinho, Spielberg acertou
na ferida (e me emocionou) fazendo uma bela e sóbria
referência ao atentado às torres do World Trade Center.

TRIVIAS O filme Um Dia em Setembro ganhou
O Oscar 2000 de Melhor Documentário. O premiado
cineasta Kevin MacDonald entrevistou os dois lados
do atentado. Filme inédito no Brasil.

Os dois atores do filme israelense Yossi & Jagger - Delicada
Relação
também atuam em Munique. Yehuda Levi, o Jagger,
tem uma fala com Eric Bana, como um soldado motorista
em Israel. Sobre um caso de amor entre dois militares,
Yossi & Jagger tem muito em comum com o mais festejado
Brokeback Mountain. Nas locadoras em DVD.

Visto em 24/01 como convidado da UIP | EspaçoZ
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